‘Podemos reverter isso’, afirma Muricy de volta ao São Paulo. Treinador tem bom histórico no 2º turno em brasileiros

11 09 2013

Técnico vai ter que melhorar o aproveitamento do time em quase 20% para afastar definitivamente a chance de rebaixamento

Por Diogo Arraes e Diogo Belley

Muricy Ramalho é o novo técnico do São Paulo e foi apresentado nesta última terça-feira (10). Ele substitui Paulo Autuori, que ficou no cargo quase dois meses, mas os resultados positivos não vieram.

Em sua terceira passagem pelo Tricolor, Muricy encontra um time bem diferente de sua última oportunidade. A equipe está na zona de rebaixamento, na 18ª posição, com 18 pontos. E teve um aproveitamento de 31,6% no 1º turno. Apesar disso, o comandante confia numa virada na segunda etapa do campeonato.

– Não pode ter medo, tem que trabalhar. O Felipão fez seu melhor e ganhou a Copa do Brasil (pelo Palmeiras no ano passado). Achei que poderia contribuir, por isso que aceitei. Senão poderia ter ido pro Catar, pois estavam me convidando. Estou muito acostumado a ficar muito tempo nos clubes. Claro que o São Paulo passa por um mal momento, mas podemos reverter isso e fazer um planejamento para o próximo ano – disse Muricy ao Estadão.

O técnico e seus comandados terão um objetivo, chegar aos 46 pontos. Para isso, o São Paulo precisa conquistar 28 pontos dos 57 que estarão em disputa no 2º turno e obter um aproveitamento de 49,1%. Mesma porcentagem do Coritiba, por exemplo. O time do Paraná teve 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, no 1º turno.

Essa margem de 46 pontos é retirada de uma base que desde 2006 (quando o campeonato passou a ter 20 times) e quatro rebaixados, nenhuma equipe caiu com no mínimo esse patamar de pontuação.

Cada campeonato tem a sua história. No ano passado o último rebaixado foi o Sport, na 17ª posição, com 41 pontos. Se a base for essa, o time que chegar aos 42 ou 43 pontos pode ser que escape da zona da degola. Os matemáticos já começaram os cálculos para este campeonato de 2013.

Probabilidades para o Campeonato Brasileiro de 2013 (Arte: UOL)

Probabilidades para o Campeonato Brasileiro de 2013 (Arte: UOL)

Retrospecto de Muricy no São Paulo é favorável

O São Paulo vive um momento totalmente diferente daquele que passou quando foi tricampeão brasileiro sob o comando de Muricy. Brigas políticas, rusgas internas entre diretoria e jogadores, atletas afastados e muitas outras coisas.

Entretanto, o técnico que começou a sua carreira de jogador e treinador no Tricolor tem um histórico muito animador para os torcedores e dirigentes que apostam suas fichas nele para tirar o time dessa zona de rebaixamento definitivamente.

Muricy emocionado com o tricampeonato brasileiro (Foto: Gazeta Press)

Muricy emocionado com o tricampeonato brasileiro (Foto: Gazeta Press)

O primeiro brasileiro disputado e conquistado por Muricy no comando do São Paulo foi em 2006. Em 19 jogos no 2º turno daquele ano, o time conseguiu fazer 40 pontos. Média superior ao que precisa agora. A diferença é que a equipe tinha terminado o 1º turno na primeira posição, com 38 pontos.

Em 2007 veio a segunda conquista, diferentemente da primeira o Tricolor terminou o 1º turno com 39 pontos, também na liderança, mas no 2º turno acabou somando menos, 38 pontos, total de 77. Também pontuação e aproveitamento acima do que necessita atualmente para a segunda etapa da competição.

Por fim chegamos a 2008, ano do tricampeonato e consagração de Muricy Ramalho como técnico do São Paulo. O time havia ficado em 4º lugar no 1º turno com 33 pontos. Logo na primeira partida do 2º turno, o São Paulo perdeu do Grêmio, que era o líder, e ficou a 11 pontos do time gaúcho.

Depois disso, o time teve uma arrancada fenomenal e somou 42 pontos no 2º turno, com 12 vitórias, 6 empates e 1 derrota. Com um total de 75 pontos, o Tricolor chegou ao terceiro título seguido e Muricy Ramalho entrou para sempre na galeria de treinadores notáveis da história do São Paulo.

Muricy Ramalho tentará novamente uma façanha. Talvez tão difícil quanto os três Campeonatos Brasileiros que ganhou em sequência, resgatar a alto estima de jogadores, o bom futebol e motivá-los para uma nova empreitada nesse 2º turno. Afinal, como ele mesmo diz, “Aqui é trabalho, meu filho!”.

TRABALHO A CURTO PRAZO

Em 2006, o técnico Muricy Ramalho chegou ao São Paulo e sagrou-se tricampeão brasileiro. O trabalho dele ficou caracterizado por dar resultados a longo prazo, já que por muitas vezes ele balançou no cargo do comando tricolor pelo mau rendimento da equipe nos primeiros semestres dos anos à frente do time, não conseguindo bons resultados na Copa Libertadores e no Campeonato Paulista.

Gesto característico mostrando que o treinador tem "sangue na veia" (Foto: Terra)

Gesto característico mostrando que o treinador tem “sangue na veia” (Foto: Terra)

Os dois últimos clubes do treinador foram Fluminense e Santos. E neles, diferentemente, conseguiu obter resultados imediatos. Na equipe das Laranjeiras, ele chegou em abril de 2010 e rapidamente montou o esquadrão que viria a ser campeão do Campeonato Brasileiro daquele ano, liderando o torneio quase que inteiro, de ponta à ponta.

Pelo Peixe não foi diferente. Muricy substituiu Adilson Baptista e logo venceu o Campeonato Paulista e a Libertadores da América. No entanto, a semelhança entre os dois trabalhos não param por aí. Após as repentinas vitórias, o técnico não conseguiu permanecer com a boa sequência nos dois clubes e acabou saindo. Situações inversas ao que se deu no Morumbi.

Agora, com o São Paulo na zona de rebaixamento, ele terá de manter o retrospecto inicial que teve por Fluminense e Santos para salvar o time de um vexame histórico. A identificação dele com clube é inegável, mas é necessário trabalho, como ele mesmo gosta de dizer. Resultados em tempo curto que o caracterizaram nos últimos anos e a montagem de grandes elencos que fizeram dele tricampeão brasileiro serão fundamentais para que Muricy tenha vida longa no clube de coração. Resta esperar.





Rogério Ceni e Ney Franco não são os únicos desafetos no futebol. Nem serão os últimos

12 08 2013

Após demissão do treinador, o ídolo tricolor disparou contra o ex-comandante, que revidou; relembre outros casos

Por Diogo Belley

Rogério Ceni, tido por muitos como o maior ídolo do São Paulo, vem sendo alvo de críticas bem no último ano de carreira (Foto: Marcelo de Jesus/UOL)

O São Paulo terminou 2012 com a melhor campanha do segundo turno do Campeonato Brasileiro e campeão da Copa Sul-Americana. Apesar da venda do atacante Lucas ao PSG, não era loucura imaginar um bom desempenho da equipe neste ano, ainda mais com a chegada de reforços, como o zagueiro pentacampeão mundial Lúcio.

Comandados pelo técnico Ney Franco, a equipe teve um bom começo em 2013. A goleada por 5×0 em cima do Bolivar no primeiro jogo da pré-Libertadores e a primeira posição na fase de grupos do Campeonato Paulista animaram a torcida. Mas após a péssima campanha na competição continental e a eliminação para o rival Corinthians no Estadual, alguns problemas foram expostos dentro do elenco tricolor.

Tudo teve início quando, pela Copa Sul-Americana de 2012, o capitão Rogério Ceni, durante o jogo contra a LDU de Loja, sugeriu que Ney Franco colocasse o meia Cícero, para que a equipe tivesse mais força nas jogadas aéreas. Mas, contrariando o goleiro, ele escolheu o centroavante Willian José para entrar na partida.

– Não aprovo (que um atleta peça a entrada de outro durante o jogo). Acho que é cada um na sua, cada um fazendo a sua função – disse o comandante são paulino após a partida, durante a coletiva de imprensa. Mas a boas atuações que o time vinha fazendo mascarou esse mal entendido.

Ney Franco criticou a postura de Ceni (Foto: Correio do Estado)

No entanto, o São Paulo teve um restante de primeiro semestre muito ruim em 2013, e depois da perda da Recopa Sul-Americana, o técnico não resistiu à pressão e acabou demitido do cargo. Paulo Autuori, tricampeão mundial pelo clube do Morumbi em 2005, foi chamado para o lugar dele e pegou um time na parte de baixo da tabela de classificação. Foi quando os problemas começaram a ser expostos.

Após uma partida do Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni foi questionado sobre a fase que a equipe vivia. O ídolo da torcida foi enfático na resposta, dizendo que o legado do trabalho anterior havia sido “zero”, mas que as coisas iriam melhorar, pois agora havia comando. As palavras claramente foram direcionadas ao técnico Ney Franco.

O ex-comandante, depois de um período em silêncio, declarou então que o goleiro fritava os jogadores com os quais não estava de acordo com a contratação (como a do meia Paulo Henrique Ganso e a do zagueiro Lúcio, por exemplo), além da influência dele na vida política do clube.

– Se eu tivesse a influência que ele acha que eu tenho, ele já estaria no olho da rua há muito tempo – respondeu Rogério, em referência às palavras de Ney, em entrevista após a excursão da equipe por Ásia e Europa.

Hoje é impossível imaginar que o ex-treinador do São Paulo e o maior ídolo da história do clube voltem a trabalhar juntos.

Confira outros desafetos que se tornaram públicos:

Rivaldo x Paulo Cesar Carpegiani

Rivaldo não foi aproveitado no Morumbi como gostaria (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Net)

Em 2010, Rivaldo foi contratado pelo tricolor para ser o camisa 10 que a torcida tanto pedia. O bom começo do pentacampeão mundial animou o público, mas não o treinador Paulo Cesar Carpegiani, que insistia em mantê-lo no banco. A situação ficou insustentável após a eliminação para o Avaí na Copa do Brasil. O jogador disse que se sentiu humilhado pelo técnico, que acabou perdendo a queda de braço com o atleta e demitido do cargo, dando lugar a Adilson Baptista.

Ganso x Santos

Ano passado, então, o São Paulo decidiu investir em uma das maiores promessas do futebol brasileiro dos últimos anos, e após uma longa novela contratou Paulo Henrique Ganso. Mas tirá-lo do Santos não foi fácil. Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Peixe, ofereceu um plano de carreira ao jogador, que exigia maior valorização. Depois de uma sequencia de lesões e desentendimentos com a diretoria alvinegra, o meia acabou liberado para atuar no Morumbi.

Luiz Felipe Scolari x Kleber

O Palmeiras também viveu uma situação semelhante à de Rogério Ceni e Ney Franco. Em 2011, o alviverde, comandado por Luiz Felipe Scolari, estava em um momento conturbadíssimo, e o atacante Kléber foi o líder da revolta de parte do elenco com o treinador e com a diretoria, ameaçando não entrarem em campo em uma partida do Campeonato Brasileiro, contra o Flamengo. Felipão chegou a declarar que não trabalharia mais com o jogador e pensou em abandonar o cargo, mas quem acabou indo embora foi o Gladiador, negociado com o Grêmio.

Luxemburgo x Marcelinho Carioca, Edmundo e Romário

Marcelinho Carioca se desentendeu com Vanderlei Luxemburgo (Foto: Paulo Pinto/Agência Estado)

Vanderlei Luxemburgo é um dos mais vitoriosos técnicos do futebol brasileiro e talvez uma das pessoas com mais desavenças no esporte. Marcelinho Carioca pode ser um dos maiores dele. Juntos, eles conquistaram o Campeonato Brasileiro de 1998 pelo Corinthians, mas durante a disputa do torneio, acabaram batendo boca na concentração. Mais tarde, a troca de farpas ocorreu ao vivo durante um programa esportivo. Entretanto, recentemente, o ídolo da Fiel elogiou o desafeto dele.

– Se estiver focado, é o melhor treinador do Brasil – disse o jogador durante o programa Bate-bola, da ESPN Brasil.

Edmundo e Romário também se desentenderam com Luxa. O Animal, após ser substituído por Vanderlei durante uma partida da Libertadores da América de 1994, pelo Palmeiras, discutiu com o técnico e os dois nunca mais se entenderam. Já com o Baixinho, foi no Flamengo, quando se alteraram por uma discordância no esquema tático da equipe. Na ocasião, o artilheiro levou a melhor e o comandante rubro-negro acabou demitido.

Em um esporte com tanta gente envolvida, com diferentes cabeças e opiniões e submetidos a constante pressão de diretores, treinadores e jogadores, é impossível imaginar que não haja divergência de ideias. Os exemplos acima citados não foram os únicos, muito menos serão os últimos. Que venham os próximos.





Ídolo como técnico e jogador? Rogério Ceni quer ser o próximo

5 08 2013

Presidente ofereceu plano para o capitão continuar no clube após aposentadoria; goleiro aprova a ideia

Por Diogo Belley

Já é certo que Rogério Ceni irá pendurar as chuteiras ao fim desta temporada. Mas é impossível imaginar o futuro do capitão do São Paulo longe do Morumbi. Assim, o presidente Juvenal Juvêncio pretende oferecer ao goleiro-artilheiro um projeto para que ele se torne treinador do clube nos próximos anos.

Ceni, jogador que mais vezes vestiu a camisa do São Paulo, poderá ser treinador do clube (Foto: Eduardo Viana)

Tido como o maior jogador na história do Tricolor, Ceni já demonstrou interesse em virar técnico da equipe. Segundo reportagem do “LANCE!Net”, o goleiro teria dito a amigos que deseja se preparar para o possível cargo e que gostaria de se tornar auxiliar do time já em 2014.

– A minha perceptiva do Rogério não é a burocracia de uma diretoria. Ele pode até no começo começar a visualizar esse processo, não necessariamente imediatamente após a aposentadoria, mas no meu ideário ele será um cidadão que no futuro será um técnico. E eu o conheço bem – disse Juvenal, em entrevista ao site do “Diário Lance!”.

CAMPEÕES MUNDIAIS: veja qual rumo tomou a carreira dos são paulinos que jogaram o Mundial de 2005 

É possível notar a força e a liderança do atleta não só dentro das quatro linhas. Recentemente, o então diretor de futebol Adalberto Baptista, após troca de farpas com o goleiro através da imprensa, acabou demitido. A atitude do dirigente foi fortemente repreendida pela cúpula são paulina e o presidente não teve alternativas, se não a de escolher outra pessoa para o cargo.

No começo de 2012, enquanto se recuperava de uma lesão no ombro, Rogério viajou para a Europa para conhecer as estruturas e os métodos de treinamento de grandes equipes como Real Madrid e Barcelona. Apesar de já ter declarado que gostaria de chegar à presidência do São Paulo, a ideia de dirigir o time dentro de campo agrada bastante o ídolo tricolor.

Ídolos como jogadores e como treinadores

A história do futebol tem exemplos semelhantes ao que pode acontecer com Rogério Ceni. No próprio São Paulo, Muricy Ramalho foi um jogador vitorioso no clube e como técnico tricolor conquistou três vezes seguidas o Campeonato Brasileiro, um feito inédito.

Nos anos 60, Telê Santana, após passagem vencedora como jogador do Fluminense, começou a carreira de treinador na equipe carioca e conquistou um campeonato estadual em cima do rival Flamengo. Hoje ele é lembrado como um dos maiores treinadores que o Brasil já teve.

O mesmo aconteceu com Pepe, ex-jogador do Santos. Grande ídolo da história do Peixe, segundo maior artilheiro com a camisa alvinegra (atrás somente do Rei Pelé), o ex- ponta, assim que encerrou a carreira, em 1969, assumiu a base da equipe da Vila Belmiro. Em 1973, quando chegou aos profissionais, conquistou de cara um Campeonato Paulista. Depois, comandou outras equipes do futebol nacional realizando bons trabalhos.

Falcão não deu certo como treinador no Internacional (Foto: Jeremias Wernek/UOL Esporte)

Recentemente, Paulo Roberto Falcão, idolatrado no Internacional, tomou a frente do comando técnico da equipe. Mesmo conquistando o Campeonato Gaúcho de 2011, ele não resistiu a campanha irregular durante o Brasileirão daquele mesmo ano e toda a história dele no clube não valeu de nada, acabando demitido após derrota por 3×0 para o São Paulo, no Beira-Rio. O mesmo aconteceu com o ex-atacante Fernandão, que chegou para substituir Dorival Júnior, mas não foi bem dirigindo a equipe e acabou dispensado depois de 26 partidas.

Hoje, o treinador do Colorado é outro ídolo da equipe gaúcha. O primeiro trabalho do ex-volante Dunga como técnico foi na seleção brasileira (assim como Falcão, em 1990). O técnico vem tendo um bom desempenho e a equipe dele é uma das cotadas a ser campeã nacional deste ano.

A outra metade do Rio Grande do Sul também e comandada por um ídolo. Renato Portaluppi foi campeão da Libertadores e do Mundo como jogador do Grêmio e hoje tenta repetir o feito como treinador, na segunda passagem dele neste cargo pela equipe. Com um bom time em mãos, ele tem grandes chances de obter resultados positivos.

Guardiola fez sucesso como jogador e como técnico no Barcelona (Foto: David Ramos/Getty Images)

Fora do Brasil, existem os exemplos de Fabio Capello, que com o Milan ganhou duas Champions League como jogador e duas como treinador. Pep Guardiola, ídolo do poderoso Barcelona, fez história tanto dentro como fora das quatro linhas, sendo multicampeão pelo clube catalão.

Resta agora esperar para saber se Rogério Ceni irá manter a sina vitoriosa como atleta e ajudará o São Paulo a reconquistar grandes títulos, ou se o destino trará para ele um futuro sem sucesso como possível treinador. O passado já mostrou os dois lados da moeda.





Campeões mundiais pelo São Paulo tomam rumos diferentes após conquista

5 08 2013

Por onde andam todos os doze jogadores que entraram em campo em 2005 durante o Mundial no Japão

 Por Matheus de Andrade

Campeões mundiais: nem todos tiveram sucesso após 2005 (Foto: Reuters)

Após quase oito anos, o Mundial de Clubes de 2005 é difícil de esquecer para a maioria dos são paulinos, principalmente pelo péssimo momento vivido pelo Tricolor na atualidade, que está na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A final em que Mineiro marcou e o São Paulo venceu por 1 a 0 se sagrando tricampeão do mundo ainda está viva na mente de muito torcedor e remete à pergunta: por onde anda aquele time campeão mundial para sairmos dessa crise?

A conquista no Japão não foi um marco apenas para a torcida, mas também para os doze jogadores que disputaram o torneio intercontinental. Com moral pelo título mundial, Rogério Ceni, Mineiro e Cicinho disputaram a Copa do Mundo de 2006. O lateral, inclusive, foi contratado pelo Real Madrid, fazendo parte do elenco conhecido como “galáctico”, que contava com Ronaldo e Zidane. O xerife Lugano só não participou também do Mundial porque o Uruguai perdeu a repescagem para a Austrália.

A maioria dos que participaram de forma ativa da competição continuou no São Paulo e provou a força do time no ano seguinte, com oito deles tendo conquistado o Brasileirão. No entanto, uma reformulação no clube em 2007 fez com que apenas quatro campeões mundiais continuassem no Tricolor: Rogério Ceni, Edcarlos, Júnior e Aloísio. Em 2009, porém, o único campeão remanescente de 2005 a continuar no clube foi Rogério Ceni, que é peça vital até hoje no clube, mas está prestes de se aposentar.

RELEMBRE O TÍTULO: e entenda o porquê de a conquista ser heroica

As carreiras de cada um desses jogadores tomaram rumos diferentes após 2005. Todos conquistaram ao menos um campeonato nacional que disputaram. Mineiro, Cicinho, Rogério Ceni, Lugano, Josué e Grafite chegaram a disputar uma Copa do Mundo. Ainda teve quem sentisse novamente o sabor de ser campeão da Libertadores novamente: Danilo, que também foi campeão mundial pela segunda vez, pelo Corinthians, e Josué, que venceu este ano o torneio sul-americano e terá o Mundial de Clubes para tentar a segunda conquista na carreira.

Dos doze campeões, apenas três pararam de jogar: Mineiro, Amoroso e Júnior. A maioria segue disputando campeonatos de alto nível, como Lugano, que assinou recentemente com o West Bromwich para disputar o Campeonato Inglês. Outros parecem perto de se aposentar, como Aloísio, que após sair do São Paulo em 2009, já rodou por nove clubes, e acabou de acertar a ida para o futebol alagoano, para disputar a Segunda Divisão do estado, além de Rogério Ceni, que com 40 anos, pretende encerrar a carreira no final deste ano.

Confira a trajetória de cada campeão após 2005:





Autuori prevê dificuldades para recuperação do São Paulo no Brasileirão

2 08 2013

Técnico exalta comportamento do time durante excursão para reverter crise

Por Luiz Queiroga

Autuori tem procurado aproveitar ao máximo excursão do São Paulo no exterior
(Foto: Divulgação/São Paulo)

Por mais que o São Paulo tenha ficado em último na Copa Audi, após ser derrotado pelo placar mínimo para o Milan, nessa quinta-feira (1), o técnico Paulo Autuori tem visto com bons olhos a excursão do time no exterior. Para ele, por mais que haja o desgaste físico, a experiência tem sido boa para todo o elenco, que está ganhando confiança e poderá reverter a crise estabelecida no Morumbi.

– A viagem está nos exigindo muito sacrifício e nós vamos sofrer para sair dessa situação no Campeonato Brasileiro. Mas o elenco está encarando isso de frente e alguns jogadores souberam aproveitar as oportunidades para ganhar espaço e confiança para seguir adiante – declarou ao site oficial do clube.

As derrotas por placares apertados contra Bayern de Munique e Milan na Copa Audi reforçam como a defesa tem se portado bem com a chegada de Autuori no comando. O empate sem gols contra o Corinthians, no último domingo (28), mostrou como o treinador conseguiu acertar o que era a dor de cabeça da torcida do São Paulo.

Se atrás o time demonstrou melhora, do meio para frente é preciso de mais evolução. Por mais que tenha perdido contra o Milan, o Tricolor foi mais ao ataque em comparação ao jogo contra o Bayern, no qual se preocupou apenas em defender. Autuori terá bastante trabalho pela frente, mas usará bem os próximos compromissos internacionais em Portugal e no Japão para tirar pontos positivos para o retorno no Brasileirão.

– Estou aproveitando esse período para rodar o elenco. Até mesmo pela necessidade, nós estamos usando todos os atletas e eles estão ganhando espaço com isso. Precisamos muito da entrega dos jogadores nesse momento e eles não estão fugindo disso – comentou.





Após 20 anos, São Paulo reencontra Milan, agora pela Audi Cup

31 07 2013

Reedição da final do Mundial Interclubes de 1993 coloca em jogo a disputa do terceiro lugar do torneio na Alemanha

Por Diogo Belley 

As derrotas de São Paulo e Milan, pelas semifinais da Audi Cup, recolocam as equipes frente a frente 20 anos depois do último encontro. Naquela ocasião, em 1993, o título Mundial Interclubes estava em jogo. Desta vez, o duelo valerá o terceiro lugar do torneio amistoso disputado na Alemanha.

Nesta quarta-feira (31), o time do Morumbi foi eliminado pelo Bayern de Munique por 2×0, mesmo com a grande atuação do goleiro e capitão Rogério Ceni. Já o time italiano se livrou de levar uma goleada. O adversário inglês Manchester City chegou a abrir cinco gols de vantagem, mas com a classificação praticamente garantida tirou o pé e deixou o Milan se aproximar no placar, fechando o marcador em 5×3.

Há 20 anos, São Paulo e Milan duelavam em Tóquio pelo título Mundial (Foto: Divulgação/São Paulo)

Quando brasileiros e italianos disputaram para ver quem era o melhor time do mundo, os tempos eram outros. Na época, o então bicampeão da Libertadores e campeão Mundial São Paulo, comandado por Telê Santana, vinha embalado por uma sequência fantástica de títulos. O time, sob o comando de grandes estrelas como Zetti e Muller, enchiam os olhos da torcida tricolor e do mundo todo. Em 1992, um ano antes, também na disputa pelo Mundial, havia derrotado o Barcelona de Pep Guardiola e Stoichkov.

Muller comemora o gol do título do São Paulo (Foto: Arquibancada Tricolor)

Já o Milan, treinado por Fábio Capello, tinha jogadores como Costacurta, Maldini e Massaro. Naquele momento, eram os atuais campeões italianos e vinham de um vice-campeonato da  UEFA Champions League – o campeão Olympique de Marseille foi suspenso por manipulação de arbitragem. Na ocasião, o time do Mestre Telê venceu por 3×2 com gol espírita do atacante Muller e sagrou-se bicampeão Mundial.

Hoje, em situações diferentes das vividas há 20 anos, o Tricolor busca um padrão de jogo para reagir no Campeonato Brasileiro, pois não está em uma situação confortável na tabela de classificação. Já a equipe milanesa está se estruturando para a temporada 2013/14 que irá começar, com o objetivo de fazer uma boa campanha no torneio europeu e buscar o título nacional.

São Paulo e Milan se enfrentam nessa quinta-feira (1), às 13h15 (de Brasília), na Allianz Arena. Mais tarde, às 15h30, é a vez de Bayern de Munique e Manchester City entrarem em campo pela disputa do título da Audi Cup.





Presidente do São Paulo confirma que Lúcio será negociado

31 07 2013

Juvenal Juvêncio enfatizou decisão tomada por Paulo Autuori, que reclamou da postura do zagueiro

Por Luiz Queiroga

Juvenal Juvêncio pretende negociar Lúcio (Foto: Bruno Santos/Terra)

O zagueiro Lúcio chegou ao São Paulo como novo xerife da defesa tricolor, mas está próximo de sair pelas portas do fundo do Morumbi. Após especulações sobre o futuro do jogador, o presidente Juvenal Juvêncio admitiu que o clube irá vende-lo. Segundo o mandatário, a decisão foi tomada após o desentendimento do atleta com o técnico Paulo Autuori:

– Não sou diplomático nas minhas respostas. Nunca fui e nunca serei. Nós vamos fazer uma negociação com o Lúcio, vamos negociá-lo. Ele teve um probleminha com o técnico, e a partir daí vamos aproveitar depois dessa semana para termos essa conversa. Tínhamos tido uma sondagem, agora vamos ver se isso é factível – revelou ao “LANCE!Net”.

Lúcio não poderá atuar por outra equipe do Campeonato Brasileiro por já ter entrado em campo em 10 oportunidades pelo São Paulo. Restou então o futebol do exterior e especula-se que o Oriente Médio pode ser o destino do zagueiro. Pela carreira vitoriosa vivida na Europa, o jogador acredita que terá uma nova oportunidade por outra equipe, mesmo com 35 anos.

COPA AUDI: São Paulo se espelha em passado vitorioso
para bater gigantes europeus

A possibilidade de rescindir o contrato de Lúcio, porém, não é vista como opção para Juvenal, já que o clube terá que pagar uma multa.

– Aí é avançar muito. Como prejudica o clube, prefiro achar que nós podemos negociá-lo – disse.

Autuori não aceitou postura de zagueiro no clube

Lúcio prejudica a “saúde” do vestiário (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)

Campeão por Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, Inter de Milão e pela seleção brasileira, Lúcio foi contratado pela diretoria para ser o líder que a defesa necessitava, mas não vingou. Por mais que prejudicasse o desempenho da equipe, o até então diretor de futebol Adalberto Baptista defendia a permanência dele no time titular, o que gerou problemas de desentendimento com o técnico na época Ney Franco, que reclamava internamente da postura do experiente defensor.

Com a chegada de Paulo Autuori ao São Paulo, o novo treinador resolveu dar uma chance para o zagueiro, mas a má conduta demonstrada na primeira imposição de Autuori fez com que o técnico não cometesse o mesmo erro do clube e o afastou.

– O Lúcio eu pude trabalhar com ele em 1999, no Internacional. Agora nos reencontramos no São Paulo. Como técnico, temos que sempre tomar decisões, simples ou complexas, drásticas ou não. Há uma diferença muito clara de necessidade e vontade pessoal. Infelizmente, isso não aconteceu com o Lúcio, e a decisão é de minha inteira responsabilidade de ele não ter jogado contra o Corinthians e viajado para cá. As decisões têm de ser tomadas e tomei consciente de que o mais importante é a saúde do grupo e do vestiário – explicou.








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