Corinthians é freguês histórico do Grêmio na Copa do Brasil

25 09 2013

Time paulista venceu apenas uma vez o confronto, enquanto os gaúchos possuem quatro êxitos. Marcelinho Carioca é o artilheiro do embate com 5 gols

Por Diogo Arraes

Corinthians e Grêmio começarão a escrever um novo capítulo na história dos confrontos entre as duas equipes na Copa do Brasil, nesta quarta-feira (25), no Pacaembu. Até agora são 10 jogos, com 4 vitórias do Grêmio, 2 vitórias do Corinthians e 4 empates. Mas, em termos de classificação ou título, o time de Parque São Jorge só levou a melhor em 1995, quando foi campeão. Em todos os jogos, o artilheiro é Marcelinho Carioca com 5 gols.

O alvinegro não vence há 6 jogos e passa por um período de turbulência como há tempos não tinha. O Grêmio também está sem vencer há 3 partidas, apesar de estar em uma situação mais tranquila no Campeonato Brasileiro. Resta saber se o tricolor gaúcho continuará com essa hegemonia ou o coringão vai diminuir os números negativos. Um confronto de muita tradição novamente na Copa do Brasil.

1991 – Quartas de Final

O primeiro confronto foi em 1991, o Corinthians havia sido campeão brasileiro um ano antes e enfrentou o Grêmio no Pacaembu. Com gols de Neto (Corinthians) e China (Grêmio), a primeira partida terminou empatada em 1 a 1.

No jogo de volta, o Grêmio venceu por 2 a 1, no estádio Olímpico, com gols de Caio e Chiquinho (Grêmio) e Édson Pezinho (Corinthians), eliminando o time de Parque São Jorge.

1994 – Oitavas de Final

Casagrande brinca no gol em treino antes do jogo contra o Grêmio em 94 (Foto: Gazetta Press)

Casagrande brinca no gol em treino antes do jogo contra o Grêmio em 94 (Foto: Gazetta Press)

Três anos depois houve uma nova chance de reencontro, agora na fase Oitavas de Final. A primeira partida foi no Olímpico e os gaúchos se deram bem novamente, com gols de Fabinho e Gilson o  time da casa venceu por 2 a 0.

O segundo jogo foi no Pacaembu, o Corinthians até tentou e fez dois gols. Um de Marcelinho Carioca e outro do zagueiro do Grêmio, Agnaldo Liz, contra. Só que o Grêmio mostrou porque é um time “copeiro” e empatou com Fabinho e Nildo. Resultado final 2 a 2 e o Timão novamente fora.

1995 – Final

O ano de 1995 reservou uma emoção a mais aos torcedores dos dois times, a primeira final disputada. O Corinthians vinha de duas eliminações seguidas para o Grêmio na Copa do Brasil e estava disposto a reverter isso. O primeiro jogo feito no Pacaembu terminou 2 a 1 para o clube alvinegro, com gols de Viola e Marcelinho Carioca (Corinthians) e Luiz Carlos Goiano (Grêmio).

Na partida final, em Porto Alegre, Marcelinho Carioca marcou o gol dos paulistas e o Timão se sagrou campeão da Copa do Brasil, vencendo o Grêmio por 1 a 0.

Jogadores do Corinthians erguem a taça em 95 (Foto: colecaocorinthians.com.br)

Jogadores do Corinthians erguem a taça em 95 (Foto: colecaocorinthians.com.br)

1997 – Semifinal

Dois anos depois da grande final os times se encontraram novamente, agora na semifinal. Mesmo jogando no estádio do Morumbi, o Grêmio venceu por 2 a 1, com gols de Paulo Nunes e Rodrigo (contra) para o Grêmio e Marcelinho Carioca para o Corinthians, e levou boa vantagem para o outro jogo.

Depois no estádio Olímpico, administrou o placar e empatou por 1 a 1, gols de Paulo Nunes (Grêmio) e Donizete (Corinthians). Os gaúchos novamente foram para a final.

2001 – Final

O Grêmio foi campeão depois de vencer o Corinthians por 3 a 1, em 2001 (Foto: wp.clicrbs.com.br)

O Grêmio foi campeão depois de vencer o Corinthians por 3 a 1, em 2001 (Foto: wp.clicrbs.com.br)

O último embate entre as equipes aconteceu há 12 anos, em 2001. Mais uma vez uma grande final. Uma curiosidade é que o treinador do Grêmio era Tite, hoje comandante do Corinthians.

O primeiro jogo ocorreu no estádio Olímpico e foi bem equilibrado, o Grêmio fez dois gols com Zinho e Luís Mário e o time de Parque São Jorge empatou com Marcelinho Carioca e Muller. Empate por 2 a 2.

Na segunda e decisiva partida o Morumbi estava lotado, mas o Corinthians não conseguiu segurar o ímpeto dos gaúchos e o Grêmio venceu por 3 a 1. Gols de Éwerton (Corinthians) e Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba (Grêmio), conquistando o campeonato daquele ano.

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Não sabemos comprar?

26 08 2013

Maiores aquisições do futebol brasileiro se tornaram grandes decepções

 

Por Matheus de Andrade

A tradição sempre foi de o futebol brasileiro exportar jogadores para o exterior. No entanto, nos últimos anos, muitos atletas vêm seguindo um rumo diferente. Depois de atuarem no exterior, voltam para o Brasil. Os motivos para essa inversão são diversos, como o fortalecimento do real frente as outras moedas e a estabilização da economia brasileira, enquanto a União Europeia e a Argentina enfrentam várias crises.

Ganso, altas cifras na contratação, ainda pouco justificadas em campo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Outro ponto importante é a presença de empresários nas negociações. Em 2005, o grupo MSI, foi responsável por levar vários jogadores para o Corinthians, incluindo três das maiores contratações da história do futebol brasileiro: Tévez, Nilmar e Mascherano. Segundo, terceiro e quarto no ranking das compras dos clubes nacionais respectivamente, os três somados chegaram a praticamente 86 milhões de reais.

Dentro de campo os resultados apareceram, o Corinthians foi campeão brasileiro de 2005, com Tévez sendo eleito o melhor jogador do campeonato. No ano seguinte a situação começou a se complicar, escândalos envolvendo a origem do dinheiro da MSI, fizeram o grupo a abandonar as atividades no Parque São Jorge, e levaram Tévez e Mascherano para o West Ham, e Nilmar voltou para o Lyon. Em 2007, o clube com graves problemas em virtude do rombo deixado, caiu para a Série B.

Romário e Sávio, formavam junto com Edmundo o “melhor ataque do mundo” (Foto: Divulgação)

O sucesso das aquisições da MSI é indiscutível, no entanto os clubes nacionais vêm acumulando fracassos em relação às contratações de grandes cifras. Em 1995, o Flamengo, em uma ousada iniciativa, resolveu trazer Romário junto ao Barcelona, maior compra do futebol brasileiro na época, além de Sávio e Edmundo. Chamado de “melhor ataque do mundo”, as expectativas eram enormes, no entanto, o time acabou sem nenhum título no período e o ataque foi desmanchado.

Recentemente temos outras amostras de decepções envolvendo grandes contratações. Sem os contratados pela MSI, o Top 3 das maiores compras do futebol seria formado por: Pato, Ganso e André. Os dois primeiros sofreram com as lesões, e ainda não mostraram a que vieram, sofrendo críticas da torcida e por parte da imprensa. Já o atacante André, passou por duas equipes, depois que o Atlético o contratou junto ao Dinamo de Kyev por quase 20 milhões de reais. Está atualmente no Vasco, depois de uma passagem apagada no Santos.

Quem pensa que contratações caras que dão errado são de exclusividade dos clubes de maior investimento, está enganado. Em 2011, o Atlético Paranaense, fez a maior compra de sua história, trouxe do Nacional do Uruguai, o atacante Morro García, por cerca de 8 milhões de reais, o jogador não fez nem vinte jogos pelo Furacão e abandonou o clube no ano seguinte.

Dentre os grandes, o que parece ter o melhor aproveitamento nas altas transações, é o Botafogo. O clube carioca foi o que menos se arriscou neste mercado, tendo Elkeson e Maicossuel como grandes compras. Os dois somados não custaram o que o Grêmio pagou para tirar Marcelo Moreno da Ucrânia, no entanto o alvinegro conseguiu vender os jogadores e acumular um bom lucro.

Analisar as grandes compras, também ajuda a observar as disparidades do futebol brasileiro. Sete, das dez maiores contratações, foram feitas por times paulistas, enquanto o futebol do Nordeste, não tem nenhuma compra registrada entre as 100 maiores.

Pato, contratação mais cara do futebol brasileiro, ainda não mostrou a que veio (Foto: Eliária Andrade / O Globo)

Mas a análise mais importante a ser feita, é quanto contratações de jogadores como: Pato, Ganso, Valdivia, André, e tantos outros. Custam milhões aos cofres dos clubes, que se endividam sem nenhuma condição de pagar, e tem um retorno em campo absolutamente questionável. Cabendo a pergunta: sabemos comprar?

Alexandre Pato: Contratado por cerca de 40 milhões de reais, ainda não conseguiu uma sequência de boas atuações, chegando a ser criticado pelo torcida.

Ganso: Com muitas lesões, não conseguiu se firmar na equipe principal, e após uma série de partidas ruins, teve seu empenho questionado.

André: Maior compra do futebol mineiro, decepcionou muito no Atlético, onde teve inclusive a forma física questionada. Depois foi para o Santos, onde não teve sucesso, e está no Vasco.

Montillo: Grande esperança santista, ainda não conseguiu demonstrar o bom futebol de quando atuava no Cruzeiro.

Wesley: Esperança do Palmeiras na última temporada, sofreu com as lesões e assistiu ao clube cair para a Série B. O esforço do alviverde em pagar os quase 15 milhões de reais foi tão grande, que chegou a pedir a colaboração de torcedores pela internet.

Dedé: Grande reforço do Cruzeiro para a temporada, o zagueiro custou aos cofres do clube 14 milhões de reais, no entanto, ficou longe do futebol apresentado no Vasco.

Valdivia: O chileno acumulou várias lesões em sua volta ao Palmeiras, a diretoria tentou arranjar outro clube para o meia, mas os altos valores afastaram interessados.

Confira o ranking das 20 maiores compras do futebol nacional:

  1. Alexandre Pato (Milan>Corinthians)/Por 40,5 milhões de reais/Em 2013
  2. Tévez (Boca>Corinthians)/Por 33 milhões de reais/Em 2005
  3. Nilmar (Lyon>Corinthians)/Por 27,8 milhões de reais/Em 2005
  4. Mascherano (River Plate>Corinthians)/Por 25 milhões de reais/Em 2005
  5. Ganso (Santos>São Paulo)/Por 23,9 milhões de reais/Em 2012
  6. André (Dinamo de Kyev>Atlético Mineiro)/Por 19,7 milhões de reais/Em 2012
  7. Luís Fabiano (Sevilla>São Paulo)/Por 17,5 milhões de reais/Em 2011
  8. Montillo (Cruzeiro>Santos)/Por 16,2 milhões de reais/Em 2013
  9. Thiago Neves (Al-Hilal>Fluminense)/Por 16,2 milhões de reais/Em 2012
  10. Oscar (São Paulo>Internacional)/Por 15 milhões de reais/Em 2012
  11. Marcelo Moreno (Shakhtar Donetsk>Grêmio)/Por 14,5 milhões de reais/Em 2012
  12. Vágner Love (CSKA Moscou>Flamengo)/Por 14,4 milhões de reais/Em 2011
  13. Wesley (Werder Bremen>Palmeiras)/Por 14,3 milhões de reais/Em 2012
  14. Guilherme (Dinamo de Kyev>Atlético Mineiro)/Por 14,1 milhões de reais/Em 2011
  15. Alex (Spartak de Moscou>Corinthians)/Por 14 milhões de reais/Em 2011
  16. Tardelli (Al-Gharafa>Atlético Mineiro)/Por 14 milhões de reais/Em 2013
  17. Dedé (Vasco>Cruzeiro)/Por 14 milhões de reais/Em 2013
  18. Valdivia (Al Ain>Palmeiras)/Por 13,7 milhões de reais/Em 2010
  19. Petkovic (Venezia(ITA)>Flamengo)/Por 13 milhões de reais/Em 2000
  20. Sorín (River Plate>Cruzeiro)/Por 12 milhões de reais/Em 2000

 

  





O ‘surpreendente’ Luverdense vence o Corinthians na Copa do Brasil; relembre algumas ‘zebras’ históricas da competição

22 08 2013

Entre tantas surpresas estão o Palmeiras eliminado pelo ASA, Santo André e Paulista campeões contra Flamengo e Fluminense, respectivamente

Por Diogo Arraes

Na noite desta quarta-feira (21) muitos torcedores corintianos pareceram não acreditar no que viram. O campeão mundial, da Libertadores e um dos candidatos ao título do Campeonato Brasileiro deste ano, perdeu para o Luverdense/MT, time da terceira divisão do brasileirão, por 1 a 0, em partida válida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Além disso, Romarinho e Émerson Sheik foram expulsos e desfalcam a equipe para o jogo de volta, que acontecerá na próxima quarta-feira (28), no Pacaembu.

Parece mesmo que o abismo financeiro e estrutural entre as equipes muitas vezes desaparece quando um time ‘menor’ enfrenta uma equipe de maior expressão, na Copa do Brasil. O torneio começou em 1989 e, por diversas vezes, clubes considerados pequenos aprontaram contra os gigantes do futebol nacional.

Retrospectiva das surpresas na Copa do Brasil

Vasco x CSA

Em 1992 o Vasco tinha um bom time com Valdir, Edmundo e Roberto Dinamite. Enfrentou o CSA nas oitavas-de-final, no primeiro jogo em Alagoas houve empate por 3 a 3. Na partida de volta em São Januário o time carioca pressionou, mas acabou levando a pior com um gol do time alagoano. A partida terminou 1 a 0 e a Copa do Brasil acabou para o time cruzmaltino.

Vasco tinha um bom time, mas foi surpreendido pelo CSA. ( Foto: supervasco.com)

Vasco tinha um bom time, mas foi surpreendido pelo CSA. ( Foto: supervasco.com)

Palmeiras x ASA

No início de 2002, o Palmeiras nem imaginava que chegaria a ser rebaixado para a segunda divisão do brasileirão daquele ano. Estava na primeira fase da Copa do Brasil e se deparou com um time pouco conhecido de Alagoas, o ASA. No primeiro jogo em Arapiraca o time da casa ganhou por 1 a 0.

A partida de volta foi no estádio Palestra Itália e o Palmeiras tinha um bom time com Marcos, Arce, Alex e outros mais. O Verdão começou pressionando, fez 1 a 0, mas o ASA empatou. Com esse gol, os paulistas teriam que fazer 3 a 1 para se classificar para a segunda fase. Fizeram só 2 a 1 e o Palmeiras foi eliminado da competição. Uma das maiores zebras até hoje.

Verdão tropeçou no ASA em 2002 (Foto: jovempan.com.br)

Verdão tropeçou no ASA em 2002 (Foto: jovempan.com.br)

Flamengo x Santo André

O confronto era entre o Flamengo, grande campeão nacional, da Libertadores e Mundial e o Santo André, time modesto do ABC paulista. Tinha tudo para ser uma ‘barbada’, apesar de o time de São Paulo já ter eliminado Palmeiras e Atlético/MG, durante aquela Copa do Brasil de 2004.

Os dois chegaram à final, o primeiro jogo em Santo André terminou empatado por 2 a 2. O Flamengo tinha o goleiro Júlio César, Róger, Athirson e o técnico Abel Braga; além de um Maracanã com mais de 70 mil pessoas. Mas o ‘ramalhão’, como é conhecido o Santo André, não se abateu e marcou 2 a 0. O ABC paulista tinha um campeão inédito.

Santo André calou mais de 70 mil flamenguistas em 2004 (Foto: estadao.com.br)

Santo André calou mais de 70 mil flamenguistas em 2004 (Foto: estadao.com.br)

Fluminense x Paulista

Uma equipe que elimina Internacional, Cruzeiro e Botafogo chega com credenciais muito boas para uma final. Essa era a campanha do Paulista, time do interior de São Paulo, precisamente Jundiaí. Do outro lado havia o Fluminense, time de grande expressão e salários muito maiores que o time paulista. Esse era o cenário para os confrontos decisivos da Copa do Brasil de 2005.

O que ocorreu com o Flamengo no ano anterior estava fresco na memória do tocedor tricolor carioca, mas nem o mais pessimista acreditaria em uma derrota do Flu. O primeiro jogo aconteceu em Jundiaí, com vitória por 2 a 0 para o Paulista. Na partida de volta, em São Januário, o Fluminense se lançou ao ataque, mas o técnico da equipe paulista, Vagner Mancini, armou um esquema bem fechadinho e o time de Jundiaí conquistou a taça pela primeira vez, com um empate em 0 a 0.

Jogadores do Paulista comemoram o feito inédito diante do Fluminense (Foto: Gazeta Press)

Jogadores do Paulista comemoram o feito inédito diante do Fluminense (Foto: Gazeta Press)

O que o torcedor corintiano se pergunta é: ”Será que vamos entrar para esse ‘seleto’ grupo?”. O tempo e a partida de volta contra o Luverdense vão dizer se o Corinthians vai se comportar como time grande que é e passar de fase. Ou se a fábula de Davi e Golias vai ser adaptada aos tempos modernos e o time do Mato Grosso será mais uma surpresa na história da Copa do Brasil.

 





Rogério Ceni e Ney Franco não são os únicos desafetos no futebol. Nem serão os últimos

12 08 2013

Após demissão do treinador, o ídolo tricolor disparou contra o ex-comandante, que revidou; relembre outros casos

Por Diogo Belley

Rogério Ceni, tido por muitos como o maior ídolo do São Paulo, vem sendo alvo de críticas bem no último ano de carreira (Foto: Marcelo de Jesus/UOL)

O São Paulo terminou 2012 com a melhor campanha do segundo turno do Campeonato Brasileiro e campeão da Copa Sul-Americana. Apesar da venda do atacante Lucas ao PSG, não era loucura imaginar um bom desempenho da equipe neste ano, ainda mais com a chegada de reforços, como o zagueiro pentacampeão mundial Lúcio.

Comandados pelo técnico Ney Franco, a equipe teve um bom começo em 2013. A goleada por 5×0 em cima do Bolivar no primeiro jogo da pré-Libertadores e a primeira posição na fase de grupos do Campeonato Paulista animaram a torcida. Mas após a péssima campanha na competição continental e a eliminação para o rival Corinthians no Estadual, alguns problemas foram expostos dentro do elenco tricolor.

Tudo teve início quando, pela Copa Sul-Americana de 2012, o capitão Rogério Ceni, durante o jogo contra a LDU de Loja, sugeriu que Ney Franco colocasse o meia Cícero, para que a equipe tivesse mais força nas jogadas aéreas. Mas, contrariando o goleiro, ele escolheu o centroavante Willian José para entrar na partida.

– Não aprovo (que um atleta peça a entrada de outro durante o jogo). Acho que é cada um na sua, cada um fazendo a sua função – disse o comandante são paulino após a partida, durante a coletiva de imprensa. Mas a boas atuações que o time vinha fazendo mascarou esse mal entendido.

Ney Franco criticou a postura de Ceni (Foto: Correio do Estado)

No entanto, o São Paulo teve um restante de primeiro semestre muito ruim em 2013, e depois da perda da Recopa Sul-Americana, o técnico não resistiu à pressão e acabou demitido do cargo. Paulo Autuori, tricampeão mundial pelo clube do Morumbi em 2005, foi chamado para o lugar dele e pegou um time na parte de baixo da tabela de classificação. Foi quando os problemas começaram a ser expostos.

Após uma partida do Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni foi questionado sobre a fase que a equipe vivia. O ídolo da torcida foi enfático na resposta, dizendo que o legado do trabalho anterior havia sido “zero”, mas que as coisas iriam melhorar, pois agora havia comando. As palavras claramente foram direcionadas ao técnico Ney Franco.

O ex-comandante, depois de um período em silêncio, declarou então que o goleiro fritava os jogadores com os quais não estava de acordo com a contratação (como a do meia Paulo Henrique Ganso e a do zagueiro Lúcio, por exemplo), além da influência dele na vida política do clube.

– Se eu tivesse a influência que ele acha que eu tenho, ele já estaria no olho da rua há muito tempo – respondeu Rogério, em referência às palavras de Ney, em entrevista após a excursão da equipe por Ásia e Europa.

Hoje é impossível imaginar que o ex-treinador do São Paulo e o maior ídolo da história do clube voltem a trabalhar juntos.

Confira outros desafetos que se tornaram públicos:

Rivaldo x Paulo Cesar Carpegiani

Rivaldo não foi aproveitado no Morumbi como gostaria (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Net)

Em 2010, Rivaldo foi contratado pelo tricolor para ser o camisa 10 que a torcida tanto pedia. O bom começo do pentacampeão mundial animou o público, mas não o treinador Paulo Cesar Carpegiani, que insistia em mantê-lo no banco. A situação ficou insustentável após a eliminação para o Avaí na Copa do Brasil. O jogador disse que se sentiu humilhado pelo técnico, que acabou perdendo a queda de braço com o atleta e demitido do cargo, dando lugar a Adilson Baptista.

Ganso x Santos

Ano passado, então, o São Paulo decidiu investir em uma das maiores promessas do futebol brasileiro dos últimos anos, e após uma longa novela contratou Paulo Henrique Ganso. Mas tirá-lo do Santos não foi fácil. Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Peixe, ofereceu um plano de carreira ao jogador, que exigia maior valorização. Depois de uma sequencia de lesões e desentendimentos com a diretoria alvinegra, o meia acabou liberado para atuar no Morumbi.

Luiz Felipe Scolari x Kleber

O Palmeiras também viveu uma situação semelhante à de Rogério Ceni e Ney Franco. Em 2011, o alviverde, comandado por Luiz Felipe Scolari, estava em um momento conturbadíssimo, e o atacante Kléber foi o líder da revolta de parte do elenco com o treinador e com a diretoria, ameaçando não entrarem em campo em uma partida do Campeonato Brasileiro, contra o Flamengo. Felipão chegou a declarar que não trabalharia mais com o jogador e pensou em abandonar o cargo, mas quem acabou indo embora foi o Gladiador, negociado com o Grêmio.

Luxemburgo x Marcelinho Carioca, Edmundo e Romário

Marcelinho Carioca se desentendeu com Vanderlei Luxemburgo (Foto: Paulo Pinto/Agência Estado)

Vanderlei Luxemburgo é um dos mais vitoriosos técnicos do futebol brasileiro e talvez uma das pessoas com mais desavenças no esporte. Marcelinho Carioca pode ser um dos maiores dele. Juntos, eles conquistaram o Campeonato Brasileiro de 1998 pelo Corinthians, mas durante a disputa do torneio, acabaram batendo boca na concentração. Mais tarde, a troca de farpas ocorreu ao vivo durante um programa esportivo. Entretanto, recentemente, o ídolo da Fiel elogiou o desafeto dele.

– Se estiver focado, é o melhor treinador do Brasil – disse o jogador durante o programa Bate-bola, da ESPN Brasil.

Edmundo e Romário também se desentenderam com Luxa. O Animal, após ser substituído por Vanderlei durante uma partida da Libertadores da América de 1994, pelo Palmeiras, discutiu com o técnico e os dois nunca mais se entenderam. Já com o Baixinho, foi no Flamengo, quando se alteraram por uma discordância no esquema tático da equipe. Na ocasião, o artilheiro levou a melhor e o comandante rubro-negro acabou demitido.

Em um esporte com tanta gente envolvida, com diferentes cabeças e opiniões e submetidos a constante pressão de diretores, treinadores e jogadores, é impossível imaginar que não haja divergência de ideias. Os exemplos acima citados não foram os únicos, muito menos serão os últimos. Que venham os próximos.





Melhor ataque é a defesa? Corinthians prova que sim

7 08 2013

Corinthians tem melhor defesa das Séries A e B; ataque não ostenta grandes números

 Por Matheus de Andrade

Chicão, símbolo da era defensiva corintiana (Foto:Agência/Estado)

Pela décima segunda rodada do Brasileirão, Corinthians e Santos se enfrentam na Vila Belmiro. O momento para o clube santista é complicado, vem da derrota por 8×0 para o Barcelona, que levou torcedores a criticar a atual diretoria. Do outro lado, uma equipe que é famosa por aplicar goleadas no peixe, inclusive sendo responsável pelo 11 x 0 em 1920, a maior derrota da história santista. Além disso, a equipe do Parque São Jorge tem motivos para estar animada, caso vença o rival, pode entrar no G-4, situação que não ocorre a 49 rodadas.

A principal arma da equipe corintiana é a defesa, que sofreu apenas cinco gols nas onze primeiras rodadas, a menos vazada das Séries A e B e que iguala a melhor marca do time, quando  em 2011 a equipe teve o mesmo desempenho. Melhores números, apenas o São Paulo em 2007 e o Ceará em 2010. A consistência defensiva vem rendendo bons frutos ao alvinegro, venceu o Brasileirão de 2011, além da Libertadores de 2012, na qual o time foi vazado apenas quatro vezes em 14 jogos, melhor marca da história da competição. A conquista do Mundial de Clubes do ano passado, foi feita sem sofrer gols.

Gil, chegou esse ano e já assumiu a titularidade (Foto: Diogo Venturelli/Globoesporte.com)

Evidentemente o papel do técnico Tite é vital na atual maneira em que a equipe joga, no entanto as boas marcas defensivas começaram logo em 2008, ano em que teve a melhor defesa do Campeonato Paulista e da Série B, após isto, o clube foi o menos vazado também nos Paulistões de 2009, 2010 e 2013. A semelhança nas equipes corintianas está nos volantes, que desde então, têm como característica uma marcação firme, que também conta com uma importante presença no ataque, tendo passado por ali: Elias, Christian, Jucilei, Paulinho e Ralf.

A saída de Chicão recentemente, refletiu outro ponto positivo no time: não existe grande dependência de ninguém no meio defensivo.  A equipe vendeu Leandro Castán e Marquinhos para a Roma e contratou o zagueiro Gil para a posição. Gil ganhou oportunidade no time titular com uma lesão do ex-corinthiano e não saiu mais, fazendo dupla com Paulo André. Os dois jogadores são completamente diferentes dos campeões da Libertadores do ano passado, no entanto, os números seguem impressionantes: o Corinthians está desde o dia 21 de julho sem sofrer gol, contabilizando 355 minutos dentro de campo. Foram três partidas completas sem ser vazado, além de não ter sofrido mais de um gol em nenhuma partida do campeonato.

O atleta era um símbolo da era defensiva corintiana. Estava na conquista da Série B, quando fazia dupla com William e começaram ali a formação da zaga mais efetiva do país. Em 2009 os dois seguiram atuando juntos e o clube foi campeão da Copa do Brasil. Em 2010 Leandro Castán chegou ao Corinthians e foi titular ao lado do zagueiro. A dupla conquistou o Brasileirão de 2011 e a Libertadores do ano seguinte. Após isso Castán foi para a Europa, chegando até a ser chamado para a seleção e ele permaneceu no Parque São Jorge, sendo campeão do mundo, ao lado de Paulo André.

Tite, tem a missão de conciliar mais uma vez ataque e defesa (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

A consistência defensiva tem um preço. Como os homens de ataque são peças fundamentais na marcação, o ataque acaba muitas vezes sendo ineficiente, o que acarreta em algumas estatísticas negativas, como o fato de até duas rodadas atrás, o time corintiano ter o setor ofensivo menos positivo das Séries A e B. Este é o desafio de Tite, conciliar ataque e defesa, no final do passado ele provou que sabe fazer isso, conquistando o Mundial de Clubes.





Após cinco anos de Corinthians, Chicão é o novo reforço do Flamengo

3 08 2013

Jogador acerta com Rubro-Negro por um ano e meio

Por Victória Rodrigues

Após cinco anos no Corinthians, Chicão é o novo reforço do Flamengo (Foto: Agência Corinthians)

O zagueiro Chicão é o novo reforço do Flamengo, após 20 dias de negociação o Flamengo concretizou a contratação na manhã deste sábado (3). O jogador deve ser apresentado nesta segunda-feira (5), o contrato terá um ano e meio de duração.

O Atleta se apresentou no CT do Corinthians pela manhã, mas não participou dos treinos. O zagueiro tem 32 anos e foi fundamental no esquema tático do Corinthians na passagem do técnico Mano Menezes pelo clube. Com a chegada de Tite, acabou perdendo um pouco de espaço, atualmente estava na reserva de Paulo André e Gil. Chicão tinha contrato com o time paulista até o final do ano, porém o jogador foi liberado para negociação após um fracasso no acordo para renovação.

Com a chegada do atleta, o Flamengo aumenta o grupo de ex-corintianos, que já conta com Felipe, Wallace, André Santos e o treinador Mano Menezes. Chicão disputará vaga com González e Wallace, porém a tendência é que o jogador seja titular.





Ralf está na mira do Sevilla, da Espanha

2 08 2013

Clube estaria disposto a pagar R$18 milhões, segundo jornal

Por Luiz Queiroga

Corinthians já perdeu Paulinho (direita) e pode também ver Ralf de saída para a Europa (Foto: Ari Ferreira)

O Corinthians está prestes a perder mais um pilar da equipe que foi campeã da Libertadores e do Mundial de Clubes do ano passado. Depois de perder o volante Paulinho para o inglês Tottenham, agora é a vez de Ralf estar de malas prontas, isso porque o Sevilla, da Espanha, está disposto a pagar R$18 milhões para contratar o camisa 5 alvinegro, segundo informou o “Diário de S. Paulo”.

ENTROSADO: Paulinho não se intimidou no primeiro treino pelo Spurs

Ainda conforme o jornal, o Sevilla espera a resposta até sábado, mas se depender de Ralf, a transferência não acontecerá. O volante, que recebe no Corinthians R$300 mil mensais, não se empolgou com os valores oferecidos. O salário, inclusive, foi aumentado em 2011, após a Fiorentina ter oferecido R$15 milhões para contar com o futebol dele.

RECORDE: Tite é o terceiro técnico do Corinthians com mais jogos

Segundo o diretor de futebol do Corinthians, Roberto de Andrade, o clube não está disposto a vender o volante, só se for vontade do atleta.

– A gente só cogita vender o Ralf se ele quiser ser negociado. Mas, pelo que sabemos, essa chance é pequena – declarou.








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