São Paulo/Penalty e Liverpool/Warrior Sports, casos com semelhanças

17 01 2013

Estratégias dos clubes e das empresas chamam atenção por algumas similaridades

Por Victor Storti

Jogadores desfilaram com as novas camisas do São Paulo para esta temporada (Foto: Luiz Queiroga/Jornalismo FC)

Jogadores desfilaram com as novas camisas do São Paulo para esta temporada (Foto: Luiz Queiroga/Jornalismo FC)

O recente acordo entre o São Paulo FC e a Penalty impressiona pelos valores envolvidos no negócio. O contrato de três anos firmado pelas duas partes prevê o pagamento de R$ 36 milhões anuais ao clube paulista, totalizando R$ 108 milhões. Dados que, segundo o próprio Tricolor afirmou, confirmam o acerto como o maior patrocínio do país.

A Penalty buscou um grande clube do país e fechou o maior contrato do futebol nacional, para assim tentar quebrar a hegemonia de empresas multinacionais, como Nike e Adidas, e reaver um espaço nesse mercado perdido já faz um tempo.

Em um caso parecido, no começo de 2012, o Liverpool, time tradicional do futebol inglês, fechou um acordo milionário com a Warrior Sports, empresa norte americana até então desconhecida do mundo futebolístico.

O Liverpool deixou de renovar com a Adidas para fechar com a novata Warrior Sports (Foto: Divulgação)

O Liverpool deixou de renovar com a Adidas para fechar com a novata Warrior Sports (Foto: Divulgação)

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Veja os uniformes 2013 que o São Paulo lançou junto com a Penalty
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Fazendo um comparativo entre os dois casos, pode-se notar duas situações. Primeiramente, o objetivo e a estratégia que as duas empresas visaram. A brasileira buscava uma reafirmação no mercado nacional, enquanto que a estadunidense procurava entrar no mercado do esporte mais assistido no mundo.

Vale ressaltar que antes do São Paulo, a Penalty fornecia seus produtos para apenas três clubes da série A do Brasileirão: Náutico, Vasco e Vitória. No caso da Warrior Sports, a marca nunca tinha fechado acordo com equipes da Premier League.

São Paulo e Liverpool já se enfrentaram uma vez, no Mundial de 2005; o Tricolor conquistou o torneio (Foto: AFP)

São Paulo e Liverpool já se enfrentaram uma vez, na decisão Mundial de 2005; o Tricolor não levou em consideração do rival e faturou o título na ocasião (Foto: AFP)

A estratégia adotada pelas duas fornecedoras foi a mesma: contratos multimilionários com grandes clubes reconhecidos mundialmente, que, inclusive já se enfrentaram, em 2005, na final do Mundial de Clubes. O São Paulo, inclusive, fez um filme à respeito da conquista.

O segundo ponto a ser abordado é a preferência dos clubes. Nos dois casos, houve a escolha de empresas menos reconhecidas no mercado mundial, em detrimento as consagradas multinacionais. Essa tática das equipes privilegiou o aspecto financeiro. Com o acordo firmado com a Penalty, o Tricolor consolidou o maior contrato de material esportivo do Brasil, ficando à frente das maiores parcerias até então, Corinthians (Nike) e Flamengo (Adidas).

Já os Reds, com a adesão da Warrior Sports, tornaram-se o segundo maior contrato da Inglaterra, desbancando rivais como Chelsea (Adidas) e Manchester City (Nike). O Manchester United mantém o topo da lista inglesa, patrocinado pela Nike.

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