‘Podemos reverter isso’, afirma Muricy de volta ao São Paulo. Treinador tem bom histórico no 2º turno em brasileiros

11 09 2013

Técnico vai ter que melhorar o aproveitamento do time em quase 20% para afastar definitivamente a chance de rebaixamento

Por Diogo Arraes e Diogo Belley

Muricy Ramalho é o novo técnico do São Paulo e foi apresentado nesta última terça-feira (10). Ele substitui Paulo Autuori, que ficou no cargo quase dois meses, mas os resultados positivos não vieram.

Em sua terceira passagem pelo Tricolor, Muricy encontra um time bem diferente de sua última oportunidade. A equipe está na zona de rebaixamento, na 18ª posição, com 18 pontos. E teve um aproveitamento de 31,6% no 1º turno. Apesar disso, o comandante confia numa virada na segunda etapa do campeonato.

– Não pode ter medo, tem que trabalhar. O Felipão fez seu melhor e ganhou a Copa do Brasil (pelo Palmeiras no ano passado). Achei que poderia contribuir, por isso que aceitei. Senão poderia ter ido pro Catar, pois estavam me convidando. Estou muito acostumado a ficar muito tempo nos clubes. Claro que o São Paulo passa por um mal momento, mas podemos reverter isso e fazer um planejamento para o próximo ano – disse Muricy ao Estadão.

O técnico e seus comandados terão um objetivo, chegar aos 46 pontos. Para isso, o São Paulo precisa conquistar 28 pontos dos 57 que estarão em disputa no 2º turno e obter um aproveitamento de 49,1%. Mesma porcentagem do Coritiba, por exemplo. O time do Paraná teve 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, no 1º turno.

Essa margem de 46 pontos é retirada de uma base que desde 2006 (quando o campeonato passou a ter 20 times) e quatro rebaixados, nenhuma equipe caiu com no mínimo esse patamar de pontuação.

Cada campeonato tem a sua história. No ano passado o último rebaixado foi o Sport, na 17ª posição, com 41 pontos. Se a base for essa, o time que chegar aos 42 ou 43 pontos pode ser que escape da zona da degola. Os matemáticos já começaram os cálculos para este campeonato de 2013.

Probabilidades para o Campeonato Brasileiro de 2013 (Arte: UOL)

Probabilidades para o Campeonato Brasileiro de 2013 (Arte: UOL)

Retrospecto de Muricy no São Paulo é favorável

O São Paulo vive um momento totalmente diferente daquele que passou quando foi tricampeão brasileiro sob o comando de Muricy. Brigas políticas, rusgas internas entre diretoria e jogadores, atletas afastados e muitas outras coisas.

Entretanto, o técnico que começou a sua carreira de jogador e treinador no Tricolor tem um histórico muito animador para os torcedores e dirigentes que apostam suas fichas nele para tirar o time dessa zona de rebaixamento definitivamente.

Muricy emocionado com o tricampeonato brasileiro (Foto: Gazeta Press)

Muricy emocionado com o tricampeonato brasileiro (Foto: Gazeta Press)

O primeiro brasileiro disputado e conquistado por Muricy no comando do São Paulo foi em 2006. Em 19 jogos no 2º turno daquele ano, o time conseguiu fazer 40 pontos. Média superior ao que precisa agora. A diferença é que a equipe tinha terminado o 1º turno na primeira posição, com 38 pontos.

Em 2007 veio a segunda conquista, diferentemente da primeira o Tricolor terminou o 1º turno com 39 pontos, também na liderança, mas no 2º turno acabou somando menos, 38 pontos, total de 77. Também pontuação e aproveitamento acima do que necessita atualmente para a segunda etapa da competição.

Por fim chegamos a 2008, ano do tricampeonato e consagração de Muricy Ramalho como técnico do São Paulo. O time havia ficado em 4º lugar no 1º turno com 33 pontos. Logo na primeira partida do 2º turno, o São Paulo perdeu do Grêmio, que era o líder, e ficou a 11 pontos do time gaúcho.

Depois disso, o time teve uma arrancada fenomenal e somou 42 pontos no 2º turno, com 12 vitórias, 6 empates e 1 derrota. Com um total de 75 pontos, o Tricolor chegou ao terceiro título seguido e Muricy Ramalho entrou para sempre na galeria de treinadores notáveis da história do São Paulo.

Muricy Ramalho tentará novamente uma façanha. Talvez tão difícil quanto os três Campeonatos Brasileiros que ganhou em sequência, resgatar a alto estima de jogadores, o bom futebol e motivá-los para uma nova empreitada nesse 2º turno. Afinal, como ele mesmo diz, “Aqui é trabalho, meu filho!”.

TRABALHO A CURTO PRAZO

Em 2006, o técnico Muricy Ramalho chegou ao São Paulo e sagrou-se tricampeão brasileiro. O trabalho dele ficou caracterizado por dar resultados a longo prazo, já que por muitas vezes ele balançou no cargo do comando tricolor pelo mau rendimento da equipe nos primeiros semestres dos anos à frente do time, não conseguindo bons resultados na Copa Libertadores e no Campeonato Paulista.

Gesto característico mostrando que o treinador tem "sangue na veia" (Foto: Terra)

Gesto característico mostrando que o treinador tem “sangue na veia” (Foto: Terra)

Os dois últimos clubes do treinador foram Fluminense e Santos. E neles, diferentemente, conseguiu obter resultados imediatos. Na equipe das Laranjeiras, ele chegou em abril de 2010 e rapidamente montou o esquadrão que viria a ser campeão do Campeonato Brasileiro daquele ano, liderando o torneio quase que inteiro, de ponta à ponta.

Pelo Peixe não foi diferente. Muricy substituiu Adilson Baptista e logo venceu o Campeonato Paulista e a Libertadores da América. No entanto, a semelhança entre os dois trabalhos não param por aí. Após as repentinas vitórias, o técnico não conseguiu permanecer com a boa sequência nos dois clubes e acabou saindo. Situações inversas ao que se deu no Morumbi.

Agora, com o São Paulo na zona de rebaixamento, ele terá de manter o retrospecto inicial que teve por Fluminense e Santos para salvar o time de um vexame histórico. A identificação dele com clube é inegável, mas é necessário trabalho, como ele mesmo gosta de dizer. Resultados em tempo curto que o caracterizaram nos últimos anos e a montagem de grandes elencos que fizeram dele tricampeão brasileiro serão fundamentais para que Muricy tenha vida longa no clube de coração. Resta esperar.





Brasileirão dos ‘quarentões’, jogadores experientes se destacam no início da competição

6 08 2013

Alex, Seedorf, Forlán e Juninho Pernambucano mostram que a experiência aliada ao comprometimento e a boa forma física resultam em uma combinação perfeita

Por Diogo Arraes

O Campeonato Brasileiro de 2013 chegou a sua 11ª rodada e um fato chama atenção, os jogadores experientes estão se destacando e sendo essenciais para a campanha vitoriosa de suas equipes. Todos eles já passaram dos 30 anos e alguns estão próximos dos 40, mas atletas como Alex, Seedorf, Forlán e Juninho Pernambucano vem demonstrando que a vivência que eles tem no mundo do futebol tem sido muito importante.

Alex tem sido decisivo para o Coritiba no brasileirão (Foto: Andrey Heuler/Agif/Gazeta Press)

Alex tem sido decisivo para o Coritiba no brasileirão (Foto: Andrey Heuler/Agif/Gazeta Press)

Começamos por Alex, o meia esta prestes a completar 36 anos e iniciou sua carreira no Coritiba, passou por Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo, Parma e Fenerbahçe time que atuou por 8 anos. Em Outubro de 2012 retornou ao Coritiba com a intenção de conquistar títulos com a camisa do Coxa.

Já ganhou o Campeonato Paranaense deste ano e está sendo primordial para a equipe no Brasileirão. Com ele o Coritiba fez 10 jogos, ganhou 5 e empatou outros 5. Alex fez 6 gols, é o artilheiro do time e vice-artilheiro do campeonato. Sem Alex, o Coritiba perdeu o seu único jogo, contra o Cruzeiro.

Outro jogador de destaque é o holandês Clarence Seedorf, ele tem 37 anos e já passou por Ajax, Sampdoria, Real Madrid, Intenazionale e Milan, equipe pela qual atuou por 10 anos. Casado com uma brasileira, ele aceitou a proposta do Botafogo em Junho de 2012 e a torcida o recepcionou com muita festa no aeroporto.

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Neste ano de 2013, foi campeão estadual e o time aprendeu a jogar sob seu comando. É o homem de confiança do técnico Oswaldo de Oliveira e praticamente todas as bolas passam por ele. Fez 4 gols até agora no campeonato e disputou 10 dos 11 jogos do Botafogo. Com o camisa 10 em campo foram 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.

Seedorf se adaptou rapidamente ao futebol brasileiro (Foto: Bruno de Lima)

Seedorf se adaptou rapidamente ao futebol brasileiro (Foto: Bruno de Lima)

Diego Forlán foi escolhido como melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, acabou indo para a Internazionale de Milão, mas não repetiu o bom desempenho do Mundial. Em Julho de 2012 assinou um contrato com o Internacional e foi recebido por cerca de 3.500 torcedores no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

Forlán é o artilheiro do Internacional neste brasileirão com 5 gols (Foto: Alexandre Lopes/Divulgação)

Forlán é o artilheiro do Internacional neste brasileirão com 5 gols (Foto: Alexandre Lopes/Divulgação)

Teve algumas dificuldades no começo, mas neste ano de 2013 deu a volta por cima. Sob a batuta do técnico Dunga, o atacante uruguaio marcou 15 gols em 24 partidas. Aos 34 anos anotou 5 gols no brasileirão e com a chegada de Alex e Scocco pode ter a sua tarefa de fazer mais gols facilitada.

O mais experiente da lista é Juninho Pernambucano, aos 38 anos, em sua terceira passagem pelo clube, parece que o ‘reizinho’ não perdeu o dom de ajudar o Vasco quando ele mais precisa. Depois de 7 meses atuando pelo New York Red Bull, dos Estados Unidos, Juninho teve um problema com o treinador e rescindiu seu contrato. Optou por voltar ao Vasco, mesmo sem receber qualquer salário ou bonificação por isso.

Juninho Pernambucano voltou ao Vasco e o time melhorou sensivelmente (Foto: Marcelo Sadio)

Juninho Pernambucano voltou ao Vasco e o time melhorou sensivelmente (Foto: Marcelo Sadio)

Foi apresentado há pouco menos de um mês e os resultados já podem ser vistos. O Vasco jogou sem Juninho até a 7ª rodada, com 4 derrotas, 2 vitórias e 1 empate. Já com o meia foram 3 jogos com 2 vitórias e 1 derrota, sendo que o jogador marcou 2 gols e deu passes para outros gols do Vasco. Desde a sua volta, a única partida em que ele não atuou foi contra o Goiás, empate por 1 a 1.

Outros ‘velhinhos’ do brasileirão que fazem a diferença para os seus times são: D’Alessandro (32 anos), Ronaldinho Gaúcho (33 anos), Zé Roberto (39 anos), Dida (39 anos) e Rogério Ceni (40 anos).

O fato é que muitos times do futebol brasileiro sofrem com a falta de jogadores assim em seu elenco. Com experiência e qualidade técnica aliada a boa forma física, podem levar o clube há um objetivo final com mais facilidade. Sorte dos poucos times que tem jogadores desse porte em suas equipes.





Campeões mundiais pelo São Paulo tomam rumos diferentes após conquista

5 08 2013

Por onde andam todos os doze jogadores que entraram em campo em 2005 durante o Mundial no Japão

 Por Matheus de Andrade

Campeões mundiais: nem todos tiveram sucesso após 2005 (Foto: Reuters)

Após quase oito anos, o Mundial de Clubes de 2005 é difícil de esquecer para a maioria dos são paulinos, principalmente pelo péssimo momento vivido pelo Tricolor na atualidade, que está na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A final em que Mineiro marcou e o São Paulo venceu por 1 a 0 se sagrando tricampeão do mundo ainda está viva na mente de muito torcedor e remete à pergunta: por onde anda aquele time campeão mundial para sairmos dessa crise?

A conquista no Japão não foi um marco apenas para a torcida, mas também para os doze jogadores que disputaram o torneio intercontinental. Com moral pelo título mundial, Rogério Ceni, Mineiro e Cicinho disputaram a Copa do Mundo de 2006. O lateral, inclusive, foi contratado pelo Real Madrid, fazendo parte do elenco conhecido como “galáctico”, que contava com Ronaldo e Zidane. O xerife Lugano só não participou também do Mundial porque o Uruguai perdeu a repescagem para a Austrália.

A maioria dos que participaram de forma ativa da competição continuou no São Paulo e provou a força do time no ano seguinte, com oito deles tendo conquistado o Brasileirão. No entanto, uma reformulação no clube em 2007 fez com que apenas quatro campeões mundiais continuassem no Tricolor: Rogério Ceni, Edcarlos, Júnior e Aloísio. Em 2009, porém, o único campeão remanescente de 2005 a continuar no clube foi Rogério Ceni, que é peça vital até hoje no clube, mas está prestes de se aposentar.

RELEMBRE O TÍTULO: e entenda o porquê de a conquista ser heroica

As carreiras de cada um desses jogadores tomaram rumos diferentes após 2005. Todos conquistaram ao menos um campeonato nacional que disputaram. Mineiro, Cicinho, Rogério Ceni, Lugano, Josué e Grafite chegaram a disputar uma Copa do Mundo. Ainda teve quem sentisse novamente o sabor de ser campeão da Libertadores novamente: Danilo, que também foi campeão mundial pela segunda vez, pelo Corinthians, e Josué, que venceu este ano o torneio sul-americano e terá o Mundial de Clubes para tentar a segunda conquista na carreira.

Dos doze campeões, apenas três pararam de jogar: Mineiro, Amoroso e Júnior. A maioria segue disputando campeonatos de alto nível, como Lugano, que assinou recentemente com o West Bromwich para disputar o Campeonato Inglês. Outros parecem perto de se aposentar, como Aloísio, que após sair do São Paulo em 2009, já rodou por nove clubes, e acabou de acertar a ida para o futebol alagoano, para disputar a Segunda Divisão do estado, além de Rogério Ceni, que com 40 anos, pretende encerrar a carreira no final deste ano.

Confira a trajetória de cada campeão após 2005:





Cañete diz que a Lusa está ‘de olho’ no artilheiro do Brasileirão

3 08 2013

Para o duelo contra o Vitória, deste domingo, meia comenta sobre futebol de compatriota Maxi Biancucchi

Por Luiz Queiroga

Sem conhecer muito o futebol de Biancucchi, Cañete ficará de olho no compatriota (Foto: Tom Dib/LANCE!press)

O confronto entre Portuguesa e Vitória, válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, promete um duelo interessante entre conterrâneos da Argentina: o meia Cañete e o atacante Maxi Biancucchi. Enquanto na Lusa, o jogador sofre para ser o maestro da equipe, pelo Rubro-Negro, o centroavante é o destaque da competição, sendo inclusive artilheiro, com sete gols.

Mesmo não conhecendo muito o futebol de Maxi, que não atuou muito na Argentina ao longo da carreira, Cañete pregou respeito ao futebol do compatriota e alertou que a Portuguesa estará prestando atenção nele durante a partida:

– É um goleador rápido, habilidoso, então temos que ter cuidado com caras como ele. Sabe que se ele tem uma chance, aproveita, então estamos de olho nele – exaltou.

O MESSI É PRIMO DELE: Biancucchi sai da sombra do craque do Barça e começa se destacar na carreira

Ainda sem vencer fora de casa, a Portuguesa tem chances de somar os três pontos no Barradão, segundo Cañete. Por mais que o adversário esteja invicto diante da torcida, em Salvador, o meia da Lusa está confiante na vitória rubro-verde:

– A gente tem que fazer muito trabalho. Estamos conseguindo jogar, atacar, só que tem pequenos detalhes que temos que corrigir, como tentar não levar gol no final do jogo também, o que está acontecendo várias vezes já. É acreditar que temos um grupo forte para vencer lá. É uma partida muito difícil, mas temos armas para conseguir os três pontos – declarou.

As duas equipes se enfrentam nesse domingo (4), às 18h30 (de Brasília).





Autuori prevê dificuldades para recuperação do São Paulo no Brasileirão

2 08 2013

Técnico exalta comportamento do time durante excursão para reverter crise

Por Luiz Queiroga

Autuori tem procurado aproveitar ao máximo excursão do São Paulo no exterior
(Foto: Divulgação/São Paulo)

Por mais que o São Paulo tenha ficado em último na Copa Audi, após ser derrotado pelo placar mínimo para o Milan, nessa quinta-feira (1), o técnico Paulo Autuori tem visto com bons olhos a excursão do time no exterior. Para ele, por mais que haja o desgaste físico, a experiência tem sido boa para todo o elenco, que está ganhando confiança e poderá reverter a crise estabelecida no Morumbi.

– A viagem está nos exigindo muito sacrifício e nós vamos sofrer para sair dessa situação no Campeonato Brasileiro. Mas o elenco está encarando isso de frente e alguns jogadores souberam aproveitar as oportunidades para ganhar espaço e confiança para seguir adiante – declarou ao site oficial do clube.

As derrotas por placares apertados contra Bayern de Munique e Milan na Copa Audi reforçam como a defesa tem se portado bem com a chegada de Autuori no comando. O empate sem gols contra o Corinthians, no último domingo (28), mostrou como o treinador conseguiu acertar o que era a dor de cabeça da torcida do São Paulo.

Se atrás o time demonstrou melhora, do meio para frente é preciso de mais evolução. Por mais que tenha perdido contra o Milan, o Tricolor foi mais ao ataque em comparação ao jogo contra o Bayern, no qual se preocupou apenas em defender. Autuori terá bastante trabalho pela frente, mas usará bem os próximos compromissos internacionais em Portugal e no Japão para tirar pontos positivos para o retorno no Brasileirão.

– Estou aproveitando esse período para rodar o elenco. Até mesmo pela necessidade, nós estamos usando todos os atletas e eles estão ganhando espaço com isso. Precisamos muito da entrega dos jogadores nesse momento e eles não estão fugindo disso – comentou.





Após definições contrárias pelo Palmeiras, Valdivia e Barcos seguem rumos diferentes nas carreiras

1 08 2013

Enquanto o atacante saiu do Verdão preocupado em perder espaço na Seleção ao jogar na Série B, meia permaneceu no Alviverde e colhe frutos e voltou ser chamado no Chile, diferentemente do argentino, que não foi mais convocado

Por Luiz Queiroga
Colaboração de Michel Corbacho

Caminhos opostos: Valdivia permaneceu no Palmeiras e chegou à Seleção. Já Barcos, amargou 70 dias sem balançar as redes e está cada vez mais longe da Copa do Mundo (Edição: Luiz Queiroga)

Caminhos opostos: Valdivia permaneceu no Palmeiras e chegou à Seleção. Já Barcos, amargou 70 dias sem balançar as redes e está cada vez mais longe da Copa do Mundo (Edição: Luiz Queiroga)

A turbulenta crise implantada no Palmeiras foi o divisor de águas para dois atletas que eram bastante identificados com o clube: o meia Jorge Valvidia e o atacante Hernán Barcos. Após o clube ter sido rebaixado ano passado, os dois tomaram uma decisão que mudou totalmente a carreira de cada um. Enquanto o chileno se manteve no Palestra Itália e suportou as críticas e o ambiente ruim, Barcos forçou a saída para o Grêmio, com o pensamento de que se atuasse na Série B do Campeonato Brasileiro, não receberia mais chances na seleção argentina.

Atualmente líder da Segunda Divisão do Nacional, o Palmeiras tem como um dos principais jogadores Valdivia, que superou as lesões e a desconfiança e voltou a brilhar na carreira. Já Barcos, bastante criticado pela torcida gaúcha recentemente, passou por um enorme jejum de gols e não fez por merecer o alto investimento feito pelo Grêmio. O resultado foi: para os amistosos internacionais deste mês, Valdivia figurou entre a lista de convocados do Chile para o duelo contra Iraque, enquanto Barcos ficou de fora de mais um compromisso pela Argentina.

Enquanto “El Mago” se comportou como um verdadeiro capitão no Palmeiras, mesmo após uma tempestade turbulenta, Barcos seguiu o espírito de “El Pirata”, abandonou o navio e se vê preso numa ilha. Será que a falsa promessa do argentino de permanecer no Verdão amaldiçoou o pirata?

Após ser praticamente “crucificado”, Valdivia ressurge das cinzas junto com o Palmeiras

O jogador diferenciado sempre é o mais cobrado em momentos negativos e com Valdivia não foi diferente quando a Série B do Campeonato Brasileiro estava cada vez mais próxima para o Palmeiras, ano passado. As seguidas lesões do meia comprometeram o jogador de poder ajudar dentro de campo o time a sair da crise. Desde que retornou ao Verdão, em 2010, por um alto investimento, o chileno não tinha dado o retorno esperado pela diretoria e torcida. De 207 jogos que a equipe entrou em campo desde a volta de “El Mago”, o chileno atuou apenas em 91 oportunidades (44% de aproveitamento), sendo que apenas 34 foram até o apito final, segundo dados da revista Placar.

Valdivia sempre esteve no meio do tiroteio na crise do Palmeiras, mas permaneceu no clube (Foto: Arena)

Por mais que o cenário não fosse dos mais promissores, Valdivia permaneceu no Palestra Itália. Teve o nome especulado no futebol do Oriente Médio, mas se manteve no time, mesmo depois do rebaixamento para a Segunda Divisão. A chegada do técnico Gilson Kleina foi fundamental para o meia ter o quadro revertido dentro do clube. Ele juntamente com a comissão técnica promoveu um planejamento afim de não exigir muito do físico de Valdivia.

– O Valdivia é um jogador diferenciado, que faz coisas dentro de campo que outros jogadores não fazem, Por isso é tão importante para o time. Ele será poupado quando tivermos jogos aos sábados e terça, na Série B, ou quando começar a Copa do Brasil, torneio muito importante. E, claro, vamos avaliar sempre o adversário e se o deslocamento é longo – explicou o treinador.

Valdivia (direita) é submetido a um cronograma realizado por Gilson Kleina e a comissão técnica para estar disponível em jogos decisivos (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Prova de que o planejamento vem dando resultado, na última terça-feira (30), o chileno entrou em campo apenas aos 18min na partida contra o Icasa, pela nona rodada da Série B, e participou diretamente de dois lances que acabaram em gol, na vitória por 4 a 0. Por enquanto, a decisão de Valdivia de permanecer no clube foi acertada. Mais do que isso, na rodada anterior, contra o ABC-RN, o técnico do Chile, Jorge Sampaoli, esteve presente no Pacaembu para presenciar ao vivo a atuação do meia, dias antes da convocação do treinador para o duelo contra o Iraque.

– Estou feliz, agradeço a chance de estar jogando e treinando que é o que mais gosto. Aos poucos vou melhorar, o time também. O importante é que estamos tendo uma sequência de vitórias e jogando bem – exaltou.

Jorge Sampaoli (último da direita) acompanhou de perto Valdivia e resolveu convocá-lo para o amistoso contra o Iraque (Foto: Ari Ferreira/ LANCE!Press)

Após promessa de ficar no Palmeiras, Barcos sai para o Grêmio e cai em desgraça

– O amor e o carinho que eu tenho pelo Palmeiras não troco por nenhum clube.

Jejum de gols foi também culpa de Luxemburgo, segundo Barcos (Foto: Ricardo Rimoli/Agência Lance)

A frase acima foi de Hernán Barcos, divulgado num vídeo pelo próprio jogador no ápice das especulações sobre o futuro do atacante. Pouco mais de três meses depois, o argentino acertava a ida para o Grêmio, o que frustrou e revoltou a torcida alviverde.

Com um começo promissor pelo novo time, Barcos não repetiu o mesmo futebol demonstrado pelo Palmeiras. Quando Vanderlei Luxemburgo deixou o clube, o próprio argentino culpou o técnico por coloca-lo mais deslocado da posição que ele sempre atuou.

– Foram situações de jogo que aconteciam. Eu fazia um trabalho diferente do que estava acostumado, mas eram formas de trabalho. Não era o que eu queria e o que eu sabia fazer. Mas faço o que o técnico pede. Por momentos saía, outros não – comentou.

O jejum de gols fez com que parte da torcida do Palmeiras criasse um site no qual contabilizasse os minutos que Barcos não balançava as redes. A pressão pelo gol se encerrou apenas 70 dias depois, no empate contra o Atlético-PR, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. A partida marcou a estreia de Renato Gaúcho no comando do Tricolor, e o técnico demonstrou preocupação em propiciar para o centroavante o melhor estilo de jogo para que ele volte a ser o mesmo goleador do tempo do Palmeiras.

Jejum de gols de Barcos foi motivo de ironia para torcida do Palmeiras (Foto: Reprodução)

Desde a última convocação para a seleção argentina, que já contabiliza mais de 250 dias segundo o mesmo site de torcedores alviverdes, Barcos perdeu espaço para atacantes com mais agilidade. O único centroavante chamado pelo técnico Alejandro Sabella foi Di Santo, mas que não conta com muita confiança do treinador, que prefere um ataque mais veloz. Prova disso foi a convocação para o amistoso contra a Itália, que conta com, Lionel Messi (Barcelona), Rodrigo Palacio (Inter de Milão), Sergio Agüero (Manchester City) e Ezequiel Lavezzi (Paris Saint-Germain). Gonzalo Higuaín é o único centroavante garantido no elenco de Sabella e titular indiscutível.

À medida que a Copa do Mundo do ano que vem está perto, o nome de Barcos está mais distante da Argentina. Após ter saído do time que o “revelou” para o futebol mundial e o levou para a Seleção, o sonho de Barcos disputar um Mundial pode não acontecer. Concorrência não falta no setor ofensivo, Palacio não está com lugar assegurado e Scocco, reforço do Internacional, Juan Martínez, ex-Corinthians e Boca Juniors, Icardi, da Inter de Milão, e Carlitos Tevez, da Juventus, podem complicar o objetivo de Barcos. Enquanto isso, atuando pela Série B, além de Valdivia, o volante Erguren, também do Palmeiras, foi convocado pelo Uruguai para o duelo contra o Japão.

Messi (direita) é presença garantida na Copa do Mundo do ano que vem, mas Barcos tem a convocação ameaçada (Foto: Reprodução/R7)

Quando a delegação gremista retornou de São Paulo, após a derrota para o Corinthians, nesta quarta-feira, a torcida protestou contra Barcos. “Volta para o Palmeiras, safado, argentino de m… Ganha R$ 500 mil para não fazer nada”, soltou um gremista. Por mais que o convite tenha sido indigesto, não seria uma má ideia para o argentino.





Técnico da Lusa isenta Lauro de falha em gol

1 08 2013

Após time sofrer o empate no final do jogo, Guto Ferreira voltou com o discurso de preocupação com o psicológico da equipe

Por Luiz Queiroga

Lauro chegou com moral à Portuguesa, mas já é alvo da torcida (Foto: Divulgação/Portuguesa)

Para a torcida da Portuguesa, um dos vilões do empate para o Criciúma, do jogo dessa quarta-feira (31) válido pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi o goleiro Lauro. Isso porque o arqueiro saiu mal da meta rubro-verde para tentar interceptar cruzamento do adversário para dentro da área. O atacante Élton se adiantou e empatou para os visitantes, já no final do confronto. Ao término da partida, Lauro escutou de boa parte da torcida vaias e foi chamado de “frangueiro”.

NOVO TÉCNICO: Guto Ferreira tem como missão tirar a Lusa da zona do rebaixamento

O técnico Guto Ferreira, que chegou à Lusa no início da semana, por sua vez, não condenou o Lauro pelo empate sofrido nos acréscimos do segundo tempo. Assim como discursou na apresentação dele, o treinador ressaltou a importância de recuperar a moral da equipe para superar a crise.

– Não dá para jogar o cara para as piranhas. Assim não vamos resolver nossos problemas. Só erra quem está lá dentro e, neste momento, meu trabalho é recuperar os jogadores, tanto fisicamente quanto psicologicamente, para as próximas partidas.

– Ainda preciso analisar, não vi a quantos passos ele estava da bola, se foi erro dele mesmo. O Elton chegou por trás, de surpresa, então tenho de avaliar se não foi o nosso meio de campo que se desligou e não acompanhou as jogadas – declarou.

A Portuguesa volta a campo no próximo domingo, contra o Vitória, fora de casa, pela 11ª rodada do Brasileirão, às 18h30, de Brasília.








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