Ídolo como técnico e jogador? Rogério Ceni quer ser o próximo

5 08 2013

Presidente ofereceu plano para o capitão continuar no clube após aposentadoria; goleiro aprova a ideia

Por Diogo Belley

Já é certo que Rogério Ceni irá pendurar as chuteiras ao fim desta temporada. Mas é impossível imaginar o futuro do capitão do São Paulo longe do Morumbi. Assim, o presidente Juvenal Juvêncio pretende oferecer ao goleiro-artilheiro um projeto para que ele se torne treinador do clube nos próximos anos.

Ceni, jogador que mais vezes vestiu a camisa do São Paulo, poderá ser treinador do clube (Foto: Eduardo Viana)

Tido como o maior jogador na história do Tricolor, Ceni já demonstrou interesse em virar técnico da equipe. Segundo reportagem do “LANCE!Net”, o goleiro teria dito a amigos que deseja se preparar para o possível cargo e que gostaria de se tornar auxiliar do time já em 2014.

– A minha perceptiva do Rogério não é a burocracia de uma diretoria. Ele pode até no começo começar a visualizar esse processo, não necessariamente imediatamente após a aposentadoria, mas no meu ideário ele será um cidadão que no futuro será um técnico. E eu o conheço bem – disse Juvenal, em entrevista ao site do “Diário Lance!”.

CAMPEÕES MUNDIAIS: veja qual rumo tomou a carreira dos são paulinos que jogaram o Mundial de 2005 

É possível notar a força e a liderança do atleta não só dentro das quatro linhas. Recentemente, o então diretor de futebol Adalberto Baptista, após troca de farpas com o goleiro através da imprensa, acabou demitido. A atitude do dirigente foi fortemente repreendida pela cúpula são paulina e o presidente não teve alternativas, se não a de escolher outra pessoa para o cargo.

No começo de 2012, enquanto se recuperava de uma lesão no ombro, Rogério viajou para a Europa para conhecer as estruturas e os métodos de treinamento de grandes equipes como Real Madrid e Barcelona. Apesar de já ter declarado que gostaria de chegar à presidência do São Paulo, a ideia de dirigir o time dentro de campo agrada bastante o ídolo tricolor.

Ídolos como jogadores e como treinadores

A história do futebol tem exemplos semelhantes ao que pode acontecer com Rogério Ceni. No próprio São Paulo, Muricy Ramalho foi um jogador vitorioso no clube e como técnico tricolor conquistou três vezes seguidas o Campeonato Brasileiro, um feito inédito.

Nos anos 60, Telê Santana, após passagem vencedora como jogador do Fluminense, começou a carreira de treinador na equipe carioca e conquistou um campeonato estadual em cima do rival Flamengo. Hoje ele é lembrado como um dos maiores treinadores que o Brasil já teve.

O mesmo aconteceu com Pepe, ex-jogador do Santos. Grande ídolo da história do Peixe, segundo maior artilheiro com a camisa alvinegra (atrás somente do Rei Pelé), o ex- ponta, assim que encerrou a carreira, em 1969, assumiu a base da equipe da Vila Belmiro. Em 1973, quando chegou aos profissionais, conquistou de cara um Campeonato Paulista. Depois, comandou outras equipes do futebol nacional realizando bons trabalhos.

Falcão não deu certo como treinador no Internacional (Foto: Jeremias Wernek/UOL Esporte)

Recentemente, Paulo Roberto Falcão, idolatrado no Internacional, tomou a frente do comando técnico da equipe. Mesmo conquistando o Campeonato Gaúcho de 2011, ele não resistiu a campanha irregular durante o Brasileirão daquele mesmo ano e toda a história dele no clube não valeu de nada, acabando demitido após derrota por 3×0 para o São Paulo, no Beira-Rio. O mesmo aconteceu com o ex-atacante Fernandão, que chegou para substituir Dorival Júnior, mas não foi bem dirigindo a equipe e acabou dispensado depois de 26 partidas.

Hoje, o treinador do Colorado é outro ídolo da equipe gaúcha. O primeiro trabalho do ex-volante Dunga como técnico foi na seleção brasileira (assim como Falcão, em 1990). O técnico vem tendo um bom desempenho e a equipe dele é uma das cotadas a ser campeã nacional deste ano.

A outra metade do Rio Grande do Sul também e comandada por um ídolo. Renato Portaluppi foi campeão da Libertadores e do Mundo como jogador do Grêmio e hoje tenta repetir o feito como treinador, na segunda passagem dele neste cargo pela equipe. Com um bom time em mãos, ele tem grandes chances de obter resultados positivos.

Guardiola fez sucesso como jogador e como técnico no Barcelona (Foto: David Ramos/Getty Images)

Fora do Brasil, existem os exemplos de Fabio Capello, que com o Milan ganhou duas Champions League como jogador e duas como treinador. Pep Guardiola, ídolo do poderoso Barcelona, fez história tanto dentro como fora das quatro linhas, sendo multicampeão pelo clube catalão.

Resta agora esperar para saber se Rogério Ceni irá manter a sina vitoriosa como atleta e ajudará o São Paulo a reconquistar grandes títulos, ou se o destino trará para ele um futuro sem sucesso como possível treinador. O passado já mostrou os dois lados da moeda.

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