‘Podemos reverter isso’, afirma Muricy de volta ao São Paulo. Treinador tem bom histórico no 2º turno em brasileiros

11 09 2013

Técnico vai ter que melhorar o aproveitamento do time em quase 20% para afastar definitivamente a chance de rebaixamento

Por Diogo Arraes e Diogo Belley

Muricy Ramalho é o novo técnico do São Paulo e foi apresentado nesta última terça-feira (10). Ele substitui Paulo Autuori, que ficou no cargo quase dois meses, mas os resultados positivos não vieram.

Em sua terceira passagem pelo Tricolor, Muricy encontra um time bem diferente de sua última oportunidade. A equipe está na zona de rebaixamento, na 18ª posição, com 18 pontos. E teve um aproveitamento de 31,6% no 1º turno. Apesar disso, o comandante confia numa virada na segunda etapa do campeonato.

– Não pode ter medo, tem que trabalhar. O Felipão fez seu melhor e ganhou a Copa do Brasil (pelo Palmeiras no ano passado). Achei que poderia contribuir, por isso que aceitei. Senão poderia ter ido pro Catar, pois estavam me convidando. Estou muito acostumado a ficar muito tempo nos clubes. Claro que o São Paulo passa por um mal momento, mas podemos reverter isso e fazer um planejamento para o próximo ano – disse Muricy ao Estadão.

O técnico e seus comandados terão um objetivo, chegar aos 46 pontos. Para isso, o São Paulo precisa conquistar 28 pontos dos 57 que estarão em disputa no 2º turno e obter um aproveitamento de 49,1%. Mesma porcentagem do Coritiba, por exemplo. O time do Paraná teve 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, no 1º turno.

Essa margem de 46 pontos é retirada de uma base que desde 2006 (quando o campeonato passou a ter 20 times) e quatro rebaixados, nenhuma equipe caiu com no mínimo esse patamar de pontuação.

Cada campeonato tem a sua história. No ano passado o último rebaixado foi o Sport, na 17ª posição, com 41 pontos. Se a base for essa, o time que chegar aos 42 ou 43 pontos pode ser que escape da zona da degola. Os matemáticos já começaram os cálculos para este campeonato de 2013.

Probabilidades para o Campeonato Brasileiro de 2013 (Arte: UOL)

Probabilidades para o Campeonato Brasileiro de 2013 (Arte: UOL)

Retrospecto de Muricy no São Paulo é favorável

O São Paulo vive um momento totalmente diferente daquele que passou quando foi tricampeão brasileiro sob o comando de Muricy. Brigas políticas, rusgas internas entre diretoria e jogadores, atletas afastados e muitas outras coisas.

Entretanto, o técnico que começou a sua carreira de jogador e treinador no Tricolor tem um histórico muito animador para os torcedores e dirigentes que apostam suas fichas nele para tirar o time dessa zona de rebaixamento definitivamente.

Muricy emocionado com o tricampeonato brasileiro (Foto: Gazeta Press)

Muricy emocionado com o tricampeonato brasileiro (Foto: Gazeta Press)

O primeiro brasileiro disputado e conquistado por Muricy no comando do São Paulo foi em 2006. Em 19 jogos no 2º turno daquele ano, o time conseguiu fazer 40 pontos. Média superior ao que precisa agora. A diferença é que a equipe tinha terminado o 1º turno na primeira posição, com 38 pontos.

Em 2007 veio a segunda conquista, diferentemente da primeira o Tricolor terminou o 1º turno com 39 pontos, também na liderança, mas no 2º turno acabou somando menos, 38 pontos, total de 77. Também pontuação e aproveitamento acima do que necessita atualmente para a segunda etapa da competição.

Por fim chegamos a 2008, ano do tricampeonato e consagração de Muricy Ramalho como técnico do São Paulo. O time havia ficado em 4º lugar no 1º turno com 33 pontos. Logo na primeira partida do 2º turno, o São Paulo perdeu do Grêmio, que era o líder, e ficou a 11 pontos do time gaúcho.

Depois disso, o time teve uma arrancada fenomenal e somou 42 pontos no 2º turno, com 12 vitórias, 6 empates e 1 derrota. Com um total de 75 pontos, o Tricolor chegou ao terceiro título seguido e Muricy Ramalho entrou para sempre na galeria de treinadores notáveis da história do São Paulo.

Muricy Ramalho tentará novamente uma façanha. Talvez tão difícil quanto os três Campeonatos Brasileiros que ganhou em sequência, resgatar a alto estima de jogadores, o bom futebol e motivá-los para uma nova empreitada nesse 2º turno. Afinal, como ele mesmo diz, “Aqui é trabalho, meu filho!”.

TRABALHO A CURTO PRAZO

Em 2006, o técnico Muricy Ramalho chegou ao São Paulo e sagrou-se tricampeão brasileiro. O trabalho dele ficou caracterizado por dar resultados a longo prazo, já que por muitas vezes ele balançou no cargo do comando tricolor pelo mau rendimento da equipe nos primeiros semestres dos anos à frente do time, não conseguindo bons resultados na Copa Libertadores e no Campeonato Paulista.

Gesto característico mostrando que o treinador tem "sangue na veia" (Foto: Terra)

Gesto característico mostrando que o treinador tem “sangue na veia” (Foto: Terra)

Os dois últimos clubes do treinador foram Fluminense e Santos. E neles, diferentemente, conseguiu obter resultados imediatos. Na equipe das Laranjeiras, ele chegou em abril de 2010 e rapidamente montou o esquadrão que viria a ser campeão do Campeonato Brasileiro daquele ano, liderando o torneio quase que inteiro, de ponta à ponta.

Pelo Peixe não foi diferente. Muricy substituiu Adilson Baptista e logo venceu o Campeonato Paulista e a Libertadores da América. No entanto, a semelhança entre os dois trabalhos não param por aí. Após as repentinas vitórias, o técnico não conseguiu permanecer com a boa sequência nos dois clubes e acabou saindo. Situações inversas ao que se deu no Morumbi.

Agora, com o São Paulo na zona de rebaixamento, ele terá de manter o retrospecto inicial que teve por Fluminense e Santos para salvar o time de um vexame histórico. A identificação dele com clube é inegável, mas é necessário trabalho, como ele mesmo gosta de dizer. Resultados em tempo curto que o caracterizaram nos últimos anos e a montagem de grandes elencos que fizeram dele tricampeão brasileiro serão fundamentais para que Muricy tenha vida longa no clube de coração. Resta esperar.

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O ‘surpreendente’ Luverdense vence o Corinthians na Copa do Brasil; relembre algumas ‘zebras’ históricas da competição

22 08 2013

Entre tantas surpresas estão o Palmeiras eliminado pelo ASA, Santo André e Paulista campeões contra Flamengo e Fluminense, respectivamente

Por Diogo Arraes

Na noite desta quarta-feira (21) muitos torcedores corintianos pareceram não acreditar no que viram. O campeão mundial, da Libertadores e um dos candidatos ao título do Campeonato Brasileiro deste ano, perdeu para o Luverdense/MT, time da terceira divisão do brasileirão, por 1 a 0, em partida válida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Além disso, Romarinho e Émerson Sheik foram expulsos e desfalcam a equipe para o jogo de volta, que acontecerá na próxima quarta-feira (28), no Pacaembu.

Parece mesmo que o abismo financeiro e estrutural entre as equipes muitas vezes desaparece quando um time ‘menor’ enfrenta uma equipe de maior expressão, na Copa do Brasil. O torneio começou em 1989 e, por diversas vezes, clubes considerados pequenos aprontaram contra os gigantes do futebol nacional.

Retrospectiva das surpresas na Copa do Brasil

Vasco x CSA

Em 1992 o Vasco tinha um bom time com Valdir, Edmundo e Roberto Dinamite. Enfrentou o CSA nas oitavas-de-final, no primeiro jogo em Alagoas houve empate por 3 a 3. Na partida de volta em São Januário o time carioca pressionou, mas acabou levando a pior com um gol do time alagoano. A partida terminou 1 a 0 e a Copa do Brasil acabou para o time cruzmaltino.

Vasco tinha um bom time, mas foi surpreendido pelo CSA. ( Foto: supervasco.com)

Vasco tinha um bom time, mas foi surpreendido pelo CSA. ( Foto: supervasco.com)

Palmeiras x ASA

No início de 2002, o Palmeiras nem imaginava que chegaria a ser rebaixado para a segunda divisão do brasileirão daquele ano. Estava na primeira fase da Copa do Brasil e se deparou com um time pouco conhecido de Alagoas, o ASA. No primeiro jogo em Arapiraca o time da casa ganhou por 1 a 0.

A partida de volta foi no estádio Palestra Itália e o Palmeiras tinha um bom time com Marcos, Arce, Alex e outros mais. O Verdão começou pressionando, fez 1 a 0, mas o ASA empatou. Com esse gol, os paulistas teriam que fazer 3 a 1 para se classificar para a segunda fase. Fizeram só 2 a 1 e o Palmeiras foi eliminado da competição. Uma das maiores zebras até hoje.

Verdão tropeçou no ASA em 2002 (Foto: jovempan.com.br)

Verdão tropeçou no ASA em 2002 (Foto: jovempan.com.br)

Flamengo x Santo André

O confronto era entre o Flamengo, grande campeão nacional, da Libertadores e Mundial e o Santo André, time modesto do ABC paulista. Tinha tudo para ser uma ‘barbada’, apesar de o time de São Paulo já ter eliminado Palmeiras e Atlético/MG, durante aquela Copa do Brasil de 2004.

Os dois chegaram à final, o primeiro jogo em Santo André terminou empatado por 2 a 2. O Flamengo tinha o goleiro Júlio César, Róger, Athirson e o técnico Abel Braga; além de um Maracanã com mais de 70 mil pessoas. Mas o ‘ramalhão’, como é conhecido o Santo André, não se abateu e marcou 2 a 0. O ABC paulista tinha um campeão inédito.

Santo André calou mais de 70 mil flamenguistas em 2004 (Foto: estadao.com.br)

Santo André calou mais de 70 mil flamenguistas em 2004 (Foto: estadao.com.br)

Fluminense x Paulista

Uma equipe que elimina Internacional, Cruzeiro e Botafogo chega com credenciais muito boas para uma final. Essa era a campanha do Paulista, time do interior de São Paulo, precisamente Jundiaí. Do outro lado havia o Fluminense, time de grande expressão e salários muito maiores que o time paulista. Esse era o cenário para os confrontos decisivos da Copa do Brasil de 2005.

O que ocorreu com o Flamengo no ano anterior estava fresco na memória do tocedor tricolor carioca, mas nem o mais pessimista acreditaria em uma derrota do Flu. O primeiro jogo aconteceu em Jundiaí, com vitória por 2 a 0 para o Paulista. Na partida de volta, em São Januário, o Fluminense se lançou ao ataque, mas o técnico da equipe paulista, Vagner Mancini, armou um esquema bem fechadinho e o time de Jundiaí conquistou a taça pela primeira vez, com um empate em 0 a 0.

Jogadores do Paulista comemoram o feito inédito diante do Fluminense (Foto: Gazeta Press)

Jogadores do Paulista comemoram o feito inédito diante do Fluminense (Foto: Gazeta Press)

O que o torcedor corintiano se pergunta é: ”Será que vamos entrar para esse ‘seleto’ grupo?”. O tempo e a partida de volta contra o Luverdense vão dizer se o Corinthians vai se comportar como time grande que é e passar de fase. Ou se a fábula de Davi e Golias vai ser adaptada aos tempos modernos e o time do Mato Grosso será mais uma surpresa na história da Copa do Brasil.

 





Após cinco derrotas seguidas, Abel Braga é demitido do Fluminense

29 07 2013

Treinador não resisitiu à sequência negativa e agora clube corre atrás de Luxemburgo, Cristovão Borges e Ney Franco

Por Diogo Arraes

Abel Braga não é mais o técnico do Fluminense (Foto: Dhavid Normando/Photocamera)

Abel Braga não é mais o técnico do Fluminense (Foto: Dhavid Normando/Photocamera)

O técnico Abel Braga não é mais o comandante do Fluminense. Como já era divulgado de forma extraoficial, depois da derrota para o Grêmio por 2 a 0, ontem, na Arena do clube gaúcho, o treinador teve uma reunião com os dirigentes do clube das Laranjeiras e houve a decisão pelo desligamento de Abel depois de mais de 2 anos no cargo.

O contrato não tem multa rescisória, assim Abel Braga já se despediu dos jogadores no hotel em que estavam hospedados em Porto Alegre. A oficialização deve ser feita em uma coletiva na tarde de hoje nas Laranjeiras, depois que a equipe desembarcar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

LUTO: Aos 27 anos, jogador equatoriano morre no Catar

Ainda sem o nome do novo técnico, a tendência é que Marcelo Veiga, treinador das divisões de base, comande o time contra o Cruzeiro nesta quarta-feira (31), no Rio de Janeiro.

Possivelmente o novo treinador será anunciado até o final dessa semana. Um nome é o de Vanderlei Luxemburgo, preferido pelo presidente da parceira do clube, Celso Barros, mas alguns membros da diretoria do Fluminense acreditam que o time precisa de alguém motivador, e o ex-técnico do Grêmio não se encaixaria neste pefil. Outro cotado é Cristovão Borges que está no Bahia e disse que não se pronunciaria, pois Abel Braga ainda estava empregado. Agora será consultado novamente.

Outra possibilidade é o ex-técnico do São Paulo, Ney Fanco. O treinador já até conversou com Celso Barros e teria se interessado em assumir o projeto apresentado. Ney está de férias com a família no Rio de Janeiro, onde tem uma residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Duas passagens pelo Fluminense

O técnico Abel Braga assumiu duas vezes o Tricolor nos últimos oito anos, a  primeira em 2005 e a segunda em junho de 2011, onde permaneceu por mais tempo.  No total, ele comandou o time em 217 partidas, com 114 vitórias, 44 empates, 59  derrotas, com aproveitamento 59,29%.

Abelão é o terceiro treinador que mais vezes comandou o Fluminense. Só fica  atrás de Ondino Vieira, com 300 partidas, e Zezé Moreira, o recordista, que  participou de 424 partidas pelo Flu.

O treinador foi campeão Brasileiro em 2012 e disputou duas Copas Libertadores  com o time em 2012 e 2013. Nos dois anos, o Tricolor foi eliminado nas quartas  de final da competição (para o Boca Juniors, e para o Olimpia). Também  conquistou o Campeonato Carioca de 2012 e o de 2005 com o Tricolor.





Aniversário de um Mestre

26 07 2013

Telê Santana completaria hoje 82 anos de idade

Por Diogo Belley

O ex-ponta-direita Telê Santana com a camisa do Fluminense, seu time de coração (Foto: Revista do Esporte)

Há exatos 82 anos nascia, em Itabirito-MG, Telê Santana da Silva. Conhecido como “Fio de Esperança” ou simplesmente como “Mestre”, o ex-jogador e ex-treinador fez história por onde passou. Fosse jogando ou comandando.

A carreira como atleta começou no Itabirense Esporte Clube, um time próximo a casa dele. Fluminense do coração, Telê passou também pelo América de São João Del Rei antes de chegar ao Tricolor carioca. Já nas categorias de base do clube, podia-se notar o futebol vistoso e objetivo do Mestre e, em 1951, foi promovido ao time principal.

Atuando como ponta-direita que voltava para marcar, uma função nova para a época, Telê chamou a atenção do técnico Zezé Moreira por causa velocidade e toques rápidos. Logo no ano de estreia como profissional, fez dois gols no segundo jogo da final do Campeonato Carioca, em uma disputa de três partidas contra o Bangu, sendo fundamental para a conquista do título.

Telê conquistou ainda pelo Fluminense a Copa Rio de 1952, os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960, além de mais um Carioca, em 1959. Mas não foram só os títulos que fizeram dele um ídolo da torcida. A dedicação, as jogadas, a entrega e o amor à camisa foram indispensáveis. Graças a essas características veio o apelido “Fio de Esperança”, em um concurso realizado pelo Jornal dos Sports, sugerido pelo dirigente tricolor Benício Ferreira Filho. Ainda como jogador, o Mestre teve passagens por Guarani, Madureira e Vasco.

Foi também no Flu, em 1968, que Telê começou a dar os primeiros passos como treinador. No ano seguinte, conquistou o Carioca em cima do rival Flamengo. O que chamava a atenção era sua filosofia, dizendo que era necessário chegar à vitória com um futebol bonito e ofensivo, não simplesmente vencer a qualquer custo.

Seguindo com a sina vitoriosa, em 1970 ele foi contratado pelo Atlético-MG e conquistou o Campeonato Mineiro daquele ano e o Brasileirão de 1971. No Grêmio, também fez história, e em 1977, conquistou o Gauchão, tirando do Internacional a soberania imposta no Rio Grande do Sul.

Em 1980, após passagem promissora pelo Palmeiras, porém sem títulos, Telê Santana chegou à seleção brasileira. O grande objetivo era a conquista do tetracampeonato na Copa do Mundo de 1982, na Espanha. O futebol apresentado por aquela seleção não era visto desde a Copa de 70. Alguns comentaristas chegam a dizer que o time de Telê foi até melhor que o de Zagallo. Mas a trágica derrota por 3×2 para a Itália acabou eliminando o Brasil.

Telê ao lado dos goleiros convocados para a Copa de 86 (Foto: Fio de Esperança – Biografia de Telê Santana)

A Copa do Mundo em 1986, no México, serviu como uma nova chance para Telê e seus comandados. Mas novamente o excelente time com Zico, Sócrates, Falcão, e outros craques que também compunham a Seleção de 82 foi eliminado, dessa vez para a França.

Com a sequência de derrotas, o ex-jogador do Fluminense foi rotulado como pé frio. Imagem que foi ampliada após, na segunda passagem pelo Palmeiras, perder o título Paulista de 90. Mas uma carreira tão vitoriosa não poderia acabar de tal forma, até que outro Tricolor apareceu na vida dele e ele foi contratado pelo São Paulo.

O trabalho no clube do Morumbi não seria fácil, já que Telê pegou um time que havia feito uma péssima campanha no Paulista de 90. Mas o apelido de Mestre não veio por acaso e ele soube, como o excelente ponta-direita que foi, driblar as adversidades. Jogadores como Raí, Cafu e Leonardo tiveram chances com o técnico, e logo no primeiro ano o São Paulo foi vice-campeão brasileiro.

Com a base mantida e com a chegada de novos atletas, Telê conquistou os campeonatos Paulista e o Brasileiro de 1991. Foi essa época que deu início a uma das fases mais vitoriosas da história do São Paulo e que o treinador passou a ser chamado de “Mestre”. Não é por acaso que a torcida se remete a esse período como a “Era Telê”.

Nos anos seguintes, o técnico ajudou o clube a conquistar mais um Campeonato Paulista, em 1992, as Libertadores da América e os Mundiais Interclubes de 1992 e 1993, a Supercopa Libertadores de 93 e as Recopas Sul-Americanas em 93 e 94, além de diversos torneios amistosos e fazer com que a torcida do São Paulo crescesse imensamente durante a década de 90. Com tudo isso, o rótulo de “pé frio” nunca mais foi lembrado.

Ao lado de Raí, Telê exibe a Taça Libertadores da América (Foto: Reprodução/São Paulo)

Após sofrer uma isquemia cerebral em janeiro de 1996, a carreira dele teve de ser interrompida. Ele passou a ter uma saúde bastante debilitada, com dificuldades na fala e na locomoção.  Em 2003, fez uma cirurgia para amputar parte da perna esquerda, mas três anos depois, no dia 21 de abril de 2006, faleceu.

Telê Santana da Silva é lembrado até hoje por todos os amantes do futebol, seu nome ecoa pelas arquibancadas do Brasil. Há mais de seis anos um Fio de Esperança brilha no céu. Parabéns e obrigado, Mestre! 





Fred pode ser punido pelo STJD

23 07 2013

Atacante foi expulso no clássico, Jomar do Vasco também deve ser julgado

Por Matheus de Andrade

Fred, sendo expulso após cotovelada em Jomar (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

A fase no Fluminense já está complicada. Após a derrota de domingo, no clássico contra o Vasco, a situação pode ainda piorar nas Laranjeiras. O STJD pretende punir o atacante Fred pelo lance na última partida, no qual o camisa 9 agrediu o jogador Jomar do clube da Colina, e acabou sendo expulso.

O atleta pediu desculpas pelo twitter logo após o jogo e disse que fez o mesmo com seus companheiros. No entanto a menor pena que o atacante, caso seja considerado culpado,  pode pegar, é de quatro jogos e no pior dos casos, 12 partidas. O artigo pelo qual pode haver a punição é o 254-A: “desferir dolosamente soco, cotovelada, cabeçada ou golpes similares em outrem, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido”.

Jomar, do Vasco, também deve ser julgado, pois antes da cotovelada de Fred, o jogador vascaíno havia agredido oadversário, situação que pode ter gerado um revide. No caso de Jomar, sequer houve marcação de falta, no entanto o vídeo do lance pode ser disponibilizado e o jogador ser enquadrado no mesmo artigo que o atacante da seleção.

Dentro de campo o tricolor parecia muito nervoso, além de Fred, o zagueiro Digão foi expulso no segundo tempo. Já a equipe do São Januário aparentava  tranquilidade e conseguiu fazer 3×1 no time das Laranjeiras. Esta foi a quarta derrota seguida do Fluminense e já ocupa a décima quarta colocação e tem sua próxima partida na Arena Grêmio, domingo (28) às 16:00. O clube da Colina está na décima primeira posição e recebe o Criciúma, no sábado (27) ás 18:30.

 





Lateral revelado pelo Fluminense é oficializado no Mônaco

19 07 2013

Clube anuncia contratação de brasileiro

Por Camila Andrade

Lateral chega ao Mônaco (Foto: Divulgação/Site oficial)

O lateral-direito Fabinho foi confirmado como a nova contratação do Mônaco, nesta sexta-feira. O jogador assinou com o clube por empréstimo e poderá ser comprado ao final do contrato.

O atleta, de 19 anos, que estava emprestado ao Real Madrid, pela equipe B, onde jogou 30 partidas e chegou a ser utilizado por José Mourinho na principal, diante do Málaga.

Em 2012, o Rio Ave, adquiriu os direitos do atleta, revelado pelo Fluminense, porém nunca jogou com a camisa do clube português.





Brasileirão: Fluminense x Internacional, Santos x Portuguesa

14 07 2013

Forlán faz gol olímpico e dá a vitória ao Inter, fora de casa, diante do Fluminense. Já na Vila Belmiro, Santos goleou a Portuguesa.

Por Camila Andrade

Duas partidas abriram a sétima rodada do Campeonato Brasileiro, às 18h30, deste sábado (13), e o Jornalismo Futebol Clube, trás um resumo de como foram os confrontos.

Fluminense 2 x 3 Internacional

Internacional vence o Fluminense em Macaé (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)

Forlán macrou gol olímpico (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)

O Fluminense recebeu o Internacional, em Macaé e sofreu sua primeira derrota como mandante, no Campeonato Brasileiro, perdendo por 3 x 2, com direito a gol olímpico de Forlán.

O time comandado pelo técnico Dunga, abriu o placar. Aos 19, do primeiro tempo, Forlán, saiu pela esquerda e mandou para D’Alessandro, que estava na área, ele então aproveitou e mandou a bola para dentro das redes. Aos 33, com erro Digão, Forlán livre não desperdiçou a chance e marcou o segundo para o Internacional.

Logo em seguida, Sóbis bateu falta e Carlinhos, de cabeça, diminuiu o placar. Porém, a empolgação do clube das Laranjeiras durou pouco. Aos 40, o terceiro para os gaúchos. Forlán, bateu escanteio fechado, Diego Cavalieri falhou e a bola entrou, marcando então, o uruguaio, um gol olímpico. Aos sete, da etapa final, após cobrança de escanteio, a bola sobrou livre na área para Fred marcar. Mas não foi o suficiente para conseguir pontos na partida.

Com o resultado, o Colorado, soma 2 pontos, e ocupa a vice-liderança na tabela. Na próxima rodada, o time gaúcho enfrenta o Flamengo no Centenário, sábado, às 16h. No domingo, o Fluminense, que com 9 pontos ocupa (temporariamente) a sétima colocação, encara o Vasco, no Maracanã, no próximo domingo, às 18h30.

Santos 4 x 1 Portuguesa

Neiton anotou dois gols na Portuguesa (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O clássico paulista, entre Santos e Portuguesa, neste sábado, na Vila Belmiro, terminou com a goleada da equipe praiana por 4 x 1, diante dos lusos. O jovem Neilton, anotou dois gols, que sacramentaram o placar elástico.

No primeiro minuto de jogo, a equipe santista já abriu o placar. Montillo, cruzou a bola e Neílton só deu um toque para o fundo das redes. Dez minutos depois, Willian José, recebeu cruzamento de Leandrinho e marcou de cabeça.

Já no segundo tempo, aos 30 minutos, após boa troca de passes santista no ataque, Neílton saiu da marcação de Luis Ricardo e marcou o terceiro gol. Aos 42, Bruno Moraes, que entrou no lugar de Matheus, de voleio descontou para a equipe da Lusa. Mas, ainda houve tempo do Santos anotar a goleada. Aos 46, Giva marcou o quarto gol santista.

O Santos, somou mais três pontos e ficou com11 potos, ocupando, temporariamente, a quarta colocação na tabela e tentará mais uma vitória, no domingo, às 16h, em casa, contra o Coritiba. Já a Portuguesa, que permanece na 15ª posição, com sete pontos, joga também no domingo, às 18h30, contra o Goiás, no Serra Dourada.

 








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