‘São Victor’: goleiro se torna ídolo e acaba com ‘maldição’ no Atlético-MG

25 07 2013

‘Salvador da pátria’, Victor resolveu problema na meta atleticana e foi um dos destaques do título da Libertadores

Por Luiz Queiroga

Iluminado! “São Victor” se consagrou como ídolo da torcida atleticana (Foto: Alexandre Alliatti)

A noite dessa quarta-feira (24) fez com que uma dúvida pairasse sobre o Mineirão: será Victor o goleiro mais importante da história do Atlético-MG? Não é exagerado o torcedor que afirma que o time foi carregado nas costas de Victor nas fases finais da Taça Libertadores da América. Sempre que acionado, o arqueiro demonstrou segurança, seriedade e ousadia para ajudar na classificação do Galo até a decisão contra o Olimpia.

A primeira grande prova que Victor merecia ser canonizado em Minas Gerais aconteceu nas quartas de final da Libertadores, diante do Tjuana. Aos 48 minutos do segundo tempo, o coração atleticano bateu mais forte quando o árbitro assinalou pênalti a favor dos mexicanos. Mas Victor interveio e garantiu a classificação para a semifinal. Nessa fase, contra o Newell’s Old Boys, novamente Victor foi decisivo, nas cobranças de penalidade, na qual ele defendeu chute do principal jogador do time argentino, Maxí Rodriguez. Na decisão, contra o Olimpia, a cena se repetiu: com os pés, goleiro atleticano evitou a primeira cobrança, realizada pelo batedor oficial dos paraguaios, Miranda.

Victor garantiu a classificação para a semifinal com os pés (Foto: LANCE!Press)

Se até então, o arqueiro João Leite era considerado como o maior da história do Galo, Victor demonstrou qualidade o suficiente para desbancar o jogador que mais vezes defendeu as cores do Atlético-MG (684 jogos).

Vaga em lista seleta de goleiros na Libertadores

Marcos (esquerda), Cássio (centro), Rogério Ceni, Dida e Zetti: Victor cravou o lugar na seleta lista de goleiros que foram destaques em títulos brasileiros (Foto: ESPN)

As atuações de Victor o cravaram como mais um goleiro fundamental para que o Brasil conquistasse a América. O primeiro da lista é Zetti, que salvou o São Paulo na decisão contra o Newell’s Old Boys, em 1992. Depois foi a vez de Dida se consagrar, em 1997, quando defendeu dois pênaltis contra o chileno Colo Colo, na semifinal. Dois anos depois, foi a vez de Marcos se consagrar com a torcida do Palmeiras ao decidir contra o Deportivo Cali, na final, e antes, nas quartas, contra o rival Corinthians, nas cobranças de pênaltis.

Em 2005, Rogério Ceni foi bastante seguro debaixo das traves e foi decisivo na frente, se tornando o artilheiro do time na competição. Ano passado, o goleiro Cássio teve o momento heroico diante do meia Diego Souza, em pleno Pacaembu. Cara a cara, o arqueiro conseguiu evitar lance do vascaíno, já nos minutos finais da partida.

Copa do Mundo mais “palpável”

As ótimas atuações de Victor pelo Atlético-MG, principalmente na Libertadores, redirecionam todos os holofotes da seleção brasileira novamente em cima do goleiro. Com Dunga, em 2009, ele esteve presente na campanha da Copa das Confederações de 2009 e quase garantido para a Copa do Mundo do ano seguinte, na África do Sul. Ele, porém, foi preterido pelo questionado Doni. Gomes, primeiro goleiro reserva, já estava com a vaga garantida.

Victor não demonstrou frustração com a não participação no Mundial, mas se o coro pelo retorno de Ronaldinho Gaúcho para a Seleção após o título da Libertadores, o goleiro pode novamente sonhar com uma vaga para a Copa no Brasil. Ainda sem definir o substituto de Júlio Cesar na meta, Luiz Felipe Scolari tem optado por Diego Cavalieri, em baixa no Fluminense, e Jefferson, do Botafogo.

Contratação mais do que certeira

O Atlético-MG sofria para achar alguém à altura de substituir o goleiro Diego Alves, que foi negociado para o futebol europeu em 2007. Desde a saída dele, a diretoria contratou diversos arqueiros para herdar a posição de Diego, mas nenhum vingou. Edson, Juninho, Bruno, Aranha, Carini, Marcelo, Giovanni e Renan Ribeiro vestiram a camisa 1, mas sucumbiram. Até mesmo o experiente Fábio Costa foi contratado, à pedido do até então técnico Vanderlei Luxemburgo, mas o polêmico goleiro pouco fez.

Foi quando o presidente Alexandre Kalil surpreendeu e anunciou a contratação de Victor, no dia 29 de julho do ano passado. O clube não poupou investimentos e bancou pouco menos de R$9 milhões para tirá-lo do Grêmio. A contratação foi vista como precipitada por parte da imprensa mineira e até mesmo de torcedores, mas mostrou-se acertada logo nos primeiros meses. Pelo Atlético-MG, Victor ainda faturou o Campeonato Mineiro deste ano.

Alexandre Kalil anunciou pelo Twitter a contratação de Victor (Foto: Reprodução/Twitter)

A faixa pendurada por um torcedor na casa do goleiro após o milagre efetuado diante do Tijuana representa o que toda a nação atleticana sente por Victor: “Obrigado São Victor”.

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