Copa das Confederações: Onze anos depois do penta, Brasil goleia a Espanha

1 07 2013

Com uma atuação de gala, Brasil encerra com série invicta da Espanha

Por Gustavo Soler

Neste domingo (30), Brasil e Espanha fizeram o jogo mais esperado da Copa das Confederações. Desde o inicio da competição, os amantes da bola torciam por esse confronto. O palco também não poderia ser outro, o estádio do Maracanã estava cheio para a final. Com o time mais admirado e temido, os espanhóis não chegaram para esse jogo como unanimidades, após um jogo duríssimo contra a Itália, a Fúria aumentou as esperanças da torcida brasileira. Já a Seleção Brasileira, que não trazia a confiança dos seus torcedores antes da competição, mas com a sequencia de bons resultados, a equipe de Felipão conquistou a adoração do povo e chegou com muita motivação para a partida.

Fred, na raça abriu o placar para o Brasil (Foto: Ivo Gonzales / Agencia O Globo)

Felipão estudou a partida entre Bayern de Munique e Barcelona, já que a Seleção Espanhola é a base do time catalão, os estudos aparentemente funcionaram, a equipe Canarinha pressionou a saída de bola e conseguiu recuperar a bola. Logo no primeiro minuto, Hulk tentou um passe de letra, a redonda bateu na defesa e sobrou novamente para o atacante. O camisa 19 cruzou na área, Fred e Pique não acharam nada, a bola bateu em Neymar e se ofereceu para o centroavante brasileiro, que mesmo deitado conseguiu empurrar para o fundo das redes de Casillas. O Brasil trocava passes e a torcida gritava: “Olé”, para zoar o estilo tiki taka espanhol. Aos oito, Neymar carregou pela esquerda e tocou para Marcelo, Arbelo tirou mal, a jogada seguiu com Fred, que de letra deixou para Oscar, mas o meia mandou pra fora.

Fred fez 'biquinho' após abrir o placar para a seleção brasileira

Fred saiu pra comemorar com a torcida o primeiro gol (Foto: Getty images)

Só dava Brasil no começo do jogo. Aos 13 min, Paulinho tomou de Busquets, viu Casillas adiantado e tentou a cavadinha, porém, o capitão espanhol conseguiu defender. Com quinze, bola enfiada para Neymar, o camisa 10 foi puxado por Arbeloa, caiu e fez uma cena, o árbitro deu cartão para o lateral e uma confusão entre Busquests e Fred se iniciou, porém, os nervos se acalmaram e os jogadores se separaram. A Espanha chegou pela primeira vez com 19 minutos, Iniesta se livrou da marcação e arriscou de longe, mas Júlio César fez uma bela defesa mandando para escanteio. Na cobrança, Xavi mandou para Torres, que mandou pra fora.

Neymar comemorando o seu gol (Foto: AP)

A partida estava truncada, algumas faltas irritavam os jogadores, que logo começavam a discutir. Em uma delas, aos 29 minutos, Sério Ramos fez falta em Oscar e levou o cartão amarelo. Na cobrança, Neymar ajeitou para Hulk, mas o camisa 19 isolou. O craque brasileiro e nova contratação do Barcelona estava com tudo, ao partir pra cima de Arbeloa, Neymar percebeu um espaço na zaga e tocou para Fred, porém, o atacante chutou em cima de Casillas. Com 40, Mata lançou Pedro, que sozinho invadiu a área e tocou na saída de Júlio César, a redonda estava entrando, até que David Luiz chegou de carrinho e salvou em cima da linha, para delírio da torcida que imediatamente começou a gritar o seu nome. Aos 44, Neymar partiu pra cima de Arbeloa e tocou para Oscar, o meia devolveu para Neymar, que ajeitou de esquerda e mandou no ângulo de Casillas para marcar o segundo.

Fred marcou o também marcou o terceiro (Foto: Getty images)

Vicente Del Bosque tentou acabar com a avenida que a sua equipe tinha pelo lado direito, o treinador tirou o amarelado Arbeloa e colocou Azpilicueta, porém, de nada adiantou, aos dois minutos, Hulk tocou para Neymar, que fez o corta-luz para Fred, o centroavante bateu de chapa de primeira e mandou no cantinho de Casillas pra marcar o terceiro. A Espanha teve a chance de diminuir, Marcelo pisou em Jesus Navas e o juiz deu pênalti. Na cobrança, Sérgio Ramos bizarramente bateu à direita de Júlio César. Aos 12, Iniesta se livrou da marcação, mas o chute saiu fraquinho. Com 13 min, Neymar lançou Hulk, o atacante do Zenit tentou encobrir Casillas, no entanto, o capitão espanhol salvou.

Aos 18 minutos, Marcelo recebeu um bolão de Neymar, o lateral bateu cruzado e mandou pra fora. Com 22 min, Neymar driblou Pique, que não perdoou e deu uma pegada no camisa 10, o árbitro Kuipers expulsou o zagueiro. Na cobrança da falta, Neymar mandou com perigo por cima do gol de Casillas. Aos 30, Daniel Alves tocou para Fred, no entanto, atacante errou o domínio e foi desarmado. A Fúria ainda tentou alguma coisa, com 35, Villa deixou para Pedro, que bateu de primeira e Júlio César defendeu. Jô teve a chance do quarto, mas Casillas defendeu.

Nada dava certo para a Espanha, com 41 minutos, Villa recebeu na esquerda e bateu colocado e Júlio César fez outra grande defesa. O final do jogo já se aproximava a torcida fazia uma grande festa no Maracanã, ao som de: “Olé”, a Seleção Brasileira tocou passes e esperou pelo apito final do juiz Kuipers. Ao término da partida, Neymar saldou os seus novos companheiros de time, e foi carinhosamente abraçado por Iniesta.

Seleção vibrando com o término do jogo (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)

FICHA TÉCNICA

BRASIL 3 X 0 ESPANHA

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data e hora: 30/6/2013, às 19h
Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)
Assistentes: Sander Van Roekel (HOL) e Erwin Zeinstra (HOL)
Público: 73.531 presentes
Cartões amarelos: Arbeloa, Sergio Ramos (ESP)
Cartão vermelho: Piqué (ESP)
Gols: Fred, aos 2’/1ºT; Neymar, aos 44’/1ºT; Fred, aos 2’/2ºT

BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes – 42’/2ºT) e Oscar; Hulk (Jadson – 27’/2ºT), Neymar e Fred (Jô – 34’/2ºT). Técnico: Felipão

ESPANHA: Casillas, Arbeloa (Azpilicueta – intervalo), Piqué, Sergio Ramos e Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e Mata (Jesús Navas – 7’/2ºT); Pedro e Fernando Torres (David Villa – 13’/2ºT). Técnico: Vicente Del Bosque

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Copa das Confederações: Com muito sofrimento, Espanha bate Itália nos pênaltis e vai encarar o Brasil na final

27 06 2013

Após sofrer no tempo normal, superar o cansaço e o calor, a seleção espanhola fará o tão esperado duelo contra o Brasil para ver quem leva a taça

Por Leonardo Perri

Jogadores espanhois comemoram a suada classificação (Foto: Robert Cianflone/Getty Images)

Jogadores espanhois comemoram a suada classificação (Foto: Robert Cianflone/Getty Images)

Não foi fácil como todos imaginavam. Muito pelo contrário. Após muita luta e muito cansaço, a Espanha bateu a Itália nos pênaltis por 7 a 6 após um 0 a 0 no tempo normal e conseguiu a tão esperada classificação para a final contra o Brasil. A grande finalíssima ocorrerá no Domingo às 19hs no estádio do Maracanã. Assim como ocorreu há cinco anos, quando a Espanha eliminou a Itália nos pênaltis nas quartas de final da Euro de 2008, os espanhois voltam a repetir o feito dessa vez no Castelão para conquistar o passaporte para a decisão.

Ao seu estilo, a Espanha começou a partida envolvendo os italianos no toque de bola e logo criou a primeira oportunidade aos 2 min. Após tabela, a bola sobrou para Pedro, que bateu cruzado à direita do gol. Apostando nos contra-ataques, a Itália respondeu logo em seguida em passe de Gilardino para Giaccherini,  que pegou de primeira jogando longe da meta.

Pirlo e Xavi disputam bola (Foto: AFP)

Pirlo e Xavi disputam bola (Foto: AFP)

Jogando com três defensores, o técnico Cesare Prandelli liberou os seus laterais para apoiarem o ataque, que se tornaram a válvula de escape do time italiano para chegar no campo ofensivo, criando ótimas oportunidades e impedindo o avanço espanhol. A partir dos 14 min, começou uma blitz da Azzurra que criou quarto boas chances para abrir o marcador.

Casillas salvou a Espanha  (Foto: AP)

Casillas salvou a Espanha (Foto: AP)

Na primeira, a bola foi cruzada para Gilardino, que desviou de primeira e só observou a bola sair devagar. Dois minutos depois, De Rossi acertou ótimo lançamento do campo de defesa para Maggio que chegou cabeceando para ótima defesa de Casillas. Em seguida, a arma usada foi a bola parada que quase resultou em um gol de De Rossi, desviando cruzamento de Pirlo. Aos 18 min, o ataque foi pela esquerda com Giaccherini que passou por dois defensores, inverteu a bola para Maggio na direita que com um pelo passe de primeira com a cabeça deixou Marchisio livre para marcar, mas o meia desperdiçou.

A Espanha seguia sua cartilha de tocar a bola a todo instante procurando os espaços e como sempre, era superior na posse de bola. No entanto, essa posse de bola do time de Vicente del Bosque se mostrava improdutiva devido a ótima marcação e disposição tática dos italianos. Ao fim do primeiro tempo, os números mostravam 7 chutes da Itália contra 2 da Espanha.

Jogadores sofreram com o caloe e a umidade (Foto: Getty Images)

Jogadores sofreram com o caloe e a umidade (Foto: Getty Images)

O time de Prandelli continuava superior em campo e aos 35 min desperdiçou a melhor oportunidade da partida em nova jogada dos laterais, que jogavam como pontas. Após ótimo lançamento de Pirlo, Giaccherini apareceu livre na esquerda e achou um belo cruzamento para Maggio, nas costas de Alba, cabecear para ótima defesa do arqueiro espanhol. O melhor lance da Fúria veio logo em seguida em passe longo de Sergio Ramos para Xavi que achou Torres. O centrovante girou para a perna esquerda e finalizou de primeira à esquerda de Buffon.

Piqué lamenta chance perdida (Foto: André Durão)

Piqué lamenta chance perdida (Foto: André Durão)

Assim como na primeira etapa, a Espanha começou o segundo tempo atacando mais e criou duas boas chances. Aos 3 min, Iniesta tabelou com Torres, recebeu na pequena área mas chutou torto. Del Bosque promoveu a entrada de Navas no lugar de Silva e o atacante levou perigo em chute forte rasteiro defendido por Buffon.

O tempo passava e as duas seleções sentiam o cansaço devido ao forte calor e a umidade em Fortaleza. O ritmo da partida caiu demais e as chances de gol desapareceram. O fator climático era tão presente que o cenário observado na partida até os 30 min era de papéis invertidos com a Itália jogando no estilo da Espanha, com posse de bola e controle do jogo, enquanto a Espanha se defendia ao melhor estilo da escola italiana.

Nos últimos quinze minutos, o time da Itália cansou e a Espanha retomou a bola em seus pés, criando oportunidades de gol. Em uma delas, Piqué desperdiçou sozinho na pequena área.

A partida foi para prorrogação e a primeira chance foi para a Itália em jogada de Maggio pela direita que sobrou limpa para Giaccherini carimbar de primeira na trave. Os espanhóis passaram a apostar na bola aérea e desperdiçaram boas chances com Piqué e Sergio Ramos. O gol quase saiu no Castelão após ótimo passe de Iniesta para Alba chutar de primeira por cima.

Bonucci foi o único a desperdiçar o pênalti (Foto: Reuters)

Bonucci foi o único a desperdiçar o pênalti (Foto: Reuters)

Na segunda parte da prorrogação, por pouco Buffon não entregou a classificação de presente ao espalmar errado o chute de Xavi, que bateu na trave. Na sequência, o experiente goleiro se recuperou defendendo chute cruzado de Navas e levando a decisão para os pênaltis.

Nas penalidades, todos os cobradores acertaram. Já  nas alternadas,  o zagueiro Bonucci desperdiçou a cobrança, e coube a Jesus Navas cobrar o pênalti que selou a suada classificação espanhola para a final da Copa das Confederações.

Cobertura completa da Copa das Confederações

A Copa das Confederações acontecerá entre os dias 15 e 30 de junho e contará com cobertura especial do Jornalismo Futebol Clube. Acompanhe de perto cada lance por meio do site e do Google Plus. Em parceria com o Google, divulgaremos nosso conteúdo na página do G+ dedicada à competição, busque pela hashtag #jornalismoFC e fique por dentro de tudo o que acontece nos gramados do Brasil.





Copa das Confederações: Volante artilheiro é lindo! Aos 40 minutos, Paulinho classifica o Brasil

26 06 2013

Mesmo jogando mal, Brasil supera as dificuldades e as “catimbas” e se garante em mais uma final

Por Gustavo Soler

 

Decisivo, Paulinho garante o triunfo brasileiro no Mineirão (Foto: AFP)

Decisivo, Paulinho garante o triunfo brasileiro no Mineirão (Foto: AFP)

Nesta quarta-feira (26), Brasil e Uruguai se encararam pela semifinal da Copa das Confederações. A partida foi realizada no estádio do Mineirão, no mesmo local em que a Seleção Brasileira venceu na inauguração do estádio. A curiosidade é que a equipe Canarinha foi representada pelo time do Palmeiras. A Celeste tem um passado que assombra o Brasil: em 1950, os uruguaios venceram a Copa do Mundo no Brasil. Nesta partida, o time de Luiz Felipe Scolari venceu no sufoco por 2 a 1 e agora espera pelo vencedor de Espanha e Itália.

A primeira etapa começou com as duas equipes se estudando muito, diferentemente dos outros jogos. O Brasil começou muito mal no jogo. Aos doze minutos, David Luiz puxou Lugano dentro da área e o juiz deu o pênalti. Na cobrança, Forlan bateu no canto direito e Júlio César fez a defesa. A seleção Brasileira não se encontrava no confronto. Aos 26 min, Hulk tabelou com Fred, porém, o camisa 19 mandou a bola pra longe.

Forlan voltou a aparecer. Aos 30 minutos, Matin Cáceres cruzou para o camisa 10, que ajeitou e bateu de esquerda, tirando tinta do gol de Júlio César. O Brasil se encontrou no jogo aos 36, após boa jogada de Marcelo pela esquerda. Fred se esticou e o zagueiro Godin fez o corte, porém, o árbitro deu tiro de meta. A equipe Canarinha chegou mais uma vez com 40 min: Paulinho lançou, Neymar ganhou na corrida de Lugano e deu um toquinho na saída de Muslera, o camisa 1 do Uruguai defendeu, no entanto, Fred aproveitou o rebote e abriu o placar.

No oportunismo, Fred abri o placar para o Brasil no Mineirão (Foto: AFP)

No oportunismo, Fred abri o placar para o Brasil no Mineirão (Foto: AFP)

O Uruguai começou o segundo tempo com tudo. Logo aos 2 min, um bate-rebate dentro da área brasileira: Cavani ganhou de Marcelo  bateu de esquerda no cantinho de Júlio César para empatar o jogo. A resposta veio rápida, aos 8 min. Muslera saiu errado, Oscar tentou o toque de cobertura, mas a zaga conseguiu desviar e mandar para escanteio. Com 11 min, Hulk cobrou falta da intermediária e Muslera rebateu de qualquer jeito.

Luís Suárez por pouco não virou o jogo depois de cobrança de falta de Forlan. O camisa 9 subiu sozinho, porém, a redonda passou sobre o gol de Júlio César. Na primeira jogada de Bernard no jogo, o meia do Atlético Mineiro cruzou na medida para Fred, no entanto, o centroavante brasileiro mandou a bola pra longe. A Celeste respondeu: Cáceres avançou pela esquerda e deixou para Cavani; o atacante do Napoli se livrou de Hernanes e chutou, a jogada desviou em Luiz Gustavo e assustou o arqueiro brasileiro.

Depois de confusão, Neymar manda beijinho irônico para González (Foto: Reprodução Sportv)

Depois de confusão, Neymar manda beijinho irônico para González (Foto: Reprodução Sportv)

Após uma falta sofrida por Neymar, o volante Álvaro González chutou a bola em cima do camisa 10, que se irritou e bateu boca com o uruguaio. Aos 36 min, González foi substituído e ao sair de campo, o camisa 20 irritou novamente o craque brasileiro, que o xingou e mandou beijinhos de tchau. Na cobrança do escanteio, a zaga afastou e no rebote Marcelo mandou por cima do gol. A pressão do Brasil era enorme. Em novo escanteio, Neymar bateu bem, Paulinho subiu mais que Cáceres e tocou para o fundo das redes. Depois do segundo tento, a pressão mudou de lado, a Seleção Uruguai tentou o empate, Muslera foi para a área, mas não deu. O Brasil chegou a mais uma final de Copa das Confederações.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 X 1 URUGUAI

Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data e hora: 26/6/13, às 16h
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Assistentes: Carlos Astroza (CHI) e Sergio Roman (CHI)
Público: 57483 presentes
Cartões amarelo: David Luiz, Luiz Gustavo, Marcelo (BRA); Cavani, A. Gonzalez (URU)
Cartão vermelho: –
Gols: Fred, aos 41’/1ºT (1-0), Cavani, aos 3’/2ºT (1-1), e Paulinho, aos 41’/2ºT (2-1)

BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes – 27’/2ºT); Hulk (Bernard – 18’/2ºT), Neymar (Dante – 45’/2ºT) e Fred. Técnico: Felipão.

URUGUAI: Muslera; M. Pereira, Godin, Lugano e Cáceres; A. Gonzalez (Gargano – 37’/2ªT), Arévalo e C. Rodriguez; Cavani, Forlán e Suaréz. Técnico: Oscar Tabaréz.





Copa das Confederações: Lugano alerta Brasil: ‘já os derrotamos’

25 06 2013

Capitão da Celeste relembra ‘Maracanazo’de 1950 e exalta superioridade uruguaia diante dos brasileiros em Olimpíadas e Copas Américas

Por Luiz Queiroga

Lugano não teme Brasil na semifinal da Copa das Confederações (Foto: Getty Images)

Nessa quarta-feira (26), um clássico do futebol mundial ocorrerá na semifinal da Copa das Confederações: Brasil e Uruguai. O tradicional duelo sul-americano revive um confronto que ganhou dimensões maiores 63 anos atrás, em 1950, quando na final da Copa do Mundo as duas seleções se enfrentaram e marcaram o triste episódio para a história verde e amarela conhecido como Maracanazo: em pleno Maracanã, a Celeste bateu o Brasil e se sagrou campeã mundial.

Agora no Mineirão, em condições semelhantes ao Mundial de 1950, as duas equipes voltam a se enfrentar num momento decisivo e num torneio da FIFA e, para o capitão uruguaio Diego Lugano, o Maracanazo pode voltar a acontecer em terras mineiras:

– Historicamente [o Uruguai] foi uma equipe que ganhou muito e em torneios grandes. Estamos encarando este jogo como uma grande oportunidade, diante de um Brasil que evidentemente tem tudo a seu favor. Mas já foi assim antes e os derrotamos. Por que não desta vez? Também precisamos saber entender que enfrentaremos uma equipe que chega em um grande momento. O Brasil é o Brasil, mas, atenção: o Uruguai também é o Uruguai – declarou ao site oficial da FIFA.

Raça da Celeste pode vencer favoritismo do Brasil, na visão de Lugano (Foto: Getty Images)

TRANQUILO: Uruguai goleia Taiti e pega o Brasil na semifinal

Se coube ao uruguaio Obdulio Varela liderar a Celeste no Maracanazo, é a vez de Lugano comandar o time para buscar o título da Copa das Confederações. O zagueiro, por sua vez, evita comparações com o capitão de 1950 e deixa claro que as condições de jogo são diferentes da final no Mundial vivida pelas duas seleções:

– Não posso me comparar com Varela, de jeito nenhum. Eram outros tempos, outras circunstâncias, outro regulamento, outros jogadores. Não é o mesmo que está em jogo. A única coisa é que são as mesmas seleções e que vai ser disputado de novo no Brasil. Mas, veja bem, o Maracanazo não foi a única vez. Fizemos o mesmo na Copa América e nem eles nem os argentinos foram campeões no Uruguai. São dados estatísticos que vão além de 1950 e que nos permitem chegar com o máximo de ambição. Somos uma geração de jogadores que já entrou para a história e queremos seguir nesse caminho – explicou.

SEM ZEBRAS: gigantes avançam para semifinal sem imprevistos

O histórico entre Brasil e Uruguai confronta diversos títulos. De um lado, a seleção pentacampeã mundial, do outro, uma bicampeã. Nos últimos confrontos, a seleção brasileira perdeu apenas uma das últimas dez partidas contra o Uruguai, além do fato de a Celeste não ganhar como visitante desde 1992. Para Lugano, é ótimo que esses números apareçam antes do duelo da semifinal e coloquem o favoritismo para o lado brasileiro, por um único motivo:

– Ótimo, melhor que eles se sintam e acreditem ser favoritos. É uma excelente ocasião para repetir os triunfos do passado contra eles, e os deste grupo de jogadores também. É evidente que, na América do Sul, Brasil e Argentina são os grandes, pela quantidade de jogadores e pela infraestrutura, mas se olharmos os títulos, o Uruguai aparece com mais Copas Américas que os dois e mais títulos olímpicos que os brasileiros. Apesar de ser óbvio que somos um país menor e temos que ganhar quatro vezes para que nossos títulos recebam a mesma repercussão que os deles – disse.

Brasil e Uruguai se enfrentam às 16h (de Brasília), pela semifinal da Copa das Confederações.

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Copa das Confederações: pela primeira vez, zebras não aparecem no torneio

25 06 2013

Desde a criação da competição, seleções com menos tradição foram destaques e bateram gigantes

Por Luiz Queiroga

Última zebra: Estados Unidos surpreenderam a Espanha e quase venceram a final diante do Brasil, em 2009 (Foto: Getty Images)

Pela primeira vez na história da Copa das Confederações, a competição não contou com nenhuma zebra surpreendendo do início ao fim, neste ano. Desde a criação do torneio, em 1992, quando ainda era denominada Copa Rei Fahd, ao menos uma seleção com menos tradição no futebol chegou à final e, em duas ocasiões, levou o título. A exceção foi 2005, que contou apenas com o Brasil perdendo na estreia para o México, único tropeço de um gigante naquela edição. Em 1995, a Dinamarca foi campeã em cima da Argentina, mas a representante da Europa não tinha tanto prestígio pelo continente que representava, ainda mais por ter sido convidada a participar da Eurocopa de 1992, mas ambas as seleções eram mais fortes tecnicamente que Arábia Saudita e Costa do Marfim.

GOLEADA: Uruguai atropela Taiti e pega Brasil na semifinal

Com os clássicos definidos na semifinal, Brasil, Uruguai, Espanha e Itália confirmaram o favoritismo e continuam na briga para erguer o troféu. Das quatro equipes, apenas a Azurra teve dificuldades para se classificar, na partida contra o Japão, na qual venceu por 4 a 3 nos minutos finais. O Uruguai corria o risco de ser eliminada na fase de grupos também, mas goleou o Taiti por 8 a 0 e contou com a Fúria vencendo a Nigéria.

Para a final marcada para o próximo domingo (29), o Maracanã receberá uma representante da América do Sul e uma da Europa, os maiores centros do futebol mundial.

BAFOTELLI: maior personagem da Copa das Confederações não pagou a água de coco

A equipe do Jornalismo FC fez um levantamento histórico para relembrar quais foram as zebras que surpreenderam gigantes e até mesmo conseguiram o título.

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Copa das Confederações: “O Troco”

24 06 2013

O colaborador Luiz Queiroga traz os mais cômicos episódios do planeta da bola com a ponta do lápis

Por Luiz Queiroga

Antes do clássico contra o Brasil, em Salvador, o polêmico mas adorado atacante Bafotelli resolveu curtir um pouco o litoral brasileiro. O problema, porém, é que o italiano se esqueceu de pagar a água de coco.

Montagem: Luiz Queiroga

TODO CUIDADO É POUCO: confira também a arte do jornalista Renato Peters, no JFC

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Copa das Confederações: Bernard assusta e será avaliado

24 06 2013

Atacante recebeu inclusive visita do técnico Cuca, que se tranquilizou ao ver o atleta

Por Luiz Queiroga

Bernard precisou sair com ajuda do campo e será avaliado nesta terça-feira (Foto: Folhapress)

Ao final do treino da manhã desta segunda-feira (24), o técnico Luiz Felipe Scolari teve um susto: após dividir um lance com o lateral-esquerdo Filipe Luís, o atacante Bernard sofreu uma contusão no pé direito.

Para retirar o jogador do Atlético Mineiro dos gramados foi preciso do auxilio dos médicos da Seleção. Eles preferiram comentar sobre o estado físico de Bernard depois de uma avaliação marcada para o dia seguinte.

DESFALQUE: Grande personagem da Copa das Confederações, Balotelli voltará para a Itália

O atacante de 20 é bastante acionado pelo técnico Luiz Felipe Scolari ao decorrer das partidas, que admirou a “alegria nas pernas” dele. Bernard participou de uma coletiva de imprensa antes do treino, na qual comentou a respeito do temperamento da torcida mineira, que estará em peso no clássico contra o Uruguai, no Mineirão, na próxima quarta-feira (26):

– Diante do futebol que estamos apresentando, acho que a torcida tem que ter um pouco de paciência para nos empurrar nesse jogo – declarou.

CLÁSSICO: Brasil bate Itália e pegará o Uruguai na semifinal

Sob os olhares de dois técnicos

Preocupado com a decisão contra o Newell’s Old Boys pela Taça Libertadores, o técnico Cuca se encontrou com o colega de trabalho Felipão nesta tarde. O treinador do Atlético Mineiro terá os desfalques do zagueiro Leonardo Silva e o volante Leandro Donizete e foi de encontro com a seleção brasileira para ter informações sobre a situação de Bernard. Pelas cenas fotografadas pela imprensa no momento da saída da concentração do Brasil, o sorriso de Cuca pode ser um bom sinal.

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