Principal concorrente do Corinthians no Mundial, Chelsea atravessa período turbulento

27 11 2012

Os Blues não vêm de boas atuações em suas últimas partidas

Por Caio Martins

Time do Chelsea vem sofrendo mais gols do que o de costume (Foto: AP)

Todos os Mundiais de Clubes têm como favoritos os clubes europeus e sul-americanos. Salvo o de 2010, quando o Internacional perdeu para o congolense Mazembe nas semifinais do torneio, as finais do campeonato organizado pela FIFA sempre foram disputadas entre esses favoritos. Após o drama colorado em Abu Dhabi, um sinal de alerta foi ligado por esses clubes. E neste ano, não é só o Corinthians quem deve se precaver. Há pouco mais de um mês, o Chelsea despontava como o grande favorito com um futebol mais ofensivo do que o apresentado na última temporada. Agora, no entanto, o time inglês atravessa um período turbulento e já tem o seu favoritismo muito questionado. Até na semifinal.

Nem a boa fase de Oscar tem conseguido fazer o Chelsea vencer (Foto: Getty Images)

Insatisfação na Premier League

O Chelsea, com as contratações dos meias Oscar e Eden Hazard, mudou seu estilo de jogar nessa temporada: passou de um jogo retrancado para um estilo mais ofensivo.  O início dos Blues na Premier League, a primeira divisão inglesa, foi de excelente aproveitamento: nas primeiras oito partidas, foram 7 vitórias, inclusive em clássicos contra Arsenal e Tottenham, fora de casa, e um empate. A equipe, porém, teve uma queda de rendimento após uma derrota para o Manchester United por 3 a 2, em Stamford Bridge. Na ocasião, o árbitro da partida cometeu muitos erros contra os donos da casa, o que gerou muitas reclamações dos londrinos.

Logo após o revés para os Red Devils pelo Campeonato Inglês, o Chelsea vingou-se na Capital One Cup: 5 a 4 na prorrogação, em partida emocionante. Depois, só decepção: empates com Swansea, Liverpool e Manchester City, além de uma derrota para o surpreendente West Bromwich custaram aos Blues a liderança da Premier League.

Situação complicada na UEFA Champions League

Atuais campeões do maior torneio interclubes do mundo, os ingleses do Chelsea estão em uma situação, no mínimo complicada, na competição. O time se encontra na 3ª posição de seu grupo e precisa vencer o Nordsjaelland, da Dinamarca, no Stamford Bridge, e torcer por uma derrota da Juventus para o Shakhtar Donetsk na Ucrânia para avançar às oitavas.

Di Matteo em sua última partida no comando do Chelsea: técnico não resistiu aos 3 a 0 impostos pelos italianos (Foto: Reuters)

O problema é torcer contra a Velha Senhora: o time comandado por Antonio Conte, em seus últimos 58 jogos, sofreu apenas duas derrotas. Recentes, contra Inter e Milan, é verdade. Mas apenas duas. Esse cenário de desespero azul foi criado após empate com a Juve na Inglaterra e derrotas para os ucranianos e italianos fora de casa. A última derrota, para a Juventus em Turim, e a possibilidade de o Chelsea tornar-se o primeiro campeão europeu a ser eliminado na primeira fase no torneio seguinte custaram o emprego do técnico Roberto Di Matteo, que levou a equipe ao título inédito da Liga dos Campeões quando o time encontrava-se em situação complicada e desacreditado. A demissão do comandante só aumentou o princípio de crise londrina.

Rafa Benítez e um novo empate

Rafa Benítez em seu primeiro treino nos Blues (Foto: Divulgação/Chelsea FC)

Para o lugar de RDM, Roman Abramovich, proprietário do Chelsea, buscou a contratação do experiente técnico espanhol Rafa Benítez, vice do Mundial em 2005 com o Liverpool e campeão do torneio com a Inter de Milão em 2010. O treinador, aliás, não treinava uma equipe desde que deixou os nerazzuri.

Sua contratação, interina, foi muito criticada pela torcida dos Blues, muito por conta da identificação do espanhol com o Liverpool, um dos rivais do clube. Em sua estreia, uma partida complicadíssima: Manchester City em Stamford Bridge. Apesar de boa movimentação das duas equipes, o placar não foi alterado.

À princípio, Rafa Benítez foi contratado como um “técnico tampão”. Mas, caso o comandante consiga aliar a velha retranca azul vista na última temporada, que “sumiu” desde a conquista da Europa, ao novo DNA ofensivo da equipe, há a possibilidade de que o Chelsea recupere o seu bom futebol e volte a conquistar bons resultados. Com isso, poderia haver uma chance de permanência. Benítez, aliás, tem um trunfo: Fernando Torres. O atacante espanhol vem de temporadas ruins e é constantemente criticado, mas foi sob o comando de Rafa que o camisa 9 teve o melhor aproveitamento da carreira e despertou o interesse do Chelsea, onde ainda não encantou os torcedores.

Rafa Benítez já sofreu protestos da torcida em sua primeira partida no comando do Cheslea (Foto: Getty Images)

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