Olímpico: mais de cinco décadas monumentais – O nascimento e o crescimento do estádio

30 11 2012

Como o estádio passou de Olímpico a Olímpico Monumental e a importância do estádio para recolocar o Grêmio no caminho dos títulos

Por Stéfano Bruno

Montagem Olimpico

Estádio Olímpico, da construção aos dias de hoje (Montagem: Stéfano Bruno/Jornalismo FC)

O Jornalismo FC começa hoje uma série de três matérias que contaram algumas histórias de um dos estádios mais tradicionais do mundo: o Olímpico Monumental.

Com 58 anos de existência, histórias não faltam para o estádio do Grêmio. Na série de matérias feita pelo Jornalismo FC, vamos contar histórias de Gre-Nais, do Alcindo, maior artilheiro do estádio, entre outras.

Hoje contaremos como o estádio surgiu e como passou de Olímpico para Olímpico Monumental. O estádio também foi importante para o Grêmio dar fim a duas supremacias vermelhas no Gauchão.

Nascimento e crescimento do Olímpico

Após a sua fundação, em 15 de setembro de 1903, o Grêmio realizou as suas primeiras partidas no estádio da Baixada, mais conhecido pelos tricolores como o Fortim. Mas, com o crescimento do tricolor gaúcho, o estádio foi ficando cada vez menor, e precisou se reinventar.

Buscando uma forma de ampliação, O Grêmio alargou o gramado do Fortim em nove metros, mas não obteve sucesso. Com isso, a diretoria do imortal tricolor não se viu em outra alternativa, que não fosse à construção de um novo estádio.

O anúncio oficial que o clube iria trocar de estádio, ocorreu em 1940. Na época, o Grêmio era constantemente vencido nos Gre-Nais (o Internacional foi hexa do Gauchão na década), com isso, criou-se a “recuperação do orgulho gremista”. O Grêmio criou o símbolo do mosqueteiro e a frase “Com o Grêmio onde o Grêmio estiver”. Faltava apenas a nova casa para contar novas histórias.

A reconstrução gremista

Para o Grêmio, a década de 1940 pode ser descrita com apenas uma palavra: reconstrução. Reconstrução que ocorreu dentro e fora do campo. Após 14 anos, o Grêmio voltou a conquistar o Campeonato Gaúcho.  Para coroar a década de 40, o clube conseguiu os documentos necessários para a construção do estádio olímpico.

O início dos anos 50 foi de mãos a obra para os gremistas. Até que chegou o grande dia. Em 19 de setembro de 1954, com capacidade para 38 mil pessoas, era inaugurado o estádio Olímpico. Após um belo desfile de abertura, o Grêmio teria o Nacional, do Uruguai, como o primeiro adversário do novo estádio. O resultado não poderia ser mais satisfatório: 2 a 0 para a equipe tricolor. Os dois gols da equipe gaúcha foram marcados por Vitor, que entrou no decorrer da partida no lugar de Camacho.

Nada agradável foi uma grande confusão ocorrida após o término da partida. Após uma briga generalizada, o árbitro da partida, que tinha tendências gremistas, teve a sua camisa rasgada pelos inconformados uruguaios.

O Grêmio fechou a década de estádio novo e, de quebra, com cinco títulos consecutivos do Gauchão.

Ampliação e transformação do Olímpico

Em 1958, buscando uma maior capacidade ao estádio, o Grêmio começou a ampliar o anel superior do estádio Olímpico. Reforma que seguiu durante toda a década seguinte. Década essa que marcou grandes ídolos do estádio, como o zagueiro Pavilhão, o lateral Everaldo, Alcindo, o maior artilheiro do Olímpico, e Gessy, terceiro maior artilheiro do estádio.

As reformas iniciadas em 1958 tiveram fim em 1971, ano em que o estádio passou por reformulações decisivas. Neste ano, o antigo portão de madeira foi substituído pelo Pórtico, que hoje serve como cartão de visita na entrada do estádio. Três anos depois, o Grêmio trocou o alambrado pelo fosso que separa a torcida do gramado.

Na década de 70, os gremistas viram uma nova supremacia vermelha. O Internacional conquistou oito títulos consecutivos do Gauchão. Mas o Olímpico cresceu na hora certa. Em 1977, André Catimba, atacante do imortal tricolor, fez o gol que deu fim à supremacia colorada e fez com que o Grêmio voltasse ao cominho dos títulos. Embora, tenha sido um belo gol em um Gre-Nal, a comemoração de André foi quem ficou mais conhecida. O atacante resolveu comemorar o gol dando uma cambalhota, mas acabou errando o salto, como podem ver no vídeo abaixo.

Após fechar o ciclo de derrotas estaduais, Hélio Dourado, presidente do Grêmio a partir de 1976, retomou as obras no anel superior do estádio. Era a transformação do Olímpico em Olímpico Monumental. Em busca de sacos de cimento e dinheiro para a reconstrução do estádio, Hélio percorreu boa parte de Santa Catarina e Paraná, pedindo a ajuda de torcedores. A “colheita” foi produtiva. Ao todo, foram doados 26 mil sacos de cimento. Criado em 1979, o Bolão Tricolor havia mudado o nome para Bolão do Grêmio, e também foi decisivo para a viabilização dos 13 módulos da construção.

No dia 21 de junho de 1980, o Olímpico Monumental foi inaugurado com a vitória sobre o Vasco por 1 a 0, em partida amistosa. Começava-se uma nova era. Era de conquistar o Brasil, a América e o mundo.

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