Aberta a temporada de caça aos ingressos da Copa

26 08 2013

FIFA inicia primeira fase de vendas dos ingressos para a Copa do Mundo 2014 e a busca promete ser intensa.

                                                                          Por João Siqueira

As vendas de ingressos para a Copa do Mundo 2014 tiveram início às sete horas da manhã da última terça-feira (20) através do site oficial da FIFA (www.fifa.com) e, ao que tudo indica, terá uma enorme concorrência. A primeira fase do processo de compra das entradas se estenderá até o dia 20 de outubro, quando, de acordo com a procura, será efetuado um sorteio para que um pequeno público obtenha a oportunidade de compra. Os preços dos ingressos vão variar de R$ 60 a R$ 1.980, considerados os valores cheios e com a meia-entrada a um mínimo de R$ 30. No dia em que antecedeu o início das vendas (19), Jérôme Valcke declarou que os ingressos poderão ser recebidos pelo correio – com custo adicional – ao invés de serem exclusivamente retirados em pontos de entrega. Esta medida visa uma melhoria na logística do processo de entrega dos tíquetes.

Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA (Foto: FABRICE COFFRINI / AFP)

O Maraca é nosso ?

É evidente que a Copa do Mundo de 2014 será, na pior das hipóteses, um grande campeonato e uma bela festa, afinal, a principal intenção dos órgãos estatais brasileiros é “mostrar” a cara do Brasil para o mundo. Porém, essa imagem que será veiculada é totalmente idealizada, construída e manipulada. O Brasil da Copa não é e nunca será o Brasil conhecido como país do futebol. Nosso verdadeiro país é aquele das peladas em favelas, campeonatos amadores, torcedores apaixonados, pessoas simples e devotos do domingo à tarde.

A construção e/ou reforma de estádios, a transformação deles em arenas e o preço inacessível dos ingressos está contribuindo massivamente para a segregação social e para a elitização do mais popular esporte nacional. O público que frequentou os estádios durante a Copa das Confederações será o mesmo presente no ano que vem – a elite social brasileira somada aos turistas.

Zico comemorando gol em frente à antiga geral do Maracanã

Talvez seja essa a causa de o Campeonato Brasileiro apresentar uma média de público de, apenas 12.900 pessoas. Tanto o governo quanto os clubes brasileiros estão plagiando o futebol europeu. As arenas, o conforto, o público e o preço estão sendo controlados, porém, diferentemente do modelo europeu, no Brasil só foram praticados insucessos. Consequentemente, a média de público tem sido desastrosa.

O futebol brasileiro está perdendo as suas características e possivelmente se entregará aos padrões FIFA e padrões UEFA. Se persistirmos nesse caminho, o verdadeiro povo brasileiro será privado da sua cultura e o acesso ao futebol será obliterado assim como a antiga geral do Maracanã, ex-patrimônio cultural brasileiro.

A construção e/ou reforma de estádios, a transformação deles em arenas e o preço inacessível dos ingressos está contribuindo massivamente para a segregação social e para a elitização do mais popular esporte nacional. O público que frequentou os estádios durante a Copa das Confederações será o mesmo presente no ano que vem – a elite social brasileira somada aos turistas.

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