Corinthians é freguês histórico do Grêmio na Copa do Brasil

25 09 2013

Time paulista venceu apenas uma vez o confronto, enquanto os gaúchos possuem quatro êxitos. Marcelinho Carioca é o artilheiro do embate com 5 gols

Por Diogo Arraes

Corinthians e Grêmio começarão a escrever um novo capítulo na história dos confrontos entre as duas equipes na Copa do Brasil, nesta quarta-feira (25), no Pacaembu. Até agora são 10 jogos, com 4 vitórias do Grêmio, 2 vitórias do Corinthians e 4 empates. Mas, em termos de classificação ou título, o time de Parque São Jorge só levou a melhor em 1995, quando foi campeão. Em todos os jogos, o artilheiro é Marcelinho Carioca com 5 gols.

O alvinegro não vence há 6 jogos e passa por um período de turbulência como há tempos não tinha. O Grêmio também está sem vencer há 3 partidas, apesar de estar em uma situação mais tranquila no Campeonato Brasileiro. Resta saber se o tricolor gaúcho continuará com essa hegemonia ou o coringão vai diminuir os números negativos. Um confronto de muita tradição novamente na Copa do Brasil.

1991 – Quartas de Final

O primeiro confronto foi em 1991, o Corinthians havia sido campeão brasileiro um ano antes e enfrentou o Grêmio no Pacaembu. Com gols de Neto (Corinthians) e China (Grêmio), a primeira partida terminou empatada em 1 a 1.

No jogo de volta, o Grêmio venceu por 2 a 1, no estádio Olímpico, com gols de Caio e Chiquinho (Grêmio) e Édson Pezinho (Corinthians), eliminando o time de Parque São Jorge.

1994 – Oitavas de Final

Casagrande brinca no gol em treino antes do jogo contra o Grêmio em 94 (Foto: Gazetta Press)

Casagrande brinca no gol em treino antes do jogo contra o Grêmio em 94 (Foto: Gazetta Press)

Três anos depois houve uma nova chance de reencontro, agora na fase Oitavas de Final. A primeira partida foi no Olímpico e os gaúchos se deram bem novamente, com gols de Fabinho e Gilson o  time da casa venceu por 2 a 0.

O segundo jogo foi no Pacaembu, o Corinthians até tentou e fez dois gols. Um de Marcelinho Carioca e outro do zagueiro do Grêmio, Agnaldo Liz, contra. Só que o Grêmio mostrou porque é um time “copeiro” e empatou com Fabinho e Nildo. Resultado final 2 a 2 e o Timão novamente fora.

1995 – Final

O ano de 1995 reservou uma emoção a mais aos torcedores dos dois times, a primeira final disputada. O Corinthians vinha de duas eliminações seguidas para o Grêmio na Copa do Brasil e estava disposto a reverter isso. O primeiro jogo feito no Pacaembu terminou 2 a 1 para o clube alvinegro, com gols de Viola e Marcelinho Carioca (Corinthians) e Luiz Carlos Goiano (Grêmio).

Na partida final, em Porto Alegre, Marcelinho Carioca marcou o gol dos paulistas e o Timão se sagrou campeão da Copa do Brasil, vencendo o Grêmio por 1 a 0.

Jogadores do Corinthians erguem a taça em 95 (Foto: colecaocorinthians.com.br)

Jogadores do Corinthians erguem a taça em 95 (Foto: colecaocorinthians.com.br)

1997 – Semifinal

Dois anos depois da grande final os times se encontraram novamente, agora na semifinal. Mesmo jogando no estádio do Morumbi, o Grêmio venceu por 2 a 1, com gols de Paulo Nunes e Rodrigo (contra) para o Grêmio e Marcelinho Carioca para o Corinthians, e levou boa vantagem para o outro jogo.

Depois no estádio Olímpico, administrou o placar e empatou por 1 a 1, gols de Paulo Nunes (Grêmio) e Donizete (Corinthians). Os gaúchos novamente foram para a final.

2001 – Final

O Grêmio foi campeão depois de vencer o Corinthians por 3 a 1, em 2001 (Foto: wp.clicrbs.com.br)

O Grêmio foi campeão depois de vencer o Corinthians por 3 a 1, em 2001 (Foto: wp.clicrbs.com.br)

O último embate entre as equipes aconteceu há 12 anos, em 2001. Mais uma vez uma grande final. Uma curiosidade é que o treinador do Grêmio era Tite, hoje comandante do Corinthians.

O primeiro jogo ocorreu no estádio Olímpico e foi bem equilibrado, o Grêmio fez dois gols com Zinho e Luís Mário e o time de Parque São Jorge empatou com Marcelinho Carioca e Muller. Empate por 2 a 2.

Na segunda e decisiva partida o Morumbi estava lotado, mas o Corinthians não conseguiu segurar o ímpeto dos gaúchos e o Grêmio venceu por 3 a 1. Gols de Éwerton (Corinthians) e Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba (Grêmio), conquistando o campeonato daquele ano.





Rogério Ceni e Ney Franco não são os únicos desafetos no futebol. Nem serão os últimos

12 08 2013

Após demissão do treinador, o ídolo tricolor disparou contra o ex-comandante, que revidou; relembre outros casos

Por Diogo Belley

Rogério Ceni, tido por muitos como o maior ídolo do São Paulo, vem sendo alvo de críticas bem no último ano de carreira (Foto: Marcelo de Jesus/UOL)

O São Paulo terminou 2012 com a melhor campanha do segundo turno do Campeonato Brasileiro e campeão da Copa Sul-Americana. Apesar da venda do atacante Lucas ao PSG, não era loucura imaginar um bom desempenho da equipe neste ano, ainda mais com a chegada de reforços, como o zagueiro pentacampeão mundial Lúcio.

Comandados pelo técnico Ney Franco, a equipe teve um bom começo em 2013. A goleada por 5×0 em cima do Bolivar no primeiro jogo da pré-Libertadores e a primeira posição na fase de grupos do Campeonato Paulista animaram a torcida. Mas após a péssima campanha na competição continental e a eliminação para o rival Corinthians no Estadual, alguns problemas foram expostos dentro do elenco tricolor.

Tudo teve início quando, pela Copa Sul-Americana de 2012, o capitão Rogério Ceni, durante o jogo contra a LDU de Loja, sugeriu que Ney Franco colocasse o meia Cícero, para que a equipe tivesse mais força nas jogadas aéreas. Mas, contrariando o goleiro, ele escolheu o centroavante Willian José para entrar na partida.

– Não aprovo (que um atleta peça a entrada de outro durante o jogo). Acho que é cada um na sua, cada um fazendo a sua função – disse o comandante são paulino após a partida, durante a coletiva de imprensa. Mas a boas atuações que o time vinha fazendo mascarou esse mal entendido.

Ney Franco criticou a postura de Ceni (Foto: Correio do Estado)

No entanto, o São Paulo teve um restante de primeiro semestre muito ruim em 2013, e depois da perda da Recopa Sul-Americana, o técnico não resistiu à pressão e acabou demitido do cargo. Paulo Autuori, tricampeão mundial pelo clube do Morumbi em 2005, foi chamado para o lugar dele e pegou um time na parte de baixo da tabela de classificação. Foi quando os problemas começaram a ser expostos.

Após uma partida do Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni foi questionado sobre a fase que a equipe vivia. O ídolo da torcida foi enfático na resposta, dizendo que o legado do trabalho anterior havia sido “zero”, mas que as coisas iriam melhorar, pois agora havia comando. As palavras claramente foram direcionadas ao técnico Ney Franco.

O ex-comandante, depois de um período em silêncio, declarou então que o goleiro fritava os jogadores com os quais não estava de acordo com a contratação (como a do meia Paulo Henrique Ganso e a do zagueiro Lúcio, por exemplo), além da influência dele na vida política do clube.

– Se eu tivesse a influência que ele acha que eu tenho, ele já estaria no olho da rua há muito tempo – respondeu Rogério, em referência às palavras de Ney, em entrevista após a excursão da equipe por Ásia e Europa.

Hoje é impossível imaginar que o ex-treinador do São Paulo e o maior ídolo da história do clube voltem a trabalhar juntos.

Confira outros desafetos que se tornaram públicos:

Rivaldo x Paulo Cesar Carpegiani

Rivaldo não foi aproveitado no Morumbi como gostaria (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Net)

Em 2010, Rivaldo foi contratado pelo tricolor para ser o camisa 10 que a torcida tanto pedia. O bom começo do pentacampeão mundial animou o público, mas não o treinador Paulo Cesar Carpegiani, que insistia em mantê-lo no banco. A situação ficou insustentável após a eliminação para o Avaí na Copa do Brasil. O jogador disse que se sentiu humilhado pelo técnico, que acabou perdendo a queda de braço com o atleta e demitido do cargo, dando lugar a Adilson Baptista.

Ganso x Santos

Ano passado, então, o São Paulo decidiu investir em uma das maiores promessas do futebol brasileiro dos últimos anos, e após uma longa novela contratou Paulo Henrique Ganso. Mas tirá-lo do Santos não foi fácil. Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Peixe, ofereceu um plano de carreira ao jogador, que exigia maior valorização. Depois de uma sequencia de lesões e desentendimentos com a diretoria alvinegra, o meia acabou liberado para atuar no Morumbi.

Luiz Felipe Scolari x Kleber

O Palmeiras também viveu uma situação semelhante à de Rogério Ceni e Ney Franco. Em 2011, o alviverde, comandado por Luiz Felipe Scolari, estava em um momento conturbadíssimo, e o atacante Kléber foi o líder da revolta de parte do elenco com o treinador e com a diretoria, ameaçando não entrarem em campo em uma partida do Campeonato Brasileiro, contra o Flamengo. Felipão chegou a declarar que não trabalharia mais com o jogador e pensou em abandonar o cargo, mas quem acabou indo embora foi o Gladiador, negociado com o Grêmio.

Luxemburgo x Marcelinho Carioca, Edmundo e Romário

Marcelinho Carioca se desentendeu com Vanderlei Luxemburgo (Foto: Paulo Pinto/Agência Estado)

Vanderlei Luxemburgo é um dos mais vitoriosos técnicos do futebol brasileiro e talvez uma das pessoas com mais desavenças no esporte. Marcelinho Carioca pode ser um dos maiores dele. Juntos, eles conquistaram o Campeonato Brasileiro de 1998 pelo Corinthians, mas durante a disputa do torneio, acabaram batendo boca na concentração. Mais tarde, a troca de farpas ocorreu ao vivo durante um programa esportivo. Entretanto, recentemente, o ídolo da Fiel elogiou o desafeto dele.

– Se estiver focado, é o melhor treinador do Brasil – disse o jogador durante o programa Bate-bola, da ESPN Brasil.

Edmundo e Romário também se desentenderam com Luxa. O Animal, após ser substituído por Vanderlei durante uma partida da Libertadores da América de 1994, pelo Palmeiras, discutiu com o técnico e os dois nunca mais se entenderam. Já com o Baixinho, foi no Flamengo, quando se alteraram por uma discordância no esquema tático da equipe. Na ocasião, o artilheiro levou a melhor e o comandante rubro-negro acabou demitido.

Em um esporte com tanta gente envolvida, com diferentes cabeças e opiniões e submetidos a constante pressão de diretores, treinadores e jogadores, é impossível imaginar que não haja divergência de ideias. Os exemplos acima citados não foram os únicos, muito menos serão os últimos. Que venham os próximos.





‘Vira-casaca’, Marcos Assunção revela ao JFC que virou palmeirense, mas que se inspira em ídolo do rival

28 08 2012

Volante do Palmeiras concedeu entrevista exclusiva ao Jornalismo FC; áudio da conversa no fim da matéria

Por Caio Martins

Marcos Assunção conquistou seu primeiro título pelo Palmeiras em julho deste ano (Foto: Tom Dib)

“Nunca tive um ídolo no futebol. O meu maior ídolo é meu pai”. Foi com essas palavras que Marcos Assunção definiu seu maior exemplo de vida. Emocionado ao falar de seu pai, o jogador disse que ele “fez de tudo para que eu me tornasse o que eu sou hoje” . O volante palmeirense de 36 anos, conhecido por suas mortais cobranças de falta, que, aliás, são inspiradas no ídolo corintiano Marcelinho Carioca, saiu do grupo de bons jogadores da história alviverde para o hall de grandes ídolos da história do Palmeiras ao tirar o Verdão da fila de 12 anos sem títulos nacionais com a conquista da Copa do Brasil em julho deste ano.

Em entrevista exclusiva ao Jornalismo FC, Marcos Assunção falou sobre suas inspirações, seu sentimento ao vestir a camisa alviverde e à respeito de seu futuro, que ainda pode ser o Verdão por conta da disputa da Taça Libertadores 2013. Você confere abaixo, na íntegra, nossa conversa com o atleta.

Ídolo corintiano, Marcelinho Carioca foi a inspiração de Marcos Assunção nas bolas paradas (Foto: Divulgação)

JFC: Você tem um verdadeiro dom quando se trata de bola parada. Obviamente, isso é fruto de muito treinamento, mas muitos treinam e nunca chegam neste nível. Quando e como você descobriu essa especialidade?

Assunção: A partir do momento em que eu queria jogar futebol. Eu queria ser um grande batedor de faltas. Eu queria me destacar em alguma coisa quando eu comecei a jogar futebol. Eu sabia que tinham muitos jogadores que fazem muitas coisas, mas, mesmo assim, essas muitas coisas ainda não eram as necessárias. Então eu tinha que ter alguma coisa a mais, algo a mais. Eu gostava muito de ver o Marcelinho Carioca cobrando falta. Eu coloquei na minha cabeça que um dia eu poderia não chegar a ser como ele, como não cheguei. Para mim, o Marcelinho é o melhor que eu vi. Já me falaram de grandes batedores de falta, mas, dos que eu vi, ele foi o melhor. Eu queria fazer as coisas que ele fazia, bater falta igual ele batia. Então eu comecei a treinar bastante mesmo, para que eu pudesse fazer gols de falta. Isso exigiu muito trabalho e treinamento.

JFC: Quais são seus maiores ídolos no futebol?

Assunção: Cara, eu nunca tive um ídolo. Eu vim de família humilde, então antes de começar a jogar futebol, eu nunca tinha ido em um estádio. Eu tive um ídolo de vida: meu pai. Ele nunca jogou futebol e nem nada, mas é um cara que me ajudou muito, que queria que eu fosse jogador de futebol. É um exemplo para mim, é o meu maior ídolo, meu maior defensor, fez de tudo pela minha carreira. Ele trabalhou muito para que eu pudesse ser o que eu sou hoje, o que eu fui, o que eu fiz na minha vida profissional. Ele é falecido já, é um cara que me faz muita falta.

Antes santista, Assunção afirmou que seu coração já é verde (Foto: Gazeta Press)

JFC: Há um tempo atrás, você declarou publicamente ser torcedor do Santos. No entanto, sua postura em campo é de muita garra e comprometimento. Podemos dizer que seu coração já se tornou palmeirense?

Assunção: Já. Eu estou aqui há quase três anos, eu não tenho para onde fugir mais. Uma coisa que eu amo fazer é jogar aqui no Palmeiras, eu amo vestir essa camisa. Eu aprendi a amar o Palmeiras, de verdade. Eu faço de tudo pelo clube, eu dou o meu máximo, quando estou em campo, para que o time possa vencer. Eu tento de tudo para que a torcida palmeirense fique feliz. Eu faço de tudo para que eu possa chegar na minha casa e ver meu filho de três anos que é palmeirense doente, ficar alegre e poder comemorar que o Palmeiras ganhou o jogo. Isso fez com o que eu tivesse amor e o respeito que as pessoas tiveram e têm por mim desde que eu cheguei no clube crescesse muito. O que eu posso dizer é que tenho um carinho muito grande pelo Santos, por tudo que ele me proporcionou para a minha vida profissional fora do Brasil, afinal, foi esse clube que me deu essa oportunidade. Mas no Santos eu não tive um título tão importante quanto eu tive aqui no Palmeiras. Ganhei no Santos? Ganhei. No entanto, posso dizer que quando eu parar de jogar, meu coração será 50% Santos e 50% Palmeiras. O Palmeiras é muito importante na minha vida profissional.

JFC: Seus gols de falta e seus cruzamentos já ajudaram o Palmeiras em várias partidas e competições. Você não acha que o time está muito dependente dessas jogadas que vem de seus pés?

Assunção: Não, eu não acho não. Acho que todo o time gostaria de ter um jogador de bola parada. Eu gosto de jogar no Palmeiras, acho que as pessoas do clube estão felizes com o meu trabalho. Eu acho que quando as duas partes estão contentes, é maravilhoso. É uma felicidade enorme, com 36 anos, ser importante para o Palmeiras.

JFC: Você já fez muitos gols pelo Palmeiras. Qual, ou quais, deles considera o mais importante? E o mais bonito?

Assunção: Na Copa Sul-Americana de 2010, contra o Vitória. O gol não nos deu o título, mas acho que foi um dos mais importantes na minha carreira aqui no Palmeiras.

Para o volante, o gol contra o Vitória foi o seu tento mais importante pelo Palmeiras. No vídeo, você vê o gol filmado por um torcedor presente nas arquibancadas do Pacaembu

JFC: Falando em gols, você tem de cabeça o número de gols que você fez de falta?

Assunção: Não tenho, não faço a mínima ideia para falar a verdade. Eu nunca contei os meus gols. Não sei o número exato, não. Eu quero fazer gols em todas as faltas que eu cobro, mas nunca parei para contar.

JFC: Neste Brasileirão, vários erros de arbitragem estão acontecendo, muitos deles contra o Palmeiras. Segundo o site “Placar Real”, um portal que analisa os erros de arbitragem no Campeonato, o Verdão é um dos mais prejudicados. Você acredita que, sem tantos inúmeros erros, o time estaria muito mais confortável na tabela? Porque a situação está complicando cada vez mais…

Assunção: Eu acho que sim. Tivemos alguns erros da arbitragem, mas a gente não pode ficar pensando nisso. Nós temos que depender de nós mesmos. De repente, se nós tivéssemos um ou dois gols a mais que o adversário e o árbitro errasse, não estaríamos nessas condições que estamos. Talvez, se estivéssemos em uma posição diferente, provavelmente você não estaria fazendo essa pergunta. Erraram muito contra a gente sim? Sim. Mas isso é normal, errar é humano. O que temos que fazer é jogar. Não adianta nós ficarmos lamentando o que o juiz fez ou deixou de fazer.

O volante já conquistou o Campeonato Italiano pela Roma (Foto: Divulgação)

JFC: Você já conquistou campeonatos importantes, como o Italiano, pela Roma, e a Copa do Rei pelo Real Betis. Porque você considerou a Copa do Brasil como o título mais importante de sua carreira?

Assunção: Foi o mais importante porque foi o meu primeiro título no Brasil depois de muito tempo fora, depois de ter passado o que eu passei, fiquei seis meses sem jogar, sem receber e sem clube querendo o meu futebol. Eu não estava fazendo o que eu gosto tanto de fazer. Por isso a conquista foi tão importante. Com 36 anos, capitão do time e levantar uma taça, isso nunca tinha acontecido comigo. Eu até levantei, mas quando eu tinha 18 anos. Por isso, conquistar um título como esse naquele momento foi importantíssimo.

JFC: Na preleção antes da final no Couto Pereira, um vídeo, chamado “No Caminho da Glória, do torcedor Gabriel Santoro, foi mostrado para vocês jogadores. Você acha que o vídeo influenciou ou motivou ainda mais os jogadores para o jogo?

Assunção: Tiveram vários vídeos que nos motivaram. Tivemos a palestra do capitão do BOPE (Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro) e até algumas declarações de alguns jornalistas que diziam que não seríamos campeões. Tudo isso nos motivou bastante, fez com que a gente se fortalecesse e ficássemos mais unidos para conseguir esse título.

Marcos Assunção cruzou para Betinho marcar o gol do título do Palmeiras na Copa do Brasil 2012 (Foto: Miguel Schincariol/Globoesporte.com)

JFC: Como foi a sensação de conquistar a Copa do Brasil logo em cima do Coritiba e no Couto Pereira, adversário e palco da goleada por 6 a 0 no ano passado?

Assunção: Sabíamos que seria muito difícil. Muitos relembraram o 6 a 0, mas esqueceram que, no Campeonato Brasileiro, voltamos ao mesmo Couto Pereira e empatamos por 1 a 1. Logo depois daquela goleada, vencemos a partida de volta por 2 a 0. Não levamos a final como uma vingança ou revanche. É muito complicado ganhar um jogo lá e fomos bastante motivados e concentrados, tendo consciência do que iríamos enfrentar.

JFC: Com o título da Copa do Brasil, o Palmeiras garantiu uma vaga para a Libertadores do ano que vem. Você tem contrato até o fim do ano e estava pensando em se aposentar no término do compromisso com o Verdão, mas teve sua permanência para 2013 praticamente garantida pelo Roberto Frizzo, vice-presidente do Palmeiras, alguns meses atrás. O que pode fazer você mudar de ideia de vez, além da possibilidade de conquistar a América?

Assunção: A Libertadores é uma competição que eu nunca disputei. Essa é a minha grande motivação para seguir atuando no Palmeiras no ano que vem. Não existe ainda uma renovação ou assinatura de contrato, apenas um início de conversa. Mas está bem encaminhado. Eu e o Palmeiras voltaremos a conversar depois que eu melhorar do joelho e voltar a jogar bem, sem nenhum tipo de problema ou dor. Eu quero ser útil e jogar. Desejo dar ao Palmeiras o que ele necessita do Marcos Assunção. Quero seguir ajudando a equipe e dando alegrias ao torcedor palmeirense.

Abaixo, você confere o áudio da entrevista do Jornalismo FC com Marcos Assunção.





Retrospectiva 2011: Doce Mistério da Vida chamado CORINTHIANS

31 12 2011

              

         

 Por Fábio Marcondes

" Quero morrer num domingo com o Corinthians sendo Campeão " Dr° Sócrates - 1954 - 2011 (Foto: Divulgação)

Dizem os céticos, que existem diversas paixões e que de cada paixão você leva uma lembrança.

As paixões não surgem por acaso. Elas nascem de forma singela e quando menos se espera estamos enredados, envoltos, apaixonados e perdidos no espaço que se compreende entre a razão e emoção.

E num universo como o futebol, razão e emoção andam lado a lado ainda mais quando se fala de uma paixão que divide uma cidade, divide opiniões. Uma paixão que nasceu a 101 anos do sonho de imigrantes que queriam se eternizar com a invenção trazida por Charles Müller.

Paixão esta que foi herdada por uma classe intermediária da sociedade, que até nos dias atuais sofre com todas as mazelas que a vida lhe oferece. Uma classe que se transformou numa nação que escolheu o preto e branco para dar um colorido especial a esse sofrimento.

Mas não é um preto e branco qualquer. É um preto e branco que faz uma classe toda se unificar, se mesclar sem diferença alguma, de ideologia nenhuma e ao mesmo tempo ter sua própria ideologia.

É um misto de amor, ódio, separações e voltas que dão um contexto incomensurável a esse amor que por muitas vezes não é correspondido, por outras chega a ser platônico, imoral, irracional, mas um amor único e fiel.

Desse amor nasceram e morreram filhos, desse amor guerras foram superadas, batalhas foram vencidas e derrotas esquecidas ou suprimidas. Algumas jamais perdoadas, outras reavaliadas, mas uma ferida ou outra cicatrizada. Mas o fruto desse amor é a alegria e a explosão de um povo que nasce apaixonado. Um povo que não chora, vibra estampa no fundo da alma toda uma essência, toda uma rebeldia que transcende o conhecimento humano, supera a tudo e a todos e se torna imortalizado, enraizado a cada olhar, a cada emoção como se cada segundo houvesse uma simbiose onde não há qualquer tipo de explicação que possa fazer compreender o porquê de tamanha devoção. Há 101 anos esse amor perdura, com idas e voltas, mas nunca com uma separação definitiva. Uma paixão sem razão, um sentimento incontido, maluco às vezes. E só quem nasce, só quem sente essa segunda pele, pode entender quando um coração pulsa mais forte, pode entender esse doce mistério da vida chamado CORINTHIANS !

PARABÉNS CORINTHIANS – PENTACAMPEÃO BRASILEIRO

1990 / 1998 /1999 / 2005 / 2011





Fiel Torcida apóia 5ª edição da campanha Sangue Corinthiano

7 03 2010
Agência Corinthians
Foto: Jorge Maluf

A campanha Sangue Corinthiano, um projeto nacional idealizado e promovido pela torcida corinthiana, que usa a força e a união da Fiel para conscientizar a população do País sobre a importância de doar sangue, que na quinta edição teve como dia chave o sábado, 06 de Março, já superou os números alcançados na última edição.

Mesmo em um sábado de muita chuva, na matriz da campanha, a Pró-Sangue do Hospital das Clínicas, mais de 730 pessoas compareceram dispostas a colaborar, o número de bolsas coletadas já supera as outras edições e também já é o dia com a melhor marca em 2010. A chuva também não atrapalhou a presença do Marcelinho Carioca, que após sua doação de sangue distribuiu autógrafos e tirou fotos, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, o padrinho da campanha, Dr. Osmar de Oliveira e a madrinha Jaque Khury.

Em Limeira (SP), que recebeu a campanha pela primeira vez, foram coletadas 130 bolsas e a campanha teve que ser extendida pois não havia condições de coletar mais bolsas.

Para Milton Oliveira, idealizador do projeto, a campanha é um exemplo de trabalho social. “A cada edição temos mais cidades participando e mais doadores fidelizados. Esta campanha tem um papel muito importante para a sociedade e a nação corinthiana não só entende, como esta orgulhosa disso. E este é só o começo.”

Além das cidades onde já foram realizadas a campanha, durante a próxima semana, outros municípios que aderiram ao projeto vão continuar mostrando a força da nossa nação. No próximo sábado, dia 13 de Março, será a vez da cidade de Jaú (SP), Campo Mourão(SP) e Santo André na grande São Paulo, receberem a campanha. E no dia 27 de Março, a cidade de Umuarama , no Paraná, encerra a quinta edição da campanha Sangue Corinthiano.

Para o torcedor da capital paulista que não conseguiu doar sangue no dia 06, o código de doação da campanha ( Sangue Corinthiano ) é válido para o mês de março inteiro.

Mais uma vez, o Corinthians agradece a todos os torcedores que participaram desta edição , doando sangue ou organizando o posto de coleta, graças a este amor em comum. Novamente a nação corinthiana fez a diferença.





Marcelinho Carioca prestigia a Campanha Sangue Corinthiano

4 03 2010

Quem for doar sangue na Pró-Sangue poderá tirar uma foto com o craque

Fonte: Agência Corinthians

Foto: Tomires Ribeiro/Jornalismo FC

A 5ª edição da Campanha Sangue Corinthiano, que acontece na maioria dos postos cadastrados no sábado dia 06, tem tudo para ser especial.

Marcelinho Carioca, que também já deu muito sangue pelo Corinthians, estará presente na Pró-Sangue do Hospital das Clínicas para prestigiar o evento e também realizar uma sessão de autógrafos.

O torcedor que comparecer ao Hemocentro, além de colaborar com a campanha, ganhará uma fotografia profissional ao lado de Marcelinho, que será enviada pela Internet.

A sessão de autógrafo será a partir das 10 horas e terá a presença do presidente Andrés Sanchez, do diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg e do auxiliar de preparação física Luis Cláudio Lula da Silva, filho do Presidente Lula.

Endereço: São Paulo – Capital – Hospital das Clínicas – Matriz
Fundação Pró-Sangue Clínicas – Matriz da Campanha
Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155 – 1º andar
Das 8h às 18h
Estacionamento gratuito por até duas horas, Garagem Subterrânea Clínicas





Timão vence Huracán em despedida de Marcelinho

13 01 2010

Marcelinho não marcou em sua despedida. Mas sua passagem pelo Timão marcou muitos torcedores

O Corinthians venceu o amistoso contra o  Huracán-ARG por 3 a 0, hoje, no Pacaembu.

O jogo foi recheado de novidades. Além de marcar a primeira partida da despedida de Marcelinho Carioca com a camisa do Timão, serviu para o técnico Mano Menezes observar como alguns jogadores estão fisícamente, como foi o caso de Marcelo Mattos, Escudero, William e Morais, que não conseguiram manter sequência de jogos em 2009 devido à lesões e marcou a estreia do jovem volante Ralf, um dos reforços para esta temporada.

Na partida o Timão não teve muitas dificuldades. O Huracán, um time quase inexpressivo, recheado de reservas, nem se quer esboçou um ataque mais arrojado. O Corinthians trocava passes e dominou o jogo, mas demorou chegar ao gol. Gol que chegou aos 33 minutos do primeiro tempo, depois de cruzamento de Morais, Souza domina, chuta e abre o placar, para alegria dos Fieis torcedores que foram ao Pacaembu.

O grito de gol ainda nem tinha deixado de ecoar no  estádio quando, aos 39 minutos,  em tabelinha com Souza, Morais deixa sua marca e amplia a partida, 2 a 0.

No final da primeira etapa, Marcelinho foi ovacionado pela torcida, deu voltas ao redor do campo, retribuindo o carinho da torcida que gritava seu nome. O Pé-De-Anjo não voltaria para o segundo tempo, como fora combinado com Mano Menezes.

Na segunda etapa o Corinthians começou com seis jogadores diferentes, além de Marcelinho saíram Souza, Alessandro, Morais, Marcelo Mattos e Defederico. que deram lugar a Dentinho, Boquita, Elias, Edno, Balbuena e o estreante Ralf.

O time ganhou um pouco mais de movimentação com a entrada dos jogadores, mas não mudou muito em finalização. Até que Dentinho, em bom lance pela meia-esquerda, marca o terceiro do alvinegro e fecha a conta no Pacaembu.

Agora o Corinthians volta a Itu, onde continua sua preparação para a estreia no Campeonato Paulista, dia 17, contra o Monte Azul, em Ribeirão Preto.

Foto: Marcos Ribolli








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