De volta a Portuguesa, Diogo espera um bom ano para a equipe no Brasileirão

24 05 2013

Diogo retorna a Portuguesa para a disputa do Brasileirão e acredita que o time fará um bom campeonato

Por: Camila Andrade

'Tive outras propostas, mas o que pesou foi a vontade de voltar e minha identificação com a Portuguesa', afirmou o atacante Diogo (FotoArena)

Após passagens por Olympiacos, Flamengo e Santos, Diego retorna a Portuguesa (FotoArena)

Em entrevista exclusiva ao Jornalismo Futebol Clube, Diogo Luis Santo, falou sobre o começo de sua carreira na Portuguesa, suas passagens pelo Olympiacos, Flamengo, Santos, até sua volta ao Canindé.

O atacante Diogo, de 25 anos, aliado a sua técnica, logo no inicio foi destaque pelo Campeonato Paulista da série A2, em 2007, onde foi campeão. Na série B do Brasileiro, marcou 18 gols em 28 partidas, o que lhe rendeu, além do acesso do clube a elite do futebol brasileiro, o prêmio de melhor jogador da competição, naquele mesmo ano.

No Olympiacos (2008/12), conquistou a Super Liga Grega e Copa da Grécia. Emprestado ao Flamengo em 2010, teve uma passagem rápida e foi para o  Santos, no ano seguinte, conquistando  o Campeonato Paulista e a Copa Libertadores da América.

Diogo rescindiu seu contrato com o time grego e retornou em março de 2013 para a Portuguesa. Não pode ser inscrito no Paulista da A2 e viu de perto o segundo título do clube na competição. Até agora jogou somente duas partidas pela Copa do Brasil e aguarda ansioso o começo do Brasileirão e crê que a Lusa tem uma equipe experiente e poderá fazer um bom campeonato. Confira a entrevista do JFC com o jogador.

JFC: Como você se descobriu no futebol?

Diogo: Eu gosto de futebol de pequeno, desde quando eu nasci, praticamente. Quando tinha sete anos, minha mãe me levou para jogar em uma escolinha, que chama Pequeninos do Jóckey, joguei lá minha infância toda. Com 13 anos fiz um teste na Portuguesa e acabei ficando aqui. Passei por todas as categorias de base, até chegar no profissional. Quando cheguei no juvenil, vi que a coisa estava ficando um pouco mais séria. Então foi a partir daquele momento que achei que poderia tentar. Sabia que era difícil, tinha a possibilidade de dar certo, como também de não dar.

JFC: Você começou a jogar na Portuguesa e foi destaque tanto na A2 do Paulista, quanto na série B do Brasileiro, quando chegou a marcar 18 gols em 28 jogos, como foi isso?

Diogo: Eu tinha subido em 2006, foi um muito ano complicado, o time quase caiu para a série C do campeonato. Então a equipe veio muito desacreditada, e em 2007, foi perfeito. Para nós, saber que éramos desacreditados desde o começo, e provamos o contrário, fomos campeões da A2. Na série B, tivemos alguns tropeços no começo, foi muito difícil, mas conseguimos dar a volta por cima e também conseguimos o acesso. Foi muito especial para mim.

Diogo atacante do Olympiacos (Foto: Reuters)

Diogo atuou no Olympiacos, da Grécia (Foto: Reutres)

JFC: Após isso, você foi contratado pelo Olympiacos. Como foi sua passagem em terras gregas?

Diogo: Na verdade, foi na metade de 2008. Joguei algumas partidas do Brasileirão e logo depois fui vendido. Tenho um carinho muito especial pelo Olympiacos, fui recebido com muito carinho lá, meu primeiro ano foi muito bom. Ganhamos os dois títulos que disputamos, fiz gols. Então foi um ano bem especial. No segundo ano não foi tão legal, porque eu sofri com muitas lesões. Não foi a mesma coisa.

JFC: Como é sair jovem e ir para um país com outro idioma, outra cultura?

Diogo: O que ajudou bastante foi o clima do país na época que eu peguei, muito quente. Depois veio o frio, mas comparado com outros países da Europa não é igual à Rússia, Itália, Ucrânia, que o pessoal fala, que sofrem bastante. É claro que é diferente. A língua também é muito complicada, mas ali tinham outros brasileiros. Minha mãe ia sempre. Então procurava ficar perto desse pessoal, para superar isso.

JFC: Você chegou a ir para o Flamengo por empréstimo, na época que estava tendo o caso do Bruno e problemas também com o Adriano, conte-me sua passagem pelo clube carioca.

Diogo: Acho que cheguei em um momento errado, vamos dizer assim. Estava toda aquela polêmica do Bruno, que deu no que deu. Depois o Adriano saiu também. Talvez não era o momento ideal para eu ter ido. Foi um ano complicado não só para mim, mas para o clube inteiro, tanto na parte do futebol, como na parte interna do Flamengo. Então essa passagem não foi muito legal, pelos problemas que tiveram.

JFC: Em 2011 você jogou no Santos, o clube foi campeão da Libertadores, mas você não jogou muito. Como foi sua passagem na equipe santista?

Diogo: No Santos, fiquei chateado pela lesão que tive. Fiz uma sequencia boa no começo do campeonato, depois veio uma lesão séria, parei por três meses e meio. Quebrei um ossinho das costas, acabei me afastando na melhor parte. E a gente tem que ser realista também, depois o time engrenou, foi campeão paulista e da Libertadores. Após isso, voltei para a Grécia e agora retornei a Portuguesa.

JFC: Você não foi inscrito pela A2, jogou duas partidas pela Copa do Brasil, o primeiro no Mato Grosso e depois naquele jogo da eliminação, em que a torcida protestava, mas te apoiavam. Como foi aquele momento?

Diogo: Fiquei muito chateado pela situação. Nós entendemos a torcida naquele jogo, porque não é uma coisa normal, realmente eles tem que protestar. Todo o respeito à equipe do Comercial, que teve os seus méritos, mas a Portuguesa não pode tomar um sete a zero. Isso é ruim pra imagem e até para os torcedores. Eles ficaram bastante magoados naquele jogo. Sou contra a violência, tiveram alguns casos de atacar pedra, eu sou contra também. O protesto é válido, o torcedor paga ingresso e tem o direito de protestar da forma que eles quiserem, mas o caminho da violência sou totalmente contrario.

JFC: Como foi pra você acompanhar o time campeão da A2, de fora?

Diogo: A parte ruim é não poder jogar e ficar só treinando. Muitas vezes, eu treinava pouco, porque o time tinha que treinar para jogar o campeonato. Então ficava ansioso, daquele jeito “Pô, não vou poder treinar, não vou poder jogar”, então essa foi à parte ruim.

Diogo se prepara para atuar pelo Brasileiro (Foto: divulgação/Site oficial)

JFC: Você veio para atuar no Brasileirão. Como está sua preparação para o campeonato?

Diogo: Estou um pouco apreensivo para falar a verdade. Mas isso é bom, porque fiquei tanto tempo treinando e quando chega à semana de poder treinar para jogar falo: “Nossa! Não acredito, passou rápido”, assim entre aspas. Então estou feliz e um pouquinho ansioso, mas quando chegar a hora do jogo, isso passa.

JFC: O que você espera com a sua volta em relação ao clube e a torcida?

Diogo: Espero que seja um ano bom. Você vê que a torcida está um pouco desconfiada com o time, num ano complicado também, porque é um ano de eleição no clube. Então sabemos que sempre é difícil para qualquer clube, mas espero que a possamos superar e fazer um grande campeonato. Temos condições, vou deixar bem claro que temos jogadores experientes. Vamos fazer um bom campeonato.

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25 05 2013
No clássico luso-brasileiro, Vasco e Portuguesa se enfrentam em busca dos primeiros pontos no Brasileirão |

[…] com um de seus maiores reforços, Diogo, que retornou ao clube para disputar a competição e concedeu uma entrevista exclusiva ao JFC, nesta semana, e além dos veteranos, Correa, Souza e Valdomiro. O capitão rubro-verde falou […]

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