Aldo Rebelo defende patrocínio de empresas estatais e maior participação do governo na gestão do Esporte

28 05 2013
Ministro Aldo Rebelo fala sobre futuro do futebol brasileiro

Ministro Aldo Rebelo fala sobre futuro do futebol brasileiro



Danilo Gonçalo

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, é favorável aos patrocínios de empresas estatais a clubes do Brasil e defende uma maior participação do Governo Federal na gestão das entidades esportivas do País.

Em reunião com um time de 11 jornalistas e blogueiros na segunda-feira (27), o ministro afirmou que o Governo precisa voltar a ter influência políticas nas entidades que comandam o esporte no Brasil.

“Defendo que o Estado tenha poder de impor regras e limites por interesse público e por interesse nacional”, afirmou Aldo. O ministro explicou que a intromissão na gestão é necessária para limitar mandatos de dirigentes e evitar que sejam usados para “projetos pessoais” em detrimento do esporte. “defendo a limitação dos mandatos e a profissionalização da gestão”, disse.

Ministro do Esporte quer evitar que futebol “vire ópera”

Aldo aponta que, como financiador do esporte nacional, o Estado tem o dever de cobrar uma gestão profissionalizada. “Vamos pôr R$ 1 bilhão na preparação de atletas para a Olimpíada do Rio, por que não podemos ter participação [nas decisões]?”

O titular do Ministério do Esporte afirmou ainda que concorda com o patrocínio das estatais a clubes. Palmeirense, deixou a paixão de lado para dizer que os acordos da Caixa Econômica Federal com Corinthians e Flamengo não foi uma decisão governamental, mas “mercadológica”, e descartou ser uma tentativa de o Estado se infiltrar na gestão dos clubes pela porta dos fundos, forçando a profissionalização da gestão.

“Foi uma decisão mercadológica. Dá mais retorno para as empresas que pôr dinheiro na televisão”.

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Apesar da negativa do ministro sobre forçar a profissionalização, o patrocínio das estatais acaba – com ou sem esse objetivo – obrigando os clubes a melhorar sua gestão. Nenhum clube pode receber dinheiro dessas empresas se dever alguns impostos para o Governo, todos precisam apresentar uma CND (Certidão Negativa de Débito) para assinar contrato.

Patrocínio x Retorno

O ministro defendeu de forma ferrenha o patrocínio das estatais aos clubes esportivos e afirmou que o futebol dá mais retorno que aplicar dinheiro em publicidade em jornais, revistas e TV.

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Aldo acrescentou que o investimento no esporte é muito menor que o volume pago aplicado nos meios de comunicação. “Ninguém torce para um canal de TV”, e a paixão é um bom meio de se explorar para ter retorno, segundo as regras do marketing.

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Atento à “mercantilização”, ministro do Esporte quer evitar que futebol “vire ópera”

27 05 2013

Danilo Gonçalo

A renda da partida entre Santos e Flamengo, em jogo de estreia dos times no Campeonato Brasileiro e do reformado estádio Mané Garrincha, registrou um marco no futebol brasileiro e, ao mesmo tempo em que é motivo de comemoração, também preocupa uma das principais vozes do esporte no Brasil, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Em entrevista a um time de blogueiros – dentre eles o Jornalismo FC – na manhã desta segunda-feira, Rebelo manifestou sua preocupação com a elitização do futebol brasileiro e criticou aqueles que sugerem que afastar os mais pobres dos estádios é uma forma de acabar com a violência nos estádios.

Questionado sobre o futuro do futebol brasileiro, que ganha em partes com os novos estádios, o ministro argumentou que há a necessidade de interferência do governo agora para evitar que situações como a ocorrida neste fim de semana, no Mané Garrincha, afastem o torcedor de baixa renda das arenas esportivas.

“Nós (Governo Federal) temos pensado nisso, estamos observando a mercantilização do futebol”, afirmou o titular do Ministério do Esporte, que considera que “é um erro excluir o povo” dos estádios por causa de dinheiro.

Traçando um cenário pessimista, Aldo Rebelo afirmou que existe a possibilidade de, após a Copa do Mundo, o futebol brasileiro “virar um ópera”, onde vão pessoas “apenas pelo evento, e não por serem torcedores”.

Se esse hipotético cenário se concretizar, “não vejo futuro para o futebol”, afirma o ministro, que ressaltou que o esporte ganhou o status de preferido dos brasileiros por ter o apoio das classes sociais menos favorecidas.

Esse sentimento do ministro Rebelo vai contra uma multidão que aponta a elitização do futebol como meio para erradicar a violência nos estádios. No meio, ainda existem os que são favoráveis à profissionalização da administração dos clubes e das entidades para neutralizar os males que afastam o torcedor das arenas, visão compartilhada por Rebelo.

Embora a discussão gire em torno do futebol pós Copa, as mudanças já vêm ocorrendo. A partida entre Santos e Flamengo apenas inaugurou uma fase de ingressos caros e rendas vultuosas. Neste jogo, a venda de entradas rendeu cerca de R$ 7 milhões, muito por causa do preço dos bilhetes, que custaram de R$ 160 a quase R$ 500.

Em jogos importantes, clubes têm optado por aumentar o valor dos ingressos a preços bastante altos, muitas vezes afastando aqueles torcedores mais assíduos em partidas de menor importância.

Com os novos estádios, a tendência é que os preços aumentem para custear a manutenção da estrutura e dar conforto ao torcedor, “benefícios” que deveriam ser um padrão para tirar o espectador do sofá e atraí-lo para as arenas muito antes de o Brasil pensar em sediar uma Copa do Mundo.





#JFCnaCopa: Rio de Janeiro terá reforço de verba federal para obras da Copa de 2014

11 06 2012

Segundo dados do governo, Maracanã tem 54% das obras concluídas

Por Filipe Barbosa

O Rio vai receber um empréstimo de R$ 3,6 bilhões do governo federal para acelerar as obras da Copa do Mundo de 2014. O anúncio foi feito pelo ministro do Esporte. Aldo Rabelo adiantou que R$ 200 milhões serão destinados apenas ao Maracanã, que o ministro visitou nesta segunda-feira (11/6). O estádio está com 54% da reforma concluída.

O Maracanã, palco da final da Copa do Mundo e também da Copa das Confederações de 2013, tem exatamente um ano para ficar pronto antes de receber o torneio preparatório para o Mundial, que será realizado de 15 a 30 de junho do próximo ano.

Do orçamento total estimado em R$ 859 milhões para a reforma completa do estádio, a maior parte – 400 milhões de reais – serão disponibilizados pelo BNDES, enquanto outros 200 milhões virão do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e R$ 59 milhões serão desembolsados pelo governo estadual, proprietário do estádio e responsável pela obra.

Maracanã terá incentivo de R$ 200 mi visando acelerar obras para Copa de 2014 (Foto: Sérgio Moraes/ Reuters)

“A presidente Dilma (Rousseff) vem na quarta-feira assinar esse empréstimo histórico. É o primeiro banco público a fazer empréstimo a um ente federativo nestes parâmetros de pagamento, com juros baixos, cinco anos de carência e 20 anos para pagar”, disse o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a repórteres durante visita ao estádio, nesta segunda-feira, acompanhado do ministro do Esporte.

De acordo com Pezão, ao todo o Banco do Brasil deve liberar R$ 3,6 bilhões para obras federais no Rio visando a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A previsão do governo do Estado é que até o fim do mês 60% da obra de modernização do Maracanã esteja concluída.

Embora no balanço divulgado pelas autoridades as obras estarem mais da metade concluídas, os desafios para o estádio ficar pronto a tempo para a Copa das Confederações, em junho do ano que vem, parecem ser maiores.

Entre as pendências detectadas numa visita nesta segunda ao estádio estão, por exemplo, a colocação de uma imensa estrutura para a cobertura (uma das maiores do mundo em área), a instalação de arquibancadas e as obras dos arredores, incluindo as do estacionamento.

“Estou com relativa tranquilidade quanto ao cumprimento do cronograma previsto e dos prazos. Não vejo muita diferença entre o prazo previsto e o atual. Há um atraso aqui e outro ali, mas não tem nada que não possa ser recuperado a tempo”, afirmou o ministro do Esporte.





#JFCnaCopa: Governo vai discutir aplicabilidade da Lei Geral da Copa, diz ministro do Esporte

10 06 2012

Para Aldo Rebelo, há um entendimento de que a Lei Geral da Copa se sobrepõe às legislações estaduais e municipais nos principais temas discutidos

Por Filipe Barbosa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse, na última sexta-feira, que vai se reunir com representantes de cidades e Estados-sede da Copa do Mundo de 2014 para discutir a aplicação da Lei Geral da Copa, que define as regras para a realização do torneio no Brasil.

Os encontros, ainda sem data definida, irão ocorrer após a presidente Dilma Rousseff ter vetado, ao sancionar a Lei Geral da Copa, o parágrafo que suspendia as legislações estaduais e municipais sobre descontos em eventos esportivos. Com o veto, governo e Fifa deverão negociar com os representantes dos Estados a concessão do benefício.

“O objetivo é discutir com os representantes dos Estados e das capitais o encaminhamento da aplicação da legislação nacional em cada Estado e em cada capital”, disse Aldo a jornalistas após reunião com Dilma no Palácio da Alvorada.

“Ou seja, o cumprimento dos acordos do país com os organizadores da Copa, que é uma responsabilidade do governo federal e também dos Estados e das capitais.”

Aldo Rebelo disse a jornalistas que aplicação da Lei Geral deverá ser discutida com os representantes de cada Estado (Foto: Aldo Carneiro/ Pernambuco Press)

O ministro do Esporte disse existir o entendimento de que a Lei Geral, por ser federal, se sobrepõe às legislações estaduais e municipais quanto à venda de bebidas alcoólicas nos estádios, um dos maiores pontos de impasse, assim como no tema da meia-entrada.

“Há uma interpretação da assessoria jurídica do ministério que a questão está resolvida com o que foi aprovado na Lei Geral da Copa, mas nós vamos reunir a representação dos Estados e das capitais para tratar desse assunto”, revelou.

A Lei Geral da Copa, conjunto de medidas que regulamenta as normas para a realização da Copa de 2014 e da Copa das Confederações de 2013 no Brasil, foi aprovada no Congresso após uma quase interminável votação.

Divergências entre o governo, a Fifa e parlamentares em temas como o direito à meia-entrada para os jogos dos torneios de futebol, a liberação de venda de bebidas alcoólicas nos estádios e a responsabilização civil da União provocaram impasses entre as partes e suscitaram críticas da entidade máxima do futebol no que tange à lentidão do governo nacional em aprovar a lei.





#JFCnaCopa:Ministro defende venda restrita de cerveja nos estádios da Copa

30 01 2012

Aldo Rebelo recorreu a exemplos vigentes na Europa para mudanças na lei brasileira

Por Filipe Barbosa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, mostrou confiança sobre a aprovação da Lei Geral da Copa no Congresso em março, logo após os festejos de Carnaval. Segundo Rebelo, “restam apenas três pequenas discussões”, dentre elas a da liberação da venda de cerveja nos estádios.

Em entrevista à rádio CBN, Aldo Rebelo defendeu mudanças na legislação brasileira a fim de respeitar os patrocinadores da Copa de 2014, além de ter comentado sobre algumas restrições, consideradas um impasse para as autoridades brasileiras.

“O país se comprometeu a respeitar as marcas dos patrocinadores, e essa prerrogativa da venda dentro dos estádios está assegurada. A tendência é aceitar essa interpretação, ou seja, a venda de cerveja com restrições, para não comprometer a nossa legislação. Por exemplo, restringir a venda de bebida a bares e restaurantes e não permitir a circulação de bebidas nas arquibancadas durante os jogos”, declarou o ministro.

“Em alguns países da Europa, só se permite a venda de cerveja nos intervalo. Essas medidas o Congresso deve analisar para chegar a um intermediário”, acrescentou Aldo Rebelo.

Outra questão polêmica da Lei Geral da Copa é sobre a meia-entrada. Segundo o ministro, seria prudente buscar alternativas para solucionar o caso sem desrespeitar a legislação.

Aldo Rebelo defendeu a venda restrita de cerveja nos estádios. Foto: Lula Marques/ FolhaPress

“A nossa ideia é preservar a legislação brasileira, e ela é clara no que diz respeito à terceira idade. Não tem uma legislação para os estudantes, teria que fazer um acordo a parte, mas não vai haver pressão da Fifa. O Congresso vota aquilo que é da convicção que e da maioria”, argumentou o ministro.

Aldo Rebelo vai participar de uma vistoria de rotina no novo estádio do Corinthians, em Itaquera, palco da abertura da Copa. Segundo ele, “não há nenhum calendário problemático com a construção das arenas”.

“Tínhamos o caso do Rio Grande do Sul com um certo atraso, mas o Internacional retomou as obras e creio que todas as 12 sedes estarão em condições de receber a Copa. Em Natal, não haverá estádio para a Copa das Confederações, mas para o Mundial eu tenho certeza de que a arena estará pronta também”, finalizou.





Governo Federal libera benefícios fiscais ao Itaquerão

28 01 2012
Planalto oficializou nesta sexta-feira o incentivo fiscal ao estádio do Corinthians

Por Claudia Barbosa

O Governo Federal incluiu o estádio do Corinthians, em portaria publicada no Diário Oficial da União, entre os contemplados com benefícios tributários no âmbito do plano chamado Recopa. O ato foi assinado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O regime de benefícios tributários para a construção de estádios para a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014 foi instituído em dezembro de 2010. Em julho do ano passado, a Receita Federal regulamentou o programa, possibilitando assim o acesso aos interessados. Quem for aceito pelo programa terá suspensa a cobrança de Cofins, PIS/Pasep, Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre máquinas e equipamentos importados.

O Itaquerão é o quarto estádio a conseguir acesso ao benefício. Antes, já foram incluídos no programa o Mineirão (BH), o Maracanã (RJ), e a Arena das Dunas (RN).

Segundo o Ministério do Esporte, está em análise a inclusão de outros quatro estádios no programa: Estádio Nacional (DF), Castelão (CE), Arena da Baixada (PR) e Arena Pernambuco, de Recife (PE).








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