Paixão por vocação!

9 09 2013

A história de um garoto apaixonado por futebol, que se tornou padre, mas que nunca abandonou o seu amor por esse esporte

Por Artur Rebouças
Especial do F9

Cornélio mostra com orgulho a camisa de seu maior ídolo no futebol, Francesco Totti ( Foto: Artur Rebouças)

Cornélio mostra com orgulho a camisa de seu maior ídolo no futebol, Francesco Totti ( Foto: Artur Rebouças)

É possível conciliar uma vida sacerdotal com o amor por um clube de futebol? Para Francisco Cornélio Freire Rodrigues, sim! De origem humilde, Cornélio foi criado na comunidade de Melancias, município de Apodi-RN. Sua vocação espiritual já era visível desde muito jovem. Sempre engajado com a Igreja, ele tinha um sonho que também era compartilhado pela mãe: se tornar padre.

No entanto, apesar de dedicar boa parte de seu tempo às atividades da Igreja, Cornélio também cultivava outra paixão, o futebol. Em entrevista ao “F9 Esportes”, ele contou que passou a acompanhar o futebol ao lado dos irmãos mais velhos através do rádio, em 1990, aos sete anos de idade. Segundo ele, a Copa do Mundo daquele ano foi um fator a mais, que contribuiu para a paixão por esse esporte.

Cornélio, nos tempos de criança, frequentando as arquibancadas do Nogueirão com seu inseparável radinho de pilha ( Foto: arquivo pessoal)

– Eu sempre gostei de rádio e era por meio dele que eu acompanhava os jogos. Em 1990 era ano de Copa, ou seja, era uma época em que o futebol estava muito em evidência. Foi a partir desse momento que passei a gostar do futebol. É um pedaço de mim– afirmou.

Em nível nacional, o Corinthians sempre foi o clube do coração de Cornélio, mas no Rio Grande do Norte é o Potiguar de Mossoró quem faz seu coração bater mais forte. Indagado sobre de onde teria surgido esse carinho pelo Time Macho, Cornélio foi enfático:

– Não há explicação, como na verdade nunca há. Aconteceu – frisou.

Em meio ao amor pelo futebol, Cornélio continuava trilhando a sua vocação e no ano de 2008 acabou indo morar em Roma-ITA, onde permaneceria durante cinco anos, cursando um bacharelado em Teologia.

Eis que ao desembarcar na Itália outro clube entraria para a sua vida, a Roma. Durante a estadia na capital italiana, Cornélio passou a criar um laço de amor e paixão com o clube romano.

– Sempre que conversava com meu irmão que é torcedor do Internacional-RS, eu ouvia falar de Falcão, “O rei de Roma”. Então, quando vim para Roma, escolhi esse time. Outro fator foram as cores do time – ressaltou.

Além de acompanhar sempre que possível às partidas da Roma, no estádio Olímpico, Cornélio não se desprendia do Corinthians e do Potiguar.

– Por conta da diferença de fuso horário entre a Itália e o Brasil (5 horas a mais) eu dormia mais cedo, para acordar a tempo de assistir os jogos – declarou.

Cornélio também contou uma situação bem curiosa em sua trajetória.

– Já cheguei a usar a camisa da Roma sob a batina – brincou.

Prosseguindo com a vida acadêmica religiosa, Cornélio concluiu o curso de Teologia em 2011 e atualmente cursa mestrado em teoria bíblica, que terá sua conclusão em fevereiro de 2014. Nessa preparação para a vida sacerdotal, ele ainda foi ordenado Diácono, no ano de 2012, antes de ser ordenado Padre, pela Diocese de Mossoró, em cerimônia realizada na comunidade de Melancias-RN, no dia 4 de agosto deste ano.





Convocação para os amistosos com Portugal e Austrália

27 08 2013

Por David Simples

O Brasil vai enfrentar Portugal no próximo dia 10 de Setembro, num jogo particular que se irá realizar em Boston, Estados Unidos, com o meia brasileiro do Chelsea, Ramires, a ser a grande novidade na lista de convocados de Luiz Felipe Scolari.

Lembrar apenas que Ramires, um dos grandes meias do futebol internacional, falhou na Taça das Confederações, tendo o jogador dos blues sido convocado para representar a canarinha pela última vez em Março para os amigáveis com a Itália e a Rússia.

Desta convocação fazem parte os jogadores que irão também enfrentar a Austrália no dia 7 de Setembro em Brasília.

Além de Ramires, que jogou em Portugal pelo Benfica, estão também convocados David Luiz, que também jogou pelo Benfica, e Hulk, que jogou pelo FC Porto, sendo que no dia 10 de Setembro irão encontrar alguns ex-colegas dos tempos que jogaram em Portugal.

Depois de revelar a lista de convocados para estes dois particulares, Scolari, na conferência de Imprensa, afirmou:  “Testaremos um ou outro jogador nos próximos particulares, mas temos  uma base e, depois do final do ano, será muito difícil que alguém entre no grupo.”

“Até o último momento, é sempre possível juntar um ou outro jogador. Normalmente, a base será mantida, mas no último particular, em Março do próximo ano, já teremos os 23 e a definição total, mesmo não fechando a porta a ninguém”.

Já Ramires depois, de saber que estava novamente convocado para representar o seu País, mostrou-se muito feliz.

“Não tenho palavras para descrever a alegria de voltar a ser convocado. Estava procurando fazer o meu trabalho da melhor forma possível no Chelsea para merecer isso e agradeço a toda comissão técnica da Selecção Brasileira pelo reconhecimento, confiança e oportunidade. Chego com o pensamento de somar ao excelente trabalho que já vem sendo realizado. Espero corresponder em todos os sentidos e permanecer no grupo até à Copa do Mundo”.

Lembrando que o Brasil enfrenta a Austrália dia 7 de Setembro, em Brasília e enfrenta Portugal, em Boston, dia 10 de Setembro.

Poderá consultar várias Promoções de Futebol, aqui.

CONVOCADO DOS BRASIL

Goleiros: Júlio César (Queens Park Rangers), Jefferson (Botafogo).

Zagueiros: Daniel Alves (Barcelona), Maicon (Roma), Marcelo (Real Madrid), Maxwell (Paris Saint-Germain), Thiago Silva (Paris Saint-Germain), David Luiz (Chelsea), Dante (Bayern de Munique), Henrique (Palmeiras).

Meias: Luiz Gustavo (Wolfsburg), Paulinho (Tottenham) Hernanes (Lazio), Fernando (Shakhtar Donetsk), Oscar (Chelsea), Ramires (Chelsea).





Não sabemos comprar?

26 08 2013

Maiores aquisições do futebol brasileiro se tornaram grandes decepções

 

Por Matheus de Andrade

A tradição sempre foi de o futebol brasileiro exportar jogadores para o exterior. No entanto, nos últimos anos, muitos atletas vêm seguindo um rumo diferente. Depois de atuarem no exterior, voltam para o Brasil. Os motivos para essa inversão são diversos, como o fortalecimento do real frente as outras moedas e a estabilização da economia brasileira, enquanto a União Europeia e a Argentina enfrentam várias crises.

Ganso, altas cifras na contratação, ainda pouco justificadas em campo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Outro ponto importante é a presença de empresários nas negociações. Em 2005, o grupo MSI, foi responsável por levar vários jogadores para o Corinthians, incluindo três das maiores contratações da história do futebol brasileiro: Tévez, Nilmar e Mascherano. Segundo, terceiro e quarto no ranking das compras dos clubes nacionais respectivamente, os três somados chegaram a praticamente 86 milhões de reais.

Dentro de campo os resultados apareceram, o Corinthians foi campeão brasileiro de 2005, com Tévez sendo eleito o melhor jogador do campeonato. No ano seguinte a situação começou a se complicar, escândalos envolvendo a origem do dinheiro da MSI, fizeram o grupo a abandonar as atividades no Parque São Jorge, e levaram Tévez e Mascherano para o West Ham, e Nilmar voltou para o Lyon. Em 2007, o clube com graves problemas em virtude do rombo deixado, caiu para a Série B.

Romário e Sávio, formavam junto com Edmundo o “melhor ataque do mundo” (Foto: Divulgação)

O sucesso das aquisições da MSI é indiscutível, no entanto os clubes nacionais vêm acumulando fracassos em relação às contratações de grandes cifras. Em 1995, o Flamengo, em uma ousada iniciativa, resolveu trazer Romário junto ao Barcelona, maior compra do futebol brasileiro na época, além de Sávio e Edmundo. Chamado de “melhor ataque do mundo”, as expectativas eram enormes, no entanto, o time acabou sem nenhum título no período e o ataque foi desmanchado.

Recentemente temos outras amostras de decepções envolvendo grandes contratações. Sem os contratados pela MSI, o Top 3 das maiores compras do futebol seria formado por: Pato, Ganso e André. Os dois primeiros sofreram com as lesões, e ainda não mostraram a que vieram, sofrendo críticas da torcida e por parte da imprensa. Já o atacante André, passou por duas equipes, depois que o Atlético o contratou junto ao Dinamo de Kyev por quase 20 milhões de reais. Está atualmente no Vasco, depois de uma passagem apagada no Santos.

Quem pensa que contratações caras que dão errado são de exclusividade dos clubes de maior investimento, está enganado. Em 2011, o Atlético Paranaense, fez a maior compra de sua história, trouxe do Nacional do Uruguai, o atacante Morro García, por cerca de 8 milhões de reais, o jogador não fez nem vinte jogos pelo Furacão e abandonou o clube no ano seguinte.

Dentre os grandes, o que parece ter o melhor aproveitamento nas altas transações, é o Botafogo. O clube carioca foi o que menos se arriscou neste mercado, tendo Elkeson e Maicossuel como grandes compras. Os dois somados não custaram o que o Grêmio pagou para tirar Marcelo Moreno da Ucrânia, no entanto o alvinegro conseguiu vender os jogadores e acumular um bom lucro.

Analisar as grandes compras, também ajuda a observar as disparidades do futebol brasileiro. Sete, das dez maiores contratações, foram feitas por times paulistas, enquanto o futebol do Nordeste, não tem nenhuma compra registrada entre as 100 maiores.

Pato, contratação mais cara do futebol brasileiro, ainda não mostrou a que veio (Foto: Eliária Andrade / O Globo)

Mas a análise mais importante a ser feita, é quanto contratações de jogadores como: Pato, Ganso, Valdivia, André, e tantos outros. Custam milhões aos cofres dos clubes, que se endividam sem nenhuma condição de pagar, e tem um retorno em campo absolutamente questionável. Cabendo a pergunta: sabemos comprar?

Alexandre Pato: Contratado por cerca de 40 milhões de reais, ainda não conseguiu uma sequência de boas atuações, chegando a ser criticado pelo torcida.

Ganso: Com muitas lesões, não conseguiu se firmar na equipe principal, e após uma série de partidas ruins, teve seu empenho questionado.

André: Maior compra do futebol mineiro, decepcionou muito no Atlético, onde teve inclusive a forma física questionada. Depois foi para o Santos, onde não teve sucesso, e está no Vasco.

Montillo: Grande esperança santista, ainda não conseguiu demonstrar o bom futebol de quando atuava no Cruzeiro.

Wesley: Esperança do Palmeiras na última temporada, sofreu com as lesões e assistiu ao clube cair para a Série B. O esforço do alviverde em pagar os quase 15 milhões de reais foi tão grande, que chegou a pedir a colaboração de torcedores pela internet.

Dedé: Grande reforço do Cruzeiro para a temporada, o zagueiro custou aos cofres do clube 14 milhões de reais, no entanto, ficou longe do futebol apresentado no Vasco.

Valdivia: O chileno acumulou várias lesões em sua volta ao Palmeiras, a diretoria tentou arranjar outro clube para o meia, mas os altos valores afastaram interessados.

Confira o ranking das 20 maiores compras do futebol nacional:

  1. Alexandre Pato (Milan>Corinthians)/Por 40,5 milhões de reais/Em 2013
  2. Tévez (Boca>Corinthians)/Por 33 milhões de reais/Em 2005
  3. Nilmar (Lyon>Corinthians)/Por 27,8 milhões de reais/Em 2005
  4. Mascherano (River Plate>Corinthians)/Por 25 milhões de reais/Em 2005
  5. Ganso (Santos>São Paulo)/Por 23,9 milhões de reais/Em 2012
  6. André (Dinamo de Kyev>Atlético Mineiro)/Por 19,7 milhões de reais/Em 2012
  7. Luís Fabiano (Sevilla>São Paulo)/Por 17,5 milhões de reais/Em 2011
  8. Montillo (Cruzeiro>Santos)/Por 16,2 milhões de reais/Em 2013
  9. Thiago Neves (Al-Hilal>Fluminense)/Por 16,2 milhões de reais/Em 2012
  10. Oscar (São Paulo>Internacional)/Por 15 milhões de reais/Em 2012
  11. Marcelo Moreno (Shakhtar Donetsk>Grêmio)/Por 14,5 milhões de reais/Em 2012
  12. Vágner Love (CSKA Moscou>Flamengo)/Por 14,4 milhões de reais/Em 2011
  13. Wesley (Werder Bremen>Palmeiras)/Por 14,3 milhões de reais/Em 2012
  14. Guilherme (Dinamo de Kyev>Atlético Mineiro)/Por 14,1 milhões de reais/Em 2011
  15. Alex (Spartak de Moscou>Corinthians)/Por 14 milhões de reais/Em 2011
  16. Tardelli (Al-Gharafa>Atlético Mineiro)/Por 14 milhões de reais/Em 2013
  17. Dedé (Vasco>Cruzeiro)/Por 14 milhões de reais/Em 2013
  18. Valdivia (Al Ain>Palmeiras)/Por 13,7 milhões de reais/Em 2010
  19. Petkovic (Venezia(ITA)>Flamengo)/Por 13 milhões de reais/Em 2000
  20. Sorín (River Plate>Cruzeiro)/Por 12 milhões de reais/Em 2000

 

  





O “Efeito Neymar” na Espanha

17 08 2013

Quase três meses depois de confirmar sua ida para o Barcelona, Neymar já é um dos jogadores mais populares na Espanha; Imprensa e torcedores se mostram empolgados com novo camisa 11 culé

Por Gabriela Tomaseto

Neymar foi ovacionado  por mais de 56 mil torcedores no Camp Nou. (Foto: Reuters)

Neymar foi ovacionado por mais de 56 mil torcedores no Camp Nou. (Foto: Reuters)

 

Logo que anunciou a contratação de Neymar em seu site oficial, e bateu recorde de audiência (com mais de 1,6 milhão de visitantes), o Barcelona percebeu o poder de mídia do seu novo camisa 11. A primeira estratégia de marketing do clube foi criar uma conta oficial no Twitter, em português, com o objetivo de se conectar com os torcedores brasileiros e fãs do jogador. A apresentação do atacante no Camp Nou contou com mais de 56 mil torcedores e causou repercussão no mundo todo.  

Segundo o levantamento realizado pela R18 – empresa de comunicação e tecnologia – somente no dia 03/06, das 11h às 17h, foram quase 18 mil registros brasileiros sobre Neymar. Foram 12,4 mil no Twitter e 5,4 mil menções no Facebook, feitos por 15.524 usuários, sendo a maioria do sexo masculino (70%). Para se ter uma ideia, o primeiro jogo das quartas de final da Champions League deste ano, entre PSG e Barcelona, produziu 90,6 mil comentários nos perfis brasileiros entre 11h e 18h.

Neymar também está fazendo sucesso entre os torcedores espanhóis. Na FCBotiga, loja oficial do Barcelona – instalada no Camp Nou e em diversos pontos da cidade -, as camisas com o nome do jogador e o número 11 nas costas são encontradas tanto na entrada da loja e ao lado da de Messi, próximas a um grande escudo do time catalão e são vendidas por aproximadamente 100 euros (R$ 300) nas lojas e na internet.

O furor de clientes à procura das camisas é grande, mas os números das vendas dos produtos são mantidos em sigilo por “questões estratégicas”.

A camisa 11 de Neymar já virou febre entre os torcedores culés. (Foto: Luiz Carlos Wessler / Futura Press)

A camisa 11 de Neymar já virou febre entre os torcedores culés. (Foto: Luiz Carlos Wessler / Futura Press)

Dentro de campo, a imprensa espanhola também se mostra empolgada com a pré-temporada do jogador com a camisa azul-grená. O jornal Sport, de Barcelona, publicou que Neymar “já ganhou peso” na escalação do técnico Gerardo Martino. “Esteve muito ativo nos momentos em que atuou e a equipe buscou bastante as jogadas pela esquerda enquanto ele esteve em campo”, destacou.

Já o Mundo Deportivo, um dos jornais mais populares da Catalunha, dedicou uma matéria falando que a chegada do atacante brasileiro teria dado “motivação” aos companheiros de posição, principalmente a Pedro. Além disso, cita a busca por espaço de Alexis Sanchéz e Cesc Fábregas. Para a publicação, ambos têm aproveitado os minutos em amistosos para mostrar que merecem espaço na equipe, apesar da presença do camisa 11. Sergi Solé, redator do jornal, disse que Neymar “tem fome de competição” e pode ajudar Messi e companhia.

Mais discreto, o Marca, de Madrid, publicou que o ex-santista é a peça que faltava ao ataque do Barcelona e que deve formar o trio ofensivo titular durante a temporada com Messi e Pedro.

O Campeonato Espanhol começou neste sábado (17) com a vitória do Real Sociedad para cima do Getafe por 2 a 0, com gols de Carlos Vela e Haris Seferovic. A grande expectativa na competição, no entanto, é a presença de Neymar, que fará dupla com Lionel Messi, eleito o melhor jogador do mundo nos últimos quatro anos. O Barcelona estreia amanhã (18), contra o Levante, no Camp Nou, às 14h, no horário de Brasília. Neymar ficará no banco de reservas, para diminuir os riscos de sofrer alguma lesão.

“A chegada de Neymar ao Barcelona não foi normal. Ele veio logo após a Copa das Confederações, teve pouco tempo para treinar e se adaptar e viajou muito”, afirmou o treinador Gerardo Martino.





Sósia de Neymar, atacante do Potiguar de Mossoró espera seguir os mesmos passos do ídolo: ‘Minha fonte de inspiração’

14 08 2013

Tiago, que já foi apelidado de ‘Neymarzinho’ pela semelhança com o craque do Barcelona, participou de uma entrevista bastante descontraída com o JFC

Por Artur Rebouças

José Marcelo Diaz

Tiago Neymarzinho explicou o porquê do apelido (Foto: José Marcelo Diaz)

Enquanto Neymar continua atraindo todos os olhares do mundo vestindo agora a camisa do Barcelona, outro jogador, também atacante, mas menos badalado, vem chamando atenção de muitas pessoas na cidade de Mossoró-RN, pela forte semelhança com o craque brasileiro.

Tiago Ferreira, ou “Tiago Neymarzinho”, como é mais conhecido, tem 18 anos, é atacante do Potiguar de Mossoró e fã declarado do atacante Neymar.

Comparado ao ídolo por causa da  aparência e por certa habilidade, Tiago vai iniciando a  trajetória no futebol com a camisa do Time Macho. O jogador disputa competições de base. O jovem atacante espera aos poucos construir a própria história, tendo de semelhante apenas a Neymar o sucesso, através de muito empenho e dedicação.

– As pessoas cobram e falam: “Pô, e o futebol é igual?”, elas até brincam: “O futebol pode ser igual, mas a conta bancária também? (risos)… Mas é isso mesmo, elas cobram – declarou, ao portal.

Confira a entrevista exclusiva ao Jornalismo FC na íntegra com Tiago Neymarzinho ao final da reportagem.

Um pouco mais sobre Tiago Neymarzinho

Tiago até garante uma habilidade semelhante a de Neymar, mas a conta bancária já é difícil (Foto: José Marcelo Diaz)

Tiago até garante uma habilidade semelhante a de Neymar, mas a conta bancária já é difícil (Foto: José Marcelo Diaz)

O atacante, natural de Recife-PE, participava de um projeto social, também da cidade natal, intitulado AVA- Associação Amando, Vivendo e Aprendendo, que é comandado por Marcão, ex-preparador de goleiros do Potiguar. Marcão, que sempre manteve o projeto em Recife, indicou o jogador ao auxiliar técnico, Edinho Cardoso, que pediu a contratação dele.

O jogador tem 50% do passe ligado ao Potiguar, enquanto a outra metade fica com Marcão. Integrado ao grupo, Neymarzinho ainda não possui um contrato profissional e recebe uma ajuda de custo, nas categorias de base, informação confirmada pelo gerente de futebol, José Neto.

O jogador, bastante elogiado pela comissão técnica, ainda vive um processo de amadurecimento dentro do time. Tiago cita a falta de experiência como um fator a ser superado e afirma que espera adquirir essa bagagem ao longo do tempo, haja vista que o jogador já vive a expectativa de ser integrado ao time profissional, definitivamente.

Confira a conversa descontraída de Tiago Neymarzinho ao JFC:

JFC: Por que escolheu se inspirar no Neymar? Por que não escolheu, por exemplo, Cristiano Ronaldo ou Messi? Quais as diferenças?Todos os três são excelentes jogadores, mas, para mim, o Neymar é diferenciado. Não dizendo que os outros não sejam, os três têm um grande futebol, mas eu preferi o Neymar, muito pela aparência, por as pessoas me dizerem que eu parecia com o Neymar. De lá pra cá, isso foi pegando, ai ficou o Neymarzinho.

JFC: Você gosta de ser chamado de Neymarzinho? Quem deu o apelido? Como surgiu?
É bom sempre se inspirar em um ídolo. Desde que começaram a falar nele, na época da estreia no Campeonato Paulista, eu comecei a assistir ao jogo dele e comecei a me agradar. É um excelente jogador também. Já o apelido, saiu na comunidade, onde todos falavam: “Você tem o olhinho puxado, o sorriso, corte o cabelo também”. Ai eu adotei a moda e hoje estou assim. 

JFC: Todo “sósia” sempre carrega uma responsabilidade grande (comparação). Está pronto para sofrer cobranças por ser parecido com o Neymar?
As pessoas cobram e falam: “Pô, e o futebol é igual?”, elas até brincam: “O futebol pode ser igual, mas a conta bancária também?” (risos) Mas é isso mesmo, elas cobram.

JFC: Nos últimos anos, vários “novos Messi” surgiram no futebol, mas nenhum deles obteve sucesso. Teme o mesmo fracasso sendo comparado ao Neymar?
Teve um tempo em que eu fui fazer um teste em um clube, e falaram: “Pô, porque você não para com isso?”, mas, para mim é uma fonte de inspiração. Eu já cheguei a um clube, o treinador chegou pra mim e disse que não me viu jogando nada, isso me deixou triste, mas eu não desanimei, pois a fonte de inspiração é maior, que é o “Craque da Vila”.

JFC: Ser comparado ao Neymar ajuda ou atrapalha na carreira?
Caraca, é uma responsabilidade tremenda! Ajuda, as pessoas falam que eu pareço, e eu gosto de ser comparado com o craque. 

Tiago Neymarzinho não escondeu o lado descontraído durante a conversa (Foto: José Marcelo Diaz)

Tiago Neymarzinho não escondeu o lado descontraído durante a conversa
(Foto: José Marcelo Diaz)

JFC: O que você tem que o Neymar não tem?
Cara é difícil, eu sou alegre e ousado como ele, mas eu acho que não tem… Ah, tem, a conta bancária! (risos) Não é igual, é diferente.

JFC: Dentro de campo, quais as suas principais características? Você se acha habilidoso e decisivo como o Neymar?
Isso sempre foi mais responsabilidade pra mim, eu confio no meu potencial. Eu sempre preciso ajudar a equipe. A habilidade e velocidade são o meu forte.

JFC: O Neymar também faz sucesso fora de campo. Atualmente, namora a atriz Bruna Marquezine. Você também faz sucesso? Está namorando? É famosa na região?
(risos) As pessoas brincam: “Cadê a Bruna Marquezine?” Ah a Bruna Marquezine está lá com o Neymar verdadeiro! Mas, falando sério, hoje eu tenho uma pessoa que é especial na minha vida. Fora de campo existem os assédios, mas é saber conviver com isso.

JFC: Você já teve algum contato com o Neymar? Já viu ou conversou com ele pessoalmente?
Eu já o vi pessoalmente, a gente se falou, mas só isso mesmo. O pessoal até comparou, mas foi só isso mesmo. 

JFC: Se você pudesse pedir um favor ao Neymar… Qual seria?
Conhecer meu ídolo

JFC: Sonha em um dia jogar ao lado de Neymar?
Meu sonho é jogar ao lado do craque Neymar, que é minha fonte de inspiração. Pretendo chegar um dia a conhecê-lo e, quem sabe, bater uma bolinha com o meu ídolo.





Rogério Ceni e Ney Franco não são os únicos desafetos no futebol. Nem serão os últimos

12 08 2013

Após demissão do treinador, o ídolo tricolor disparou contra o ex-comandante, que revidou; relembre outros casos

Por Diogo Belley

Rogério Ceni, tido por muitos como o maior ídolo do São Paulo, vem sendo alvo de críticas bem no último ano de carreira (Foto: Marcelo de Jesus/UOL)

O São Paulo terminou 2012 com a melhor campanha do segundo turno do Campeonato Brasileiro e campeão da Copa Sul-Americana. Apesar da venda do atacante Lucas ao PSG, não era loucura imaginar um bom desempenho da equipe neste ano, ainda mais com a chegada de reforços, como o zagueiro pentacampeão mundial Lúcio.

Comandados pelo técnico Ney Franco, a equipe teve um bom começo em 2013. A goleada por 5×0 em cima do Bolivar no primeiro jogo da pré-Libertadores e a primeira posição na fase de grupos do Campeonato Paulista animaram a torcida. Mas após a péssima campanha na competição continental e a eliminação para o rival Corinthians no Estadual, alguns problemas foram expostos dentro do elenco tricolor.

Tudo teve início quando, pela Copa Sul-Americana de 2012, o capitão Rogério Ceni, durante o jogo contra a LDU de Loja, sugeriu que Ney Franco colocasse o meia Cícero, para que a equipe tivesse mais força nas jogadas aéreas. Mas, contrariando o goleiro, ele escolheu o centroavante Willian José para entrar na partida.

– Não aprovo (que um atleta peça a entrada de outro durante o jogo). Acho que é cada um na sua, cada um fazendo a sua função – disse o comandante são paulino após a partida, durante a coletiva de imprensa. Mas a boas atuações que o time vinha fazendo mascarou esse mal entendido.

Ney Franco criticou a postura de Ceni (Foto: Correio do Estado)

No entanto, o São Paulo teve um restante de primeiro semestre muito ruim em 2013, e depois da perda da Recopa Sul-Americana, o técnico não resistiu à pressão e acabou demitido do cargo. Paulo Autuori, tricampeão mundial pelo clube do Morumbi em 2005, foi chamado para o lugar dele e pegou um time na parte de baixo da tabela de classificação. Foi quando os problemas começaram a ser expostos.

Após uma partida do Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni foi questionado sobre a fase que a equipe vivia. O ídolo da torcida foi enfático na resposta, dizendo que o legado do trabalho anterior havia sido “zero”, mas que as coisas iriam melhorar, pois agora havia comando. As palavras claramente foram direcionadas ao técnico Ney Franco.

O ex-comandante, depois de um período em silêncio, declarou então que o goleiro fritava os jogadores com os quais não estava de acordo com a contratação (como a do meia Paulo Henrique Ganso e a do zagueiro Lúcio, por exemplo), além da influência dele na vida política do clube.

– Se eu tivesse a influência que ele acha que eu tenho, ele já estaria no olho da rua há muito tempo – respondeu Rogério, em referência às palavras de Ney, em entrevista após a excursão da equipe por Ásia e Europa.

Hoje é impossível imaginar que o ex-treinador do São Paulo e o maior ídolo da história do clube voltem a trabalhar juntos.

Confira outros desafetos que se tornaram públicos:

Rivaldo x Paulo Cesar Carpegiani

Rivaldo não foi aproveitado no Morumbi como gostaria (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Net)

Em 2010, Rivaldo foi contratado pelo tricolor para ser o camisa 10 que a torcida tanto pedia. O bom começo do pentacampeão mundial animou o público, mas não o treinador Paulo Cesar Carpegiani, que insistia em mantê-lo no banco. A situação ficou insustentável após a eliminação para o Avaí na Copa do Brasil. O jogador disse que se sentiu humilhado pelo técnico, que acabou perdendo a queda de braço com o atleta e demitido do cargo, dando lugar a Adilson Baptista.

Ganso x Santos

Ano passado, então, o São Paulo decidiu investir em uma das maiores promessas do futebol brasileiro dos últimos anos, e após uma longa novela contratou Paulo Henrique Ganso. Mas tirá-lo do Santos não foi fácil. Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Peixe, ofereceu um plano de carreira ao jogador, que exigia maior valorização. Depois de uma sequencia de lesões e desentendimentos com a diretoria alvinegra, o meia acabou liberado para atuar no Morumbi.

Luiz Felipe Scolari x Kleber

O Palmeiras também viveu uma situação semelhante à de Rogério Ceni e Ney Franco. Em 2011, o alviverde, comandado por Luiz Felipe Scolari, estava em um momento conturbadíssimo, e o atacante Kléber foi o líder da revolta de parte do elenco com o treinador e com a diretoria, ameaçando não entrarem em campo em uma partida do Campeonato Brasileiro, contra o Flamengo. Felipão chegou a declarar que não trabalharia mais com o jogador e pensou em abandonar o cargo, mas quem acabou indo embora foi o Gladiador, negociado com o Grêmio.

Luxemburgo x Marcelinho Carioca, Edmundo e Romário

Marcelinho Carioca se desentendeu com Vanderlei Luxemburgo (Foto: Paulo Pinto/Agência Estado)

Vanderlei Luxemburgo é um dos mais vitoriosos técnicos do futebol brasileiro e talvez uma das pessoas com mais desavenças no esporte. Marcelinho Carioca pode ser um dos maiores dele. Juntos, eles conquistaram o Campeonato Brasileiro de 1998 pelo Corinthians, mas durante a disputa do torneio, acabaram batendo boca na concentração. Mais tarde, a troca de farpas ocorreu ao vivo durante um programa esportivo. Entretanto, recentemente, o ídolo da Fiel elogiou o desafeto dele.

– Se estiver focado, é o melhor treinador do Brasil – disse o jogador durante o programa Bate-bola, da ESPN Brasil.

Edmundo e Romário também se desentenderam com Luxa. O Animal, após ser substituído por Vanderlei durante uma partida da Libertadores da América de 1994, pelo Palmeiras, discutiu com o técnico e os dois nunca mais se entenderam. Já com o Baixinho, foi no Flamengo, quando se alteraram por uma discordância no esquema tático da equipe. Na ocasião, o artilheiro levou a melhor e o comandante rubro-negro acabou demitido.

Em um esporte com tanta gente envolvida, com diferentes cabeças e opiniões e submetidos a constante pressão de diretores, treinadores e jogadores, é impossível imaginar que não haja divergência de ideias. Os exemplos acima citados não foram os únicos, muito menos serão os últimos. Que venham os próximos.





A queda do futebol do Pará

12 08 2013

Grandes do estado se afundam em dez anos; torcida é fundamental aos clubes

 

Por Matheus de Andrade

Há dez anos, o futebol paraense viveu um de seus melhores momentos. Na Libertadores, o Paysandu conquistou uma vitória na temida La Bombonera, fato que é considerado por muitos o principal feito do clube, já que apenas outros três times brasileiros venceram no estádio: Santos, Cruzeiro e Fluminense. O outro grande de Belém também teve um bom ano, disputando a Série B, a equipe ficou atrás apenas de Botafogo e Palmeiras na primeira fase da competição, e perdeu o acesso a elite apenas na segunda.

Em 2013 a situação é bem diferente, o Remo fez um campeonato paraense ruim,  e perdeu a vaga na Série D deste ano para o Paragominas, ficando sem divisão. A situação do Papão é melhor, a equipe disputa a Segunda Divisão, no entanto faz uma campanha fraca e está atualmente na zona de rebaixamento.

A torcida não abandonou as duas equipes, o Campeonato Paraense deste ano, teve a terceira melhor média de público do país, com 5.841 pessoas, atrás apenas dos campeonatos mineiro (6.452) e paulista (6.271). A boa marca se deve principalmente ao grande clássico do estado, já que as seis partidas entre Remo e Paysandu, foram responsáveis por 38% do público nos 70 jogos da competição.

Mangueirão lotado, estádio poderia ajudar mais os clubes (Foto: Pedro Cruz / GLOBOESPORTE.COM/PA)

A oportunidade para aumentar ainda mais esta porcentagem, poderia vir com a Copa do Mundo de 2014, caso Belém fosse escolhida como cidade sede, as obras no estádio Mangueirão poderiam atrair um público maior e quem sabe melhorar o desempenho dos clubes do estado, sendo os torcedores, responsáveis por além do apoio, boa parte da renda dos clubes.

As últimas informações sobre repasses de verbas aos dois grandes do Pará, é de 2011, quando a Federação Paraense de Futebol destinou cerca de 1,140 milhões de reais aos clubes. Apenas os clássicos do estadual deste ano, renderam entorno de 3,6 milhões as equipes.

O orçamento é limitado, no começo do ano, Oscar Yamato, gerente do futebol do Paysandu, fez a seguinte declaração, em entrevista:

– Tenho minha visão, minha posição sobre isso. Troco ideias todos os dias com a diretoria. Temos um grupo bom e no momento não é fácil encontrar jogadores superiores aos nossos. Precisamos dar apoio para esse grupo, que é qualificado, pois daqui vamos tirar o aproveitamento para a Série B do Brasileiro. Se necessário, vamos em busca de atletas, mas dependo do orçamento e por enquanto ele está comprometido. Mas futebol se vive de oportunidade e amanhã ou depois, quem sabe, não possa surgir alguém que chegue para somar ao nosso grupo?

Paysandu faz história; e a volta do ídolo

Documentário que mostra a heroica vitória do Papão (Foto: Reprodução)

O grande feito do Papão teve grande homenagem dez anos após a conquista. O clube lançou, o filme: “La Bombonera é nossa”, um documentário que relata a vitória sobre o Boca. No dia 24 de Abril de 2013, exatos dez anos após o 1 a 0, o Paysandu organizou uma grande festa para relembrar do ocorrido. A partida de volta não traz boas memórias ao torcedor bicolor, já que o Boca venceu por 4×2 em Belém e se classificou para as quartas de final do torneio, que acabou conquistando, após bater o Santos na final.E após toda essa reviravolta, quem retornou ao clube foi Iarley. O jogador passou por Boca, Dourados (MEX), Internacional, Goiás, Corinthians e Ceará. Inclusive ganhou a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2006 pelo Colorado. Também conquistou a Mundial de 2003 pelo Boca, ano marcante na carreira do jogador.

Iarley, retornou e pode ser a chave para reerguer o clube (Foto: Tarso Sarraf/O Liberal)

Logo na chegada ao clube, o jogador, que marcou o gol do 1 a 0 na Bombonera, deixou claro que desejava voltar ao Papão:

– Eu sempre tive vontade de retornar ao Paysandu, pela história que deixei e pelo carinho que recebi em Belém. Os anos foram se passando e não pude retornar. Mas, agora está concretizado. Agradeço à diretoria do clube e, principalmente, ao meu amigo Vandick por ainda confiar em mim.

No entanto a situação encontrada em Belém é bem diferente, o Paysandu não disputa a Série A, desde 2005, ano em que foi rebaixado, ficando bem longe de jogar novamente a competição continental.

A queda dos grandes do Pará, ano a ano:

2003: Paysandu (Série A); Remo (Série B)

2004: Paysandu (Série A); Remo (Série B)

2005: Paysandu (Série A); Remo (Série C)

2006: Paysandu (Série B); Remo (Série B)

2007: Paysandu (Série C); Remo (Série B)

2008: Paysandu (Série C); Remo (Série C)

2009: Paysandu (Série C); Remo (Sem divisão)

2010: Paysandu (Série C); Remo (Série D)

2011: Paysandu (Série C); Remo (Sem divisão)

2012: Paysandu (Série C); Remo (Série D)

2013: Paysandu (Série B); Remo (Sem divisão)

 








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