Corinthians é freguês histórico do Grêmio na Copa do Brasil

25 09 2013

Time paulista venceu apenas uma vez o confronto, enquanto os gaúchos possuem quatro êxitos. Marcelinho Carioca é o artilheiro do embate com 5 gols

Por Diogo Arraes

Corinthians e Grêmio começarão a escrever um novo capítulo na história dos confrontos entre as duas equipes na Copa do Brasil, nesta quarta-feira (25), no Pacaembu. Até agora são 10 jogos, com 4 vitórias do Grêmio, 2 vitórias do Corinthians e 4 empates. Mas, em termos de classificação ou título, o time de Parque São Jorge só levou a melhor em 1995, quando foi campeão. Em todos os jogos, o artilheiro é Marcelinho Carioca com 5 gols.

O alvinegro não vence há 6 jogos e passa por um período de turbulência como há tempos não tinha. O Grêmio também está sem vencer há 3 partidas, apesar de estar em uma situação mais tranquila no Campeonato Brasileiro. Resta saber se o tricolor gaúcho continuará com essa hegemonia ou o coringão vai diminuir os números negativos. Um confronto de muita tradição novamente na Copa do Brasil.

1991 – Quartas de Final

O primeiro confronto foi em 1991, o Corinthians havia sido campeão brasileiro um ano antes e enfrentou o Grêmio no Pacaembu. Com gols de Neto (Corinthians) e China (Grêmio), a primeira partida terminou empatada em 1 a 1.

No jogo de volta, o Grêmio venceu por 2 a 1, no estádio Olímpico, com gols de Caio e Chiquinho (Grêmio) e Édson Pezinho (Corinthians), eliminando o time de Parque São Jorge.

1994 – Oitavas de Final

Casagrande brinca no gol em treino antes do jogo contra o Grêmio em 94 (Foto: Gazetta Press)

Casagrande brinca no gol em treino antes do jogo contra o Grêmio em 94 (Foto: Gazetta Press)

Três anos depois houve uma nova chance de reencontro, agora na fase Oitavas de Final. A primeira partida foi no Olímpico e os gaúchos se deram bem novamente, com gols de Fabinho e Gilson o  time da casa venceu por 2 a 0.

O segundo jogo foi no Pacaembu, o Corinthians até tentou e fez dois gols. Um de Marcelinho Carioca e outro do zagueiro do Grêmio, Agnaldo Liz, contra. Só que o Grêmio mostrou porque é um time “copeiro” e empatou com Fabinho e Nildo. Resultado final 2 a 2 e o Timão novamente fora.

1995 – Final

O ano de 1995 reservou uma emoção a mais aos torcedores dos dois times, a primeira final disputada. O Corinthians vinha de duas eliminações seguidas para o Grêmio na Copa do Brasil e estava disposto a reverter isso. O primeiro jogo feito no Pacaembu terminou 2 a 1 para o clube alvinegro, com gols de Viola e Marcelinho Carioca (Corinthians) e Luiz Carlos Goiano (Grêmio).

Na partida final, em Porto Alegre, Marcelinho Carioca marcou o gol dos paulistas e o Timão se sagrou campeão da Copa do Brasil, vencendo o Grêmio por 1 a 0.

Jogadores do Corinthians erguem a taça em 95 (Foto: colecaocorinthians.com.br)

Jogadores do Corinthians erguem a taça em 95 (Foto: colecaocorinthians.com.br)

1997 – Semifinal

Dois anos depois da grande final os times se encontraram novamente, agora na semifinal. Mesmo jogando no estádio do Morumbi, o Grêmio venceu por 2 a 1, com gols de Paulo Nunes e Rodrigo (contra) para o Grêmio e Marcelinho Carioca para o Corinthians, e levou boa vantagem para o outro jogo.

Depois no estádio Olímpico, administrou o placar e empatou por 1 a 1, gols de Paulo Nunes (Grêmio) e Donizete (Corinthians). Os gaúchos novamente foram para a final.

2001 – Final

O Grêmio foi campeão depois de vencer o Corinthians por 3 a 1, em 2001 (Foto: wp.clicrbs.com.br)

O Grêmio foi campeão depois de vencer o Corinthians por 3 a 1, em 2001 (Foto: wp.clicrbs.com.br)

O último embate entre as equipes aconteceu há 12 anos, em 2001. Mais uma vez uma grande final. Uma curiosidade é que o treinador do Grêmio era Tite, hoje comandante do Corinthians.

O primeiro jogo ocorreu no estádio Olímpico e foi bem equilibrado, o Grêmio fez dois gols com Zinho e Luís Mário e o time de Parque São Jorge empatou com Marcelinho Carioca e Muller. Empate por 2 a 2.

Na segunda e decisiva partida o Morumbi estava lotado, mas o Corinthians não conseguiu segurar o ímpeto dos gaúchos e o Grêmio venceu por 3 a 1. Gols de Éwerton (Corinthians) e Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba (Grêmio), conquistando o campeonato daquele ano.





‘Podemos reverter isso’, afirma Muricy de volta ao São Paulo. Treinador tem bom histórico no 2º turno em brasileiros

11 09 2013

Técnico vai ter que melhorar o aproveitamento do time em quase 20% para afastar definitivamente a chance de rebaixamento

Por Diogo Arraes e Diogo Belley

Muricy Ramalho é o novo técnico do São Paulo e foi apresentado nesta última terça-feira (10). Ele substitui Paulo Autuori, que ficou no cargo quase dois meses, mas os resultados positivos não vieram.

Em sua terceira passagem pelo Tricolor, Muricy encontra um time bem diferente de sua última oportunidade. A equipe está na zona de rebaixamento, na 18ª posição, com 18 pontos. E teve um aproveitamento de 31,6% no 1º turno. Apesar disso, o comandante confia numa virada na segunda etapa do campeonato.

– Não pode ter medo, tem que trabalhar. O Felipão fez seu melhor e ganhou a Copa do Brasil (pelo Palmeiras no ano passado). Achei que poderia contribuir, por isso que aceitei. Senão poderia ter ido pro Catar, pois estavam me convidando. Estou muito acostumado a ficar muito tempo nos clubes. Claro que o São Paulo passa por um mal momento, mas podemos reverter isso e fazer um planejamento para o próximo ano – disse Muricy ao Estadão.

O técnico e seus comandados terão um objetivo, chegar aos 46 pontos. Para isso, o São Paulo precisa conquistar 28 pontos dos 57 que estarão em disputa no 2º turno e obter um aproveitamento de 49,1%. Mesma porcentagem do Coritiba, por exemplo. O time do Paraná teve 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, no 1º turno.

Essa margem de 46 pontos é retirada de uma base que desde 2006 (quando o campeonato passou a ter 20 times) e quatro rebaixados, nenhuma equipe caiu com no mínimo esse patamar de pontuação.

Cada campeonato tem a sua história. No ano passado o último rebaixado foi o Sport, na 17ª posição, com 41 pontos. Se a base for essa, o time que chegar aos 42 ou 43 pontos pode ser que escape da zona da degola. Os matemáticos já começaram os cálculos para este campeonato de 2013.

Probabilidades para o Campeonato Brasileiro de 2013 (Arte: UOL)

Probabilidades para o Campeonato Brasileiro de 2013 (Arte: UOL)

Retrospecto de Muricy no São Paulo é favorável

O São Paulo vive um momento totalmente diferente daquele que passou quando foi tricampeão brasileiro sob o comando de Muricy. Brigas políticas, rusgas internas entre diretoria e jogadores, atletas afastados e muitas outras coisas.

Entretanto, o técnico que começou a sua carreira de jogador e treinador no Tricolor tem um histórico muito animador para os torcedores e dirigentes que apostam suas fichas nele para tirar o time dessa zona de rebaixamento definitivamente.

Muricy emocionado com o tricampeonato brasileiro (Foto: Gazeta Press)

Muricy emocionado com o tricampeonato brasileiro (Foto: Gazeta Press)

O primeiro brasileiro disputado e conquistado por Muricy no comando do São Paulo foi em 2006. Em 19 jogos no 2º turno daquele ano, o time conseguiu fazer 40 pontos. Média superior ao que precisa agora. A diferença é que a equipe tinha terminado o 1º turno na primeira posição, com 38 pontos.

Em 2007 veio a segunda conquista, diferentemente da primeira o Tricolor terminou o 1º turno com 39 pontos, também na liderança, mas no 2º turno acabou somando menos, 38 pontos, total de 77. Também pontuação e aproveitamento acima do que necessita atualmente para a segunda etapa da competição.

Por fim chegamos a 2008, ano do tricampeonato e consagração de Muricy Ramalho como técnico do São Paulo. O time havia ficado em 4º lugar no 1º turno com 33 pontos. Logo na primeira partida do 2º turno, o São Paulo perdeu do Grêmio, que era o líder, e ficou a 11 pontos do time gaúcho.

Depois disso, o time teve uma arrancada fenomenal e somou 42 pontos no 2º turno, com 12 vitórias, 6 empates e 1 derrota. Com um total de 75 pontos, o Tricolor chegou ao terceiro título seguido e Muricy Ramalho entrou para sempre na galeria de treinadores notáveis da história do São Paulo.

Muricy Ramalho tentará novamente uma façanha. Talvez tão difícil quanto os três Campeonatos Brasileiros que ganhou em sequência, resgatar a alto estima de jogadores, o bom futebol e motivá-los para uma nova empreitada nesse 2º turno. Afinal, como ele mesmo diz, “Aqui é trabalho, meu filho!”.

TRABALHO A CURTO PRAZO

Em 2006, o técnico Muricy Ramalho chegou ao São Paulo e sagrou-se tricampeão brasileiro. O trabalho dele ficou caracterizado por dar resultados a longo prazo, já que por muitas vezes ele balançou no cargo do comando tricolor pelo mau rendimento da equipe nos primeiros semestres dos anos à frente do time, não conseguindo bons resultados na Copa Libertadores e no Campeonato Paulista.

Gesto característico mostrando que o treinador tem "sangue na veia" (Foto: Terra)

Gesto característico mostrando que o treinador tem “sangue na veia” (Foto: Terra)

Os dois últimos clubes do treinador foram Fluminense e Santos. E neles, diferentemente, conseguiu obter resultados imediatos. Na equipe das Laranjeiras, ele chegou em abril de 2010 e rapidamente montou o esquadrão que viria a ser campeão do Campeonato Brasileiro daquele ano, liderando o torneio quase que inteiro, de ponta à ponta.

Pelo Peixe não foi diferente. Muricy substituiu Adilson Baptista e logo venceu o Campeonato Paulista e a Libertadores da América. No entanto, a semelhança entre os dois trabalhos não param por aí. Após as repentinas vitórias, o técnico não conseguiu permanecer com a boa sequência nos dois clubes e acabou saindo. Situações inversas ao que se deu no Morumbi.

Agora, com o São Paulo na zona de rebaixamento, ele terá de manter o retrospecto inicial que teve por Fluminense e Santos para salvar o time de um vexame histórico. A identificação dele com clube é inegável, mas é necessário trabalho, como ele mesmo gosta de dizer. Resultados em tempo curto que o caracterizaram nos últimos anos e a montagem de grandes elencos que fizeram dele tricampeão brasileiro serão fundamentais para que Muricy tenha vida longa no clube de coração. Resta esperar.





Mercado de transferência na Argentina: Disputa pelo título do Torneio Inicial promete ser acirrada

10 09 2013

River Plate e Boca Juniors querem voltar a reinar, entretanto San Lorenzo, Vélez Sarsfield e Newell’s Old Boys aparecem como pedra no sapato dos dois grandes de Buenos Aires. Racing e Lanús brigam por vaga na Libertadores.

Por Michel Corbacho

O Torneio Inicial do Campeonato Argentino demonstra desde o início que será muito disputado, visto que, os grandes clubes se reforçaram para cada qual atingir o seu objetivo na competição. O Vélez Sarsfield, por ser o atual campeão da Superfinal, já garantiu vaga na Libertadores de 2014, assim como o Newell’s Old Boys, que obteve este êxito por conquistar o Torneio Final da temporada 2012/2013. River Plate, Boca Juniors, San Lorenzo, Racing e Lanús disputam as outras três vagas que restam para a principal competição internacional do continente. Garantem vaga o campeão da Copa da Argentina (San Lorenzo é o único grande que está na semifinal), o campeão deste Torneio Inicial e a equipe melhor classificada na Copa Sul-Americana (Lanús e River Plate ainda estão na disputa).

River Plate

River Plate apresenta seus reforços para a próxima temporada (Foto: Olé)

A equipe do River Plate dirigida pelo técnico Ramón Díaz foi ao mercado de passes em busca de jogadores para reforçar o seu elenco. Alguns desejos do treinador foram realizados pelo Presidente Daniel Passarela, que trouxe nomes como os de Jonathan Fabbro, ex-Cerro Porteño(PAR), Teo Gutierrez, Carbonerno, Ferreyra, além da renovação de empréstimo do atacante Rodrigo Mora junto ao Benfica(POR).

Time base: Barovero; Mercado, Maidana, Balanta, Vangioni; Carbonero, Ponzio, Ariel Rojas; Jonathan Fabbro (Lanzini); Rodrigo Mora e Teo Gutierrez.

Técnico: Ramón Díaz

Expectativa para o Torneio Inicial: Título

Boca Juniors

Fernando Gago é o principal reforço do Boca Juniors (Foto: Diario Xeneize)

Para garantir a vaga na próxima Libertadores, o Boca Juniors necessita conquistar o Torneio Inicial 2013 e para alcançar este objetivo, o mandatário ‘xeneize’, Daniel Angelici, contratou peças fundamentais para o elenco de Carlos Bianchi. O volante Fernando Gago, jogador de seleção Argentina e ex-Valencia(ESP), chega para ajudar a Riquelme no meio de campo. Além dele, chegaram para a equipe da Ribeira os atletas Daniel ‘Cata’ Díaz, Emanuel Gigliotti, Franco Cangele e Claudio Riaño. Um defensor, dois atacantes e um meia-atacante para suprir as ausências de Riquelme e/ou Juan Martínez.

Time base: Orion; Marín, Cata Díaz, Burdisso, Insúa; Erbes (Ledesma), Gago, Sanchéz Miño; Riquelme; Martínez e Blandi (Gigliotti).

Técnico: Carlos Bianchi

Expectativa para o Torneio Inicial: Título

San Lorenzo

Cauteruccio, Elizari, Más e Cristian Alvarez, alguns dos reforços do San Lorenzo (Foto: Clarín)

O San Lorenzo de Almagro foi o clube que mais se reforçou para a disputa do Torneio Inicial. As principais contratações foram dos atletas Cauteruccio e Elizari que se destacaram no Quilmes, Emanuel Más e Cristian Alvarez, goleiro ex-Espanyol(ESP). Com isto, a equipe de Boedo se candidata ao título da competição e vaga à próxima Libertadores, visto que, é um dos quatro clubes semifinalista da Copa Argentina, onde o campeão garante vaga na principal competição Sul-Americana.

Time base: Cristian Alvarez; Buffarini, Mauro Cetto, Gentiletti, Emanuel Más; Mercier, Kalinski; Ignacio Piatti (Romagnoli), Gonzalo Verón, Ángel Correa (Alan Ruíz); Cauteruccio.

Técnico: Juan A. Pizzi

Expectativa para o Torneio Inicial: Título

Vélez Sarsfield

Canteros e Zárate, os principais reforços do Vélez Sarsfield para o Torneio Inicial (Foto: Clarín)

O Vélez Sarsfield, atual campeão da Superfinal do Campeonato Argentino, é um dos clubes candidatos ao título do Inicial. A equipe segue dirigida por Ricardo Gareca, porém, perdeu o seu principal goleador para o futebol ucraniano, Facundo Ferreyra transferiu-se para o Shaktar (UCR). Para suprir a ausência de ‘Chucky’ Ferreyra, o Vélez conseguiu a repatriação do atacante Mauro Zárate, que estava na Lazio (ITA). Esta foi a principal contratação do ‘fortín’ para a temporada. Além de Zárate, outro que retornou ao clube de Liniers foi o volante Héctor Canteros, após uma temporada de empréstimo no Villarreal (ESP).

Time base: Sosa; Cubero, Tobio, Sebá Domínguez, Papa; Canteros, Cerro, Cabral; Insúa; Mauro Zárate (Rescaldani) e Pratto.

Técnico: Ricardo Gareca

Expectativa para o Torneio Inicial: Título

Newell’s Old Boys

Trezeguét é o nome para suprir a saída de Scocco no ataque do Newell’s (Foto: Olé)

O Newell’s Old Boys, campeão do último Torneio Final, apresentou o atacante David Trezeguét como o principal reforço para o setor ofensivo da equipe. Com a saída de Ignacio Scocco para o Internacional, os dirigentes dos ‘leprosos’ buscaram um substituto a altura para a equipe. Além de Trezeguét, os rubro-negros de Rosário conseguiram a repatriação do meia Damián Manso, que estava no Deportivo Cuenca (EQU). Apesar das saídas de Scocco e Gerardo Martino, o Newell’s Old Boys segue com a mesma base semifinalista da Libertadores, o que consagra o clube como um dos favoritos à conquista do Torneio Inicial.

Time base: Nahuel Guzmán; Cáceres, Víctor Lopez, Gabriel Heinze, Casco; Pablo Pérez, Diego Mateo, Lucas Bernardi (Cruzado); Maxi Rodríguez, Víctor Figueroa e David Trezeguét (Aquino).

Técnico: Alfredo Berti

Expectativa para o Torneio Inicial: Título

Racing Club

Valentín Viola retorna ao Racing Club (Foto: Canchallena)

O Racing Club de Avellaneda conseguiu a repatriação do atleta Valetín Viola, atacante que estava no Sporting (POR). Além dele, ‘la academia’ contratou Mario Regueiro, ex-Lanús, Rodrigo Bataglia e Nelson Ibañez. Em contra partida, o clube perdeu dois dos seus principais jogadores para o futebol europeu, trata-se do meia-atacante Ricardo Centurión, uma promessa do futebol argentino, que transferiu-se para o Genoa (ITA) e do meia Luis Fariña que reforçou o Benfica (POR).

Time base: Saja; Pillud, Ortíz, Cahais, Corvallán (Ibañez); Villar, Pelletieri, Zuculini; De Paul; Valentín Viola e Luciano Vietto.

Expectativa para o Torneio Inicial: Vaga na Libertadores

Lanús

Santiago Silva e Lautaro Acosta saíram do Boca Juniors para reforçar o Lanús (Foto: Olé)

Outra equipe que a cada temporada realiza boas campanhas é o Lanús. Atualmente dirigido por Guillermo Schelotto, os ‘granates’ buscam vaga na próxima edição da Libertadores, e para isto, reforçaram a equipe com a dupla de ataque que estava na reserva do Boca Juniors. Santiago Silva e Lautaro Acosta chegam para formar o setor ofensivo do Lanús. Além deles, os dirigentes ainda trouxeram o atacante Lucas Melano, ex-Belgrano, o volante Leandro Somoza e os defensores Jorge Ortíz e Matías Martínez.

Time base: Marchesín; Araújo, Paolo Goltz, Izquierdoz, Velázquez; González, Somoza, Barrientos; Ismael Blanco, Lautaro Acosta e Santiago Silva.

Técnico: Guillermo Schelotto

Expectativa para o Torneio Inicial: Vaga na Libertadores





Paixão por vocação!

9 09 2013

A história de um garoto apaixonado por futebol, que se tornou padre, mas que nunca abandonou o seu amor por esse esporte

Por Artur Rebouças
Especial do F9

Cornélio mostra com orgulho a camisa de seu maior ídolo no futebol, Francesco Totti ( Foto: Artur Rebouças)

Cornélio mostra com orgulho a camisa de seu maior ídolo no futebol, Francesco Totti ( Foto: Artur Rebouças)

É possível conciliar uma vida sacerdotal com o amor por um clube de futebol? Para Francisco Cornélio Freire Rodrigues, sim! De origem humilde, Cornélio foi criado na comunidade de Melancias, município de Apodi-RN. Sua vocação espiritual já era visível desde muito jovem. Sempre engajado com a Igreja, ele tinha um sonho que também era compartilhado pela mãe: se tornar padre.

No entanto, apesar de dedicar boa parte de seu tempo às atividades da Igreja, Cornélio também cultivava outra paixão, o futebol. Em entrevista ao “F9 Esportes”, ele contou que passou a acompanhar o futebol ao lado dos irmãos mais velhos através do rádio, em 1990, aos sete anos de idade. Segundo ele, a Copa do Mundo daquele ano foi um fator a mais, que contribuiu para a paixão por esse esporte.

Cornélio, nos tempos de criança, frequentando as arquibancadas do Nogueirão com seu inseparável radinho de pilha ( Foto: arquivo pessoal)

– Eu sempre gostei de rádio e era por meio dele que eu acompanhava os jogos. Em 1990 era ano de Copa, ou seja, era uma época em que o futebol estava muito em evidência. Foi a partir desse momento que passei a gostar do futebol. É um pedaço de mim– afirmou.

Em nível nacional, o Corinthians sempre foi o clube do coração de Cornélio, mas no Rio Grande do Norte é o Potiguar de Mossoró quem faz seu coração bater mais forte. Indagado sobre de onde teria surgido esse carinho pelo Time Macho, Cornélio foi enfático:

– Não há explicação, como na verdade nunca há. Aconteceu – frisou.

Em meio ao amor pelo futebol, Cornélio continuava trilhando a sua vocação e no ano de 2008 acabou indo morar em Roma-ITA, onde permaneceria durante cinco anos, cursando um bacharelado em Teologia.

Eis que ao desembarcar na Itália outro clube entraria para a sua vida, a Roma. Durante a estadia na capital italiana, Cornélio passou a criar um laço de amor e paixão com o clube romano.

– Sempre que conversava com meu irmão que é torcedor do Internacional-RS, eu ouvia falar de Falcão, “O rei de Roma”. Então, quando vim para Roma, escolhi esse time. Outro fator foram as cores do time – ressaltou.

Além de acompanhar sempre que possível às partidas da Roma, no estádio Olímpico, Cornélio não se desprendia do Corinthians e do Potiguar.

– Por conta da diferença de fuso horário entre a Itália e o Brasil (5 horas a mais) eu dormia mais cedo, para acordar a tempo de assistir os jogos – declarou.

Cornélio também contou uma situação bem curiosa em sua trajetória.

– Já cheguei a usar a camisa da Roma sob a batina – brincou.

Prosseguindo com a vida acadêmica religiosa, Cornélio concluiu o curso de Teologia em 2011 e atualmente cursa mestrado em teoria bíblica, que terá sua conclusão em fevereiro de 2014. Nessa preparação para a vida sacerdotal, ele ainda foi ordenado Diácono, no ano de 2012, antes de ser ordenado Padre, pela Diocese de Mossoró, em cerimônia realizada na comunidade de Melancias-RN, no dia 4 de agosto deste ano.





Mercado de transferência na Espanha: Real Madrid e Barcelona prometem polarizar a briga pelo título

9 09 2013

Atlético de Madrid, Valencia e Real Sociedad correm por fora e devem disputar as outras duas vagas para a Champions League

Por João Siqueira

Real Madrid

Gareth Bale, o homem de 100 milhões de euros, agora pertence ao Real Madrid (Fonte: Daily Star)

 

O time do recém-contratado Carlo Ancelotti teve que lidar com a saída de Mesut Özil, Gonzalo Higuaín, Kaká, Raul Albiol e Callejón, mas tudo indica que a ausência desses jogadores não será um problema. A chegada dos jovens Isco e Ilarramendi é vista pela torcida como essencial para recomposição e reformulação do elenco. Além disso, com a contratação do astro Gareth Bale junto ao Tottenham, Cristiano Ronaldo terá uma grande companhia no ataque e o time do Real Madrid deve, finalmente, fazer frente ao grande elenco do Barcelona e apimentar ainda mais a briga pelo título.

Time base: Casillas (Diego López); Daniel Carjaval, Sergio Ramos, Pepe e Marcelo; Khedira, Isco, Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, Modric; Benzema.

Técnico: Carlo Ancelotti

Expectativa na LFP: Título.

Barcelona

Messi e Neymar, agora juntos, prometem desestabilizar as defesas adversárias (Fonte: Fox Sports)

Os defensores do título da LFP prometem lutar pela conquista do bi-campeonato espanhol. A chegada de Neymar promete suprir facilmente a saída de David Villa para o Atlético de Madrid. O novo comandante do time catalão – Gerardo Martino – promete resgatar o vistoso futebol que encantou o mundo com sua posse de bola altíssima, troca de passes, marcação pressão e velocidade.

Além do brasileiro, o Barça contou com a ascensão de várias promessas da base ao time profissional. A ausência de uma defesa sólida talvez seja um problema para o elenco de Martino, mas, sem dúvidas, o elenco catalão é, ao lado do Real Madrid, um dos favoritos ao título.

Time base: Valdés; Dani Alves, Mascherano, Piqué e Jordi Alba (Adriano); Busquets, Xavi e Iniesta (Fabregas); Neymar (Pedro), Sanchéz e Messi.

Técnico: Gerardo Martino

Expectativa na LFP: Título.

Atlético de Madrid

David Villa chega ao time de Madrid com um baixíssimo custo (Fonte: Teamtalk.com)

O Atlético de Madrid, apesar de ter perdido a sua maior estrela, Falcao García, contará com os gols e a presença de David Villa, que chegou por apenas 2,1 milhões de euros. O time que conseguiu manter Diego Costa e trazer Léo Baptistão ainda se fortaleceu defensivamente. Com a chegada da grande promessa belga, o goleiro Courtois, a defesa do time de Madrid, que atualmente já conta com Miranda e Godín, promete ficar ainda mais sólida.

Time base: Courtois; Juanfran, Miranda, Godín e Filipe Luis; Gabi, Mario Suárez, Koke e Turan (Léo Baptistão); Diego Costa e David Villa.

Técnico: Diego Simeone

Expectativa na LFP: Vaga na Champions League

Valencia

O experiente Hélder Postiga chega para comandar o ataque ao lado do brasileiro Jonas (Fonte: Getty Images Europe)

O Valencia lidou com a perda de Soldado – atacante da seleção espanhola – para o Tottenham. Para suprir a vaga deixada no ataque, a diretoria buscou o português Hélder Postiga, que deve comandar o ataque do Valencia ao lado de Jonas. A chegada de Oriol Romeu para o meio-campo pode auxiliar as belas atuações de Banega, camisa 10 e responsável pela armação e criação de jogadas. Além disso, o brasileiro Diego Alves tem apresentado atuações espetaculares e tudo indica que será um dos melhores goleiros da temporada 2013/14.

Time base: Diego Alves; João Pereira, Rami, Ricardo Costa e Guardado; Javi Fuego, Banega, Sergio Canales e Michel; Jonas (Pabón) e Hélder Postiga.

Técnico: Ernesto Valverde

Expectativa na LFP: Vaga na Champions League

Real Sociedad

Haris Seferovic, um dos poucos investimentos do Real Sociedad para a temporada 2013/14 (Fonte: UEFA)

O Real Sociedad, para a temporada 2013/14, não realizou muitos investimentos. Os únicos contratados foram o jovem Haris Seferovic e Granero e Cote que chegaram por empréstimo. Sem grandes negócios, a perda de Ilarramendi não aparenta ser um obstáculo para a equipe que conseguiu a classificação para a Champions League na última temporada.

Mantendo a base do time da temporada passada e confiando no mexicano Carlos Vela, o Real Sociedad espera figurar na parte de cima da tabela durante todo o campeonato.

Time base: Claudio Bravo; Dani Estrada, Ansotegi, Íñigo Martínez e De la Bella; Bergara, Xabi Prieto e Zurutuza; Griezmann (Granero), Carlos Vela e Seferovic.

Técnico: Jagoba Arrasate

Expectativa na LFP: Vaga na Champions League





Mercado de transferências na França: Bilionários investem pesado em centroavantes

7 09 2013

Com investimento mais baixo, Lyon e Marselha jogam para surpreender na Ligue 1

Por Gustavo Soler

Paris Saint-Germain

Furacão Cavani será o novo companheiro de ataque do sueco Ibrahimovic (Foto: Getty images)

Furacão Cavani será o novo companheiro de ataque do sueco Ibrahimovic (Foto: Getty images)

Atuais campeões do Ligue 1, o bilionário sheik Nasser investiu 113 milhões de euros para montar uma equipe que brigará com os gigantes europeus pelo título da Champions League. A principal contratação do time da capital francesa foi o atacante uruguaio Cavani. O camisa 9 custou 63 mi aos cofres do PSG.

Ao lado de Cavani, garotos Digne e Marquinhos são as apostas do PSG (Foto: Divulgação / Site oficial do PSG)

Ao lado de Cavani, garotos Digne e Marquinhos são as apostas do PSG (Foto: Divulgação / Site oficial do PSG)

Junto com o centroavante, o Paris Saint-Germain investiu em dois jovens que apareceram muito bem na última temporada. Um deles foi o brasileiro Marquinhos, ex-Corinthians e peça fundamental no sistema defensivo da Roma em 2013. O novo camisa 5 custou 35 milhões de euros. O outro garoto é o lateral esquerdo francês Digne. Por 15 mi os campeões nacionais o trouxeram do Lille.

Time base: Sirigu, Jallet (Van Der Wiel), Thiago Silva, Marquinhos e Maxwell (Digne); Verratti, Matuidi, Lucas e Pastore; Ibrahimovic e Cavani.

Técnico: Laurente Blanc.

Expectativa na Ligue 1: Título.

Olympique de Marselha

Com o vice-campeonato na última temporada, a equipe do Marselha corre por fora na disputa pelo título do Campeonato Francês com os bilionários PSG e Mônaco. A equipe treinada por Élie Baup apostou em jovens promessas do país para esta temporada, sendo a principal contratação o meia-atacante Payet, ex-Lile.

Além do Payet, o Marselha também trouxe o seu companheiro de ataque Thauvin por 15 milhões de euros. O lateral esquerdo Mendy, ex-Le Havre, o volante Imbula, ex-Guingamp, e o atacante Lemina, do Lorient, também chegaram ao clube.

Time base: Mandanda, Fanni, N’Koulou, Diawara (Lucas Mendes) e Morel; Cheyrou, Imbula, Payet, Valbuena e André Ayew; Gignac (J. Ayew).

Técnico: Élie Baup.

Expectativa na Ligue 1: Vaga na Champions League.

Lyon

Mantendo a base na última temporada e apostando no talento dos seus jogadores da base, o Lyon não teve grandes investimentos na temporada, tendo contratado apenas o lateral esquerdo Bedimo, do Montpellier, por 2 milhões e euros e pego por empréstimo o lateral direito Miguel Lopes.

Time base: Anthony Lopes, Miguel Lopes, Bisevac, Umit e Bediimo; Gonalons, Mvuemba, Gourcuff e Grenier; Lacazette e Gomis.

Técnico: Rémi Garde.

Expectativa na Ligue 1: Vaga na Champions League.

Mônaco

Falcão foi a grande contratação da equipe do principado (Foto: Getty images)

Falcão foi a grande contratação da equipe do principado (Foto: Getty images)

A equipe se tornou o novo bilionário sensação da temporada. Após o regresso à primeira divisão da França, o Mônaco investiu para montar um time forte e competitivo. A principal contratação foi o atacante Falcão, ex-Atlético de Madri, custando 60 milhões de euros.

Companheiros de Falcão no Porto, James Rodriguez e João Moutinho também são destaques do novo rico (Foto: Divulgação / Site oficial do Mônaco)

Companheiros de Falcão no Porto, James Rodriguez e João Moutinho também são destaques do novo rico (Foto: Divulgação / Site oficial do Mônaco)

Além do centroavante, o também colombiano James Rodriguez, do Porto, e o seu companheiro João Moutinho chegaram ao time do principado. Os experientes Ricardo Carvalho, Toulalan e Abidal chegaram à Mônaco para serem os líderes do time. Além deles, os jovens Kondogbia e Martial, e o goleiro argentino Romero foram apresentados ao clube.

Time base: Romero, Fabinho, Ricardo Carvalho, Raggi (Kurzawa) e Abidal; Toulalan, Kondogbia, João Moutinho; James Rodriguez, Falcão e Ocampos.

Técnico: Claudio Ranieri.

Expectativa na Ligue 1: Título.





Gareth Bale: 100 milhões de euros, será que vale?

4 09 2013

O atleta revelado pelo Southampton e que foi escolhido por dois anos como melhor jogador da terra da rainha, chega ao Real para mostrar ao mundo que o investimento terá retorno garantido

Por Diogo Arraes

O jogador de 100 milhões de euros. Terá que provar seu valor (Foto: Site Oficial)

O jogador de 100 milhões de euros. Terá que provar seu valor (Foto: Site Oficial)

O meia Gareth Bale chegou à Madrid nesta segunda-feira (2) e foi recebido por cerca de 30 mil torcedores no estádio Santiago Bernabéu. Após perder a queda de braço para o Barcelona na negociação de Neymar, o presidente Florentino Pérez não mediu esforços para contratar o jogador galês por cerca de 100 milhões de euros. Os valores não foram confirmados pela diretoria do clube merengue, mas, se for verdade, se tratará da maior negociação da história do futebol. O que muitos estão se questionando é: Será que o atleta vale tanto? O brasileiro Sandro, que jogou três anos ao lado dele, afirma que sim.

– Acho que vale até mais. Ele joga muito mesmo. Pode ser o cara lá no Real Madrid. O que ele fez aqui eu nunca vi um jogador fazer em toda a minha vida. Ele já fez coisas inacreditáveis no Tottenham. Não é falar que ganhou sozinho, mas ele levou vários jogos aqui com gols decisivos, passes decisivos… nossa! Se continuar nesse nível, vai ser o melhor do mundo com facilidade – disse o volante ao Globo.com.

Bale iniciou sua carreira profissional com apenas 16 anos, em 2006, como lateral-esquerdo do Southampton. Nos Saints,  atuou até maio de 2007, com 40 jogos e 5 gols e foi nomeado o “Jovem jogador da Liga no Ano” em sua primeira temporada.

Em maio de 2007 se transferiu para o Tottenham, mas sem tanta badalação como agora. Na época, a transação giraria em torno de 10 milhões de libras (R$ 36,7 milhões), entretanto como o Southampton estava em uma situação financeira difícil, os Spurs acabaram pagando 7 milhões de libras (R$ 25,7 milhões). No primeiro ano, uma lesão no tornozelo direito o afastou da maior parte da temporada.

Recuperado da lesão, o galês demorou até vencer o primeiro jogo com a camisa do Tottenham, só aconteceu depois de 24 partidas no Campeonato Inglês. Bale já vinha se destacando pelas suas atuações e sucessivas renovações de contrato foram sendo feitas, para afastar os outro clubes.

Em uma oportunidade, o lateral camaronês Assou-Ekotto se machucou, aí Bale virou titular da posição e foi bem. Com a volta de Ekotto, o técnico do Tottenham na época, Harry Redknapp, decidiu avançar Bale para a meia esquerda.

Atuação espetacular contra o Inter de Milão, do brasileiro Maicon (Foto: AFP)

Atuação espetacular contra o Inter de Milão, do brasileiro Maicon (Foto: AFP)

Do improviso nasceu a solução, e o atleta foi ganhando espaço com atuações cada vez mais convincentes. Mas, não há dúvidas que a carreira profissional de Bale se divide em antes e depois do dia 20 de outubro de 2010. Diante do Inter de Milão, campeão europeu na temporada anterior, fez três gols na derrota por 4 a 3. No segundo jogo, deu muito trabalho ao brasileiro Maicon e foi a estrela da vitória por 3 a 1, em uma atuação memorável.

A partir de então, a vida do meia mudou definitivamente. Trocou a camisa 3 pela 11 e virou referência para o Tottenham. Foi eleito o melhor do ano pela Associação de Jogadores Profissionais (PFA, em inglês) em 2011 e 2013, ano em que também levou o prêmio de destaque entre os jogadores mais jovens. Na temporada passada, quase levou a equipe a uma nova classificação para a Liga dos Campeões. A constante atenção de grandes clubes europeus indicava o inevitável, a saída do último grande ídolo dos Spurs. Por cerca de 100 milhões de Euros, o Real pagou para ver as cenas dos próximos capítulos.

BALE TENTA SER O PRIMEIRO BRITÂNICO A CONSOLIDAR-SE NO REAL MADRID

O meia do País de Gales será o sexto britânico a jogar com a camisa do Real Madrid. A maioria deles não obteve grande sucesso, veja as histórias:

Laurie Cunningham (1979-1983)

Quando ele chegou ao Real Madrid do West Bromwich, Cunningham fez história ao se tornar o primeiro jogador de futebol britânico do clube. Em sua primeira temporada no Santiago Bernabéu, ele ajudou o Real a conquistar a La Liga (1979-80) e duas vezes a Copa do Rei (1979-80/1980-81), mas suas performances não foram consideradas suficientes para ser convocado para a Inglaterra que disputaria o Campeonato Europeu de 1980. Após essa decepção, a sua carreira no Real Madrid foi prejudicada por uma série de lesões e no verão de 1983, após um período de empréstimo curto no Manchester United, ele foi emprestado ao Sporting Gijon, antes de ir definitivamente para Marselha.

Steve Mcmanaman (1999-2003)

Mcmanaman (com a taça) foi o jogador britânico de maior sucesso do Real (Foto: BBC)

Mcmanaman (com a taça) foi o jogador britânico de maior sucesso do Real (Foto: BBC)

Depois de fazer mais de 300 jogos pelo Liverpool, McManaman optou por fazer a mudança para o Real, no verão de 1999. Durante seu tempo no clube espanhol, ele se tornou um dos jogadores ingleses mais condecorados por jogar no exterior, ele conquistou dois títulos da Liga dos Campeões e duas coroas de La Liga em quatro anos. O meio-campista criativo foi nomeado homem do jogo, depois de marcar um soberbo remate na final europeia contra o Valencia em 2000, mas jogar pelo clube durante a era ‘Galáticos’ finalmente provou ser sua ruína com a chegada de Zinedine Zidane e Luis Figo. Assim viu suas chances de jogar diminuídas. Em 2003, pouco depois de David Beckham chegar ao clube de Madrid, McManaman foi atuar no Manchester City com o ex-técnico da Inglaterra Kevin Keegan.

David Beckham (2003-2007)

Beckham e Zidane, os 'Galáticos' do Real Madrid. (Foto: Site Trivela)

Beckham e Zidane, os ‘Galáticos’ do Real Madrid. (Foto: Site Trivela)

Beckham foi ídolo no Manchester United, disputou quase 400 jogos e fez cerca de 85 gols. No entanto, uma divergência de ideias e a vontade de jogar ao lado de craques como Ronaldo, Zidane e Roberto Carlos, fizeram com que o atleta inglês aceitasse a proposta do Real em 2003. Em sua primeira temporada lá, ele floresceu em um meio-campo de três homens ao lado de Zidane e Figo. No entanto, apesar de ter vencido a Supercopa espanhola de 2003 e o Campeonato Espanhol de (2006-07), quando Fabio Capello assumiu o cargo em 2006, ele caiu em desgraça no clube. Quando a temporada terminou, o time decidiu não renovar o contrato de Beckham e de lá mudou-se para o Los Angeles Galaxy, para jogar a Major League Soccer.

Jonathan Woodgate (2004-2007)

Muitos ficaram perplexos quando os ‘Galáticos’ de Madrid pagaram 13,5 milhões de euros para contratar o zagueiro Woodgate em 2004, pois o defensor tinha um histórico de lesões muito grande. Tanto que ficou de fora do time na primeira temporada. Só estreou em setembro de 2005 e não foi nada bem, marcou um gol contra e fez um pênalti na partida contra o Atlhetic de Bilbao. Tornou-se titular da equipe por alguns jogos, mas teve que fazer uma cirurgia nas costas e parou novamente. Em 2007 foi negociado em definitivo com o seu clube de juventude, o Middlesbrough.

Michael Owen (2004-2005)

Michael Owen sentiu falta dos ares ingleses e voltou rápido para casa. (Foto: Site Bleacherreport)

Michael Owen sentiu falta dos ares ingleses e voltou rápido para casa. (Foto: Site Bleacherreport)

o ‘Golden Boy’ foi revelado e jogou por oito anos no Liverpool, foi um dos destaques da Inglaterra na Copa de 98, quando marcou um golaço contra a Argentina e na Copa de 2002, oportunidade em que foi eliminado pelo Brasil nas quartas de final. Em agosto de 2004, o Real Madrid pagou cerca de 8 milhões de euros ao clube inglês para ter Owen. Entre altos e baixos, muitas especulações sobre sua forma física inadequada, o atacante deixou o clube merengue em agosto de 2005, principalmente pela chegada dos brasileiros Julio Baptista e Robinho.

DE MENINO TÍMIDO E ESQUISITO A POPSTAR

O jogador mais caro do mundo sempre foi um menino tímido e tinha como ídolo na infância o seu compatriota Giggs, do Manchester United. Com o passar do tempo e ascensão meteórica muitas das características não mudaram. Bale namora sua amiga de adolescência há longos anos, com quem tem uma filha. Dificilmente é visto em eventos sociais, revistas de fofoca ou coisas do tipo. Prefere ficar em casa e, quando tem uma folga, gosta de visitar os pais em Cardif, no País de Gales.

Gesto patenteado e mais dinheiro pra conta de Bale (Foto: Getty Images/Jamie Mcdonald)

Gesto patenteado e mais dinheiro pra conta de Bale (Foto: Getty Images/Jamie Mcdonald)

Entretanto, Garteh Bale sabe como ninguém reverter suas ações para o seu lucro e marketing pessoal. Há algum tempo ele comemora seus gols fazendo um coração com as mãos, uma homenagem à mulher. Não satisfeito, decidiu patentear o gesto com o nome de “Eleven of Hearts” ou “Onze de Copas”, referência ao número da camisa que usava no Tottenham e usará no Real, número 11. O contrato vale cerca de R$ 33 milhões e, possivelmente, comercializará roupas e jóias.

Diferença de visual em 2011, antes da cirurgia, e em 2013, depois. (Foto: Globo.com)

Diferença de visual em 2011, antes da cirurgia, e em 2013, depois. (Foto: Globo.com)

Além disso, Bale decidiu mudar o visual em 2012. Desde que iniciou sua carreira no Southampton, o atleta sempre se incomodou com as orelhas avantajadas. Procurou um cirurgião plástico e mudou. Também modificou seu porte físico e começou a aparecer em comerciais de tv e revistas de moda, como a Esquire. Sua confiança também se fortaleceu e o desempenho nos gramados melhorou ainda mais.

Bale posa como modelo para a revista Esquire, uma das mais conceituadas (Foto: Reprodução/Facebook)

Bale posa como modelo para a revista Esquire, uma das mais conceituadas (Foto: Reprodução/Facebook)

O galês já possui um patrocínio da marca de material esportivo Adidas, que repassa a ele valores que giram entre os R$ 8 milhões por ano. O que pode ser elevado, pois se trata do mesmo patrocinador da equipe madridista. Além disso, fechou um contrato com a BT Sports, empresa de telecomunicações britânica que transmitirá a Premier League na próxima temporada, mas sem valores divulgados pela publicação. Como ele se transferiu para a Espanha e a empresa não transmitirá o campeonato, o assunto será discutido.

Segundo matéria desta terça-feira (3) do jornal AS, o Real Madrid espera vender 40 mil camisas de Bale por temporada. A camisa custa hoje nas lojas oficiais do Real Madrid 86,51 euros (R$ 270,82), e começou a ser vendida oficialmente somente nesta segunda-feira (2), quando o craque se apresentou no Santiago Bernabéu.

Para Steve Martin, da empresa M&C Saatchi Sport and Entertainment, Bale é “um gigante adormecido”, que tem enorme capacidade de gerar dinheiro.

– A diferença de audiência entre Real Madrid e Tottenham (ex-clube do galês) é astronômica. Gareth é um ativo a explorar – garantiu o empresário.

Na última temporada, Bale foi top 10 nas vendas de camisas da Premier League. Ele também tem contrato com a EA Sports para ser figura de destaque no jogo de videogame FIFA 14 ao lado de Lionel Messi.








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