Corintianos que irão ao Japão dão a receita para vencer a ansiedade e se preparar para a viagem

21 11 2012

Saiba como está o coração de alguns torcedores prestes a irem ao Japão

Por Lucas Imbroinise, do Site Esporte Clube

Muitos torcedores do corinthians se deslocarão para o Japão (Foto: Nelson Almeida)

Em meio à euforia, muitos garantiram presença no Mundial de forma antecipada. A noite de 4 de julho de 2012 pôs tudo em segundo plano. Ali, com a tão sonhada Taça Libertadores em mãos, nada parecia ser mais perfeito do que aquilo tudo. “Eu vou ao Japão”, diziam os mais otimistas. E eram muitos. Ainda são. Segundo as contas de algumas agências de viagem e da própria torcida corintiana, em dezembro o Japão presenciará, de fato, uma verdadeira invasão alvinegra. Mas o que pensam esses torcedores? Como está a vida deles atualmente, um mês antes da viagem? O que eles esperam? Para continuar a série com o Jornalismo Futebol Clube, a reportagem do Site Esporte Clube tentou chegar a algumas respostas para as perguntas citadas acima.

Rodrigo Kanekazi tem 19 anos, mas não tem pensado muito em curtir a juventude nas últimas semanas. Aliás, não pensado praticamente em nada, com exceção do Corinthians e o Mundial. Morador da zona sul da cidade de São Paulo, ele vai sozinho para o Japão ver seu maior amor tentar conquistar o maior título do futebol mundial. A ansiedade é tanta que ele nem sabe explicar o turbilhão de emoções que já lhe atinge. “Os dias pararam, sabe? Mal consigo dormir, pensar em outra coisa. Tento me distrair, mas é complicado”, explica.

Essa será a terceira viagem de Rodrigo para acompanhar o Corinthians jogar. O promotor de eventos já esteve também no Rio de Janeiro e em Presidente Prudente. Nunca tinha ido tão longe. Para as tantas horas de avião que estão pela frente, vencer a ansiedade talvez pode ser mais difícil que bater o Chelsea. Mas Rodrigo não se abate. Faz parte do bando de loucos e para aqueles que acham que é pouco, ele responde: “Vou sozinho, vai ser um sacrifício pelo Corinthians. Eu vou por amor e é isso que importa!”.

Principal torcida organizada do Corinthians, Gaviões da Fiel tem filial no Japão (Foto: Renato Rodrigues)

Paixão igual vive José Carlos Oliveira, gerente de uma loja de 53 anos. Zé, como gosta de ser chamado o paulistano que vive no bairro do Morumbi, vai tirar as férias que não tira há 2 anos só para ver seu time jogar do outro lado do mundo. Pior do que junto dinheiro, foi convencer a esposa: “Ela não queria de jeito nenhum. Até que eu fiz um charme daqui, outro de lá, e convenci. Quando voltar, vou ter que recompensá-la de alguma forma”, conta.

Ao contrário de Rodrigo, o experiente comerciante não quis pesquisar muito os preços. Entrou na primeira agência de viagem que escolheu e acertou tudo. A vontade de fechar logo o pacote era tão grande, que ele não quis sequer se preocupar com benefícios e vantagens. Já o jovem de 19 anos foi mais cauteloso. “Tentei ver por agências, mas estavam cobrando muito caro. Vi por conta própria e economizei metade do que iria gastar”.

Quem não precisou esquentar muito a cabeça com toda essa burocracia foi Erika Tamura. Natural de Araçatuba(SP), ela vive no Japão há 14 anos. E só em 2012 foi perceber quantos corintianos residem no país. “Fui ver alguns jogos da Libertadores com o pessoal da Gaviões da Fiel daqui e fiquei impressionada. Eles penduram bandeiras no bar, cantam, é um clima de arrepiar.”, conta ela, que já garantiu presença nos jogos “em casa” do Mundial.

De uma forma ou de outra, os que estarão lá, estarão iguais. Do mesmo jeito, com o mesmo desejo, com a mesma felicidade de simplismente estarem lá. A ansiedade continua vencendo o sono, as precoupações cotidianas. Mas a frustração passa longe. Rodrigo Kanelazi resume bem o que pensam os corintianos: “Não tenho medo de fazer tudo isso e ver uma derrota. Claro que seria chato, mas não seria uma imensa frustração. Vou lá por amor!”.

Zé concorda. E acrescenta: “Se perdemos para o Chelsea, vai ser uma honra. Eles eliminaram o Barcelona no início do ano. Se eu fosse santista, ficaria muito orgulhoso de ter sido goleado pelo melhor time do mundo. Bem ou mal, é uma honra. Você nunca espera chegar tão longe. Há 4 anos, estávamos na Série B e hoje estamos no Mundial. O corintiano precisa ter noção disso. Temos de estar felizes o ano inteiro”.

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